Paris Jackson revela ter feito eletrochoque em internação
Paris Jackson revela ter feito nove sessões de eletroconvulsoterapia durante batalha contra a depressão.
Cantora detalha tratamento em podcast de Jay Shetty
Paris Jackson, filha de Michael Jackson, revelou ter passado por sessões de eletroconvulsoterapia, conhecida popularmente como eletrochoque, durante um dos períodos mais difíceis de sua batalha contra a depressão. A artista, de 28 anos, falou sobre a experiência no episódio de segunda-feira (17/8) do podcast On Purpose, apresentado por Jay Shetty.
Segundo Paris, o tratamento surgiu depois de ela já ter tentado uma longa lista de abordagens diferentes na busca por algo que realmente ajudasse, incluindo medicação, internações em cinco instituições distintas, terapia comportamental dialética e EMDR. A eletroconvulsoterapia surgiu como uma espécie de último recurso, buscado depois de a cantora chegar extremamente próxima de uma nova tentativa contra a própria vida.
“Fiz nove sessões em três semanas”, conta a cantora
Paris detalhou que realizou nove sessões do tratamento ao longo de três semanas, descrevendo a experiência como dolorosa, mas eficaz. Segundo ela, o procedimento hoje é muito diferente da forma como costuma ser retratado popularmente, já que os médicos utilizam anestesia geral durante toda a aplicação.
“Não é tão bárbaro quanto costumava ser. Eles usam anestesia geral. Você fica inconsciente quando recebe o choque”, explicou a cantora, detalhando ainda o processo: vestir a roupa hospitalar, ser anestesiada, imobilizada, receber um protetor de mordida na boca e então passar pela aplicação do estímulo elétrico controlado no cérebro.
Efeitos colaterais incluíram dor intensa e perda de memória
Apesar de considerar o tratamento eficaz, Paris não escondeu o quanto os efeitos colaterais foram difíceis de enfrentar. Segundo ela, a primeira vez que acordou após uma sessão trouxe a dor mais aguda que já sentiu na cabeça, descrita como uma espécie de sensibilidade muscular intensa na região. A cantora também relatou episódios de perda de memória ao longo do processo, chegando a não se lembrar de visitas de amigos durante o período em que esteve internada, mesmo com registros comprovando que esses encontros aconteceram.
Ainda assim, Paris reforçou que o tratamento estava funcionando e que ela respondia bem aos resultados, o que a levou a seguir com as sessões apesar do desconforto físico envolvido.
De volta ao “caminho holístico” e seis anos de sobriedade
Hoje, Paris afirma ter direcionado o foco para práticas de saúde mais holísticas, combinando diferentes abordagens que testou ao longo dos anos em busca de um equilíbrio sustentável a longo prazo. A cantora também revelou estar sóbria há seis anos, marco que atribui a um processo mais amplo de entrega espiritual e ação intencional, temas que também explorou ao longo da conversa no podcast.
A experiência com a eletroconvulsoterapia serviu de inspiração direta para a capa de seu álbum mais recente, Happiest Day of My Life, lançado durante um período depressivo intenso e que reflete visualmente parte do processo de tratamento vivido pela artista.