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Nana Caymmi morre aos 84 anos no Rio de Janeiro após 9 meses de internação

Cantora Nana Caymmi faleceu aos 84 anos nesta quinta (1º), após nove meses internada no Rio. Ela era um dos maiores nomes da MPB.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura

Luto na MPB: morre Nana Caymmi, ícone da música brasileira

A cantora Nana Caymmi, um dos maiores nomes da Música Popular Brasileira, faleceu nesta quinta-feira, 1º de maio, aos 84 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo Jornal O Globo. Ela estava internada há nove meses na Clínica São José, em Botafogo, enfrentando uma série de complicações de saúde.

Nana completou 84 anos na última terça-feira (29), já em estado de saúde delicado. Embora a causa oficial da morte ainda não tenha sido divulgada, seu irmão, Danilo Caymmi, revelou que ela havia sofrido recentemente uma overdose de opioides, agravando ainda mais seu frágil quadro clínico.

Internações e quadro de saúde

Nana foi hospitalizada em agosto de 2024 com diagnóstico de arritmia cardíaca. Desde então, passou por procedimentos como cateterismo e traqueostomia para auxiliar na respiração. Em julho do mesmo ano, ela já havia sido internada para colocação de um marca-passo e enfrentava dificuldades de mobilidade e múltiplas comorbidades.

“Ela passou 9 meses sofrendo em hospital, UTI… um processo muito doloroso”, declarou Danilo nas redes sociais, visivelmente emocionado.

Quem foi Nana Caymmi?

Nascida Dinahir Tostes Caymmi em 29 de abril de 1941, no Rio de Janeiro, Nana era filha do compositor Dorival Caymmi e da cantora Stella Maris. Estreou na música ainda jovem, gravando a canção “Acalanto”, composta por seu pai.

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Com 25 discos lançados, marcou época com álbuns como Bolero (1993) e Resposta ao Tempo (1998), este último vencedor de Disco de Ouro. Nana também teve presença marcante em trilhas sonoras de novelas da Globo, como Suave Veneno e Hilda Furacão.

Mãe de Stella Teresa e Denise Maria, fruto do casamento com Gilberto José Aponte Paoli, Nana deixa um legado de interpretações poderosas e uma trajetória artística inconfundível — que agora entra para a história da cultura brasileira.

Tags: #Nana Caymmi
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