Remake de Zelda: Ocarina of Time vira o jogo mais bem avaliado de 2026

Remake de Zelda: Ocarina of Time para Switch 2 roda a 60 fps e chega dublado em português em 5 de novembro.

Matheus Fragata
Matheus Fragata 3 min de leitura

Mexer num jogo que muita gente considera o melhor de todos os tempos é um risco enorme. A Nintendo topou o desafio, e a crítica parece ter aprovado. O remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para Nintendo Switch 2 estreou nos agregadores com média 96 no Metacritic e 95 no OpenCritic, as maiores notas de um jogo lançado em 2026 até agora, com folga.

A comparação com o passado também favorece a nova versão. O original de Nintendo 64, de 1998, ostenta um quase perfeito 99, enquanto Ocarina of Time 3D, relançamento para 3DS em 2011, ficou com 94. O remake se encaixa entre os dois.

Um clássico mais fácil de amar

O consenso entre os críticos é que a Nintendo tornou a aventura muito mais acessível sem trair sua essência. Uma das análises mais entusiasmadas, publicada por uma crítica britânica fã declarada do original, diz que a equipe transformou um dos melhores jogos dos anos 1990 em um dos melhores da década de 2020.

O que mais chamou atenção foi a forma como o jogo preserva a melancolia da história. No fundo, Ocarina of Time é um conto sombrio sobre um garoto que tem a infância roubada por um rei maligno, e as novas cenas dubladas ajudaram a extrair o drama que antes ficava nas entrelinhas. Para o público brasileiro, há um bônus: essas cenas chegam dubladas em português.

Outro crítico confessou que esperava um passeio burocrático por um clássico envelhecido e acabou surpreso com o ritmo. Os ajustes de jogabilidade, discretos na aparência, fazem a aventura avançar num passo muito mais ágil. Ele chegou a se perguntar se as masmorras sempre foram tão complexas e coerentes, e concluiu que o jogo parece ter sido criado na quarta-feira passada.

O visual divide opiniões

Nem tudo é unanimidade. O novo estilo visual, que aposta num realismo exagerado, é o ponto mais discutido das análises. Parte dos críticos se rendeu ao resultado, mas houve quem sentisse falta da identidade própria da série. Em alguns momentos, segundo essas avaliações, o remake lembra qualquer outro jogo de ação em terceira pessoa feito na Unreal Engine.

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Na parte técnica, os elogios são quase totais. Uma análise especializada em desempenho destacou o salto dos 20 quadros por segundo do Nintendo 64 para 60 fps estáveis no Switch 2, tanto no modo portátil quanto na TV. A diferença, segundo a avaliação, melhora o combate, a precisão dos saltos e a exploração de Hyrule.

O que sobreviveu ao tempo

Há também quem veja na idade do jogo uma vantagem. Uma das análises observa que, ao lado das aventuras modernas, incluindo os próprios Zelda recentes, Ocarina of Time chama atenção por não desperdiçar nenhum momento. Cada missão secundária, minigame ou gruta escondida parece feita à mão para guardar um segredo, sem o excesso de tarefas repetitivas que infla tantos mundos abertos atuais.

O remake faz parte das comemorações dos 40 anos da franquia, que incluem uma edição especial do Switch 2 e um filme live-action previsto para abril de 2027. O jogo chega amanhã, 5 de novembro, exclusivamente para Nintendo Switch 2, e aparece na loja oficial brasileira por R$ 329,90. A data deixa o lançamento a duas semanas de GTA 6, numa disputa direta pela atenção dos jogadores.

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