Cinema

Netflix aumenta preços no Brasil e plano Premium passa a custar R$ 71,90 por mês

Netflix sobe os três planos no Brasil, com alta de 23,9% no plano com anúncios, um dia após cortar mil empregos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A assinatura da Netflix ficou mais cara no Brasil. A plataforma reajustou nesta quinta-feira (15) os três planos disponíveis no país, e o Premium passou de R$ 59,90 para R$ 71,90 por mês. Foi o maior aumento em reais, de R$ 12. Em percentual, o reajuste mais forte ficou com o plano mais barato.

O aumento chegou um dia depois de outra notícia pesada. Na quarta-feira (14), a empresa anunciou o corte de cerca de mil funcionários no mundo, perto de 6% da equipe. É a maior rodada de demissões da Netflix em número de pessoas.

Como ficaram os planos

O plano Padrão com anúncios, porta de entrada do serviço, subiu de R$ 20,90 para R$ 25,90, alta de 23,9%. O Padrão sem anúncios, com duas telas simultâneas em Full HD, foi de R$ 44,90 para R$ 51,90, reajuste de 15,6%. O Premium, com quatro telas em 4K e HDR, teve alta de cerca de 20%.

Os novos valores já valem para quem assina agora. Para os clientes atuais, a Netflix diz que envia um aviso por e-mail um mês antes da primeira cobrança atualizada, que vem na renovação seguinte. A empresa justificou o reajuste com os investimentos em conteúdo e não deu mais detalhes.

Mil demissões em um memorando

O corte foi comunicado em memorando assinado pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters. As áreas mais atingidas são produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos. Segundo relatos da imprensa americana, executivos ligados a séries, filmes e campanhas de premiação também deixaram a empresa.

No texto, a dupla afirma que o negócio segue forte e em crescimento e que a meta anual continua de pé. Os cortes foram descritos como escolhas para manter o foco. No fim de 2025, a Netflix tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral. Em 2022, durante a primeira queda de assinantes da sua história, a empresa demitiu cerca de 450 pessoas em duas rodadas.

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Pressão sobre a empresa

O contexto ajuda a entender as duas decisões. Em setembro, Sarandos admitiu que a Netflix não está crescendo tão rápido quanto gostaria. Segundo a imprensa americana, as ações da empresa acumulam queda de cerca de 25% em 2026, com o tempo de tela dividido com o YouTube e outros rivais.

A Netflix divulga o balanço do terceiro trimestre na terça-feira (20), após o fechamento do mercado. Investidores devem cobrar respostas sobre o ritmo de crescimento e sobre o efeito dos novos preços.

Fim da era do streaming barato

A Netflix chegou ao Brasil em 2011 cobrando menos de R$ 15 por mês, com um catálogo único. Desde então, o mercado mudou. Concorrentes como Disney+, HBO Max e Prime Video também reajustaram preços, e os planos com anúncios viraram a aposta do setor para atrair quem quer pagar menos.

A virada da Netflix começou em 2022 e 2023, com o fim do compartilhamento gratuito de senhas e o lançamento do plano com propagandas. A estratégia deu certo em número de assinantes. O desafio agora é manter o público disposto a pagar mais a cada reajuste.


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