Star Wars Battlefront 3 teria DICE e Bungie de olho no projeto
Star Wars Battlefront 3 estaria sem estúdio, e Lucasfilm buscaria parceiro; boato surgiu na edição final da EGM.
O boato veio de onde menos se esperava: das páginas de uma revista que deixou de circular há mais de uma década. Antigos editores da Electronic Gaming Monthly se reuniram para produzir uma edição “final” da EGM, enviada agora aos apoiadores de um financiamento coletivo de um livro sobre a história da publicação. Lá dentro, numa coluna de fofocas, está a alegação que agitou os fãs de Star Wars: DICE e Bungie teriam interesse em fazer um terceiro Battlefront.
Nada foi confirmado pela Electronic Arts, pela Lucasfilm ou pelos estúdios citados.
Quartermann voltou, e com bons antecedentes
Quem lia a EGM nos anos 1990 conhece Quartermann. O personagem se apresentava como um informante da indústria, mas a coluna funcionava, ao que tudo indica, como um depósito coletivo dos rumores que a redação ouvia. A edição nova resgatou o formato.
O detalhe curioso é o prazo. A coluna parece ter sido escrita há algum tempo e só agora foi publicada, então parte das apostas já se confirmou. Ela acertou que o protagonista de Physint, de Hideo Kojima, viria da franquia John Wick. O papel ficou com Bill Skarsgård, de John Wick 4: Baba Yaga. Também cravou Diablo IV no Switch 2, confirmado no mês passado.
Lucasfilm procura quem assuma a guerra
Segundo a coluna, a Lucasfilm vem buscando ativamente um estúdio parceiro para a sequência, mas ninguém teria fechado acordo ainda. Dois nomes estariam rondando o projeto. O primeiro é o óbvio: a DICE, responsável pelos dois jogos anteriores, de quem o texto espera ter aprendido a lição das caixas de recompensa.
O segundo é a surpresa. Caso a DICE não fique com a franquia, ela poderia parar nas mãos da Bungie, criadora de Halo, Destiny e Marathon. Seria um movimento e tanto, já que a Bungie pertence à Sony desde 2022, enquanto a DICE é da EA.
A história de um Battlefront 3 não é nova. Em 2021, a DICE chegou a apresentar uma proposta à EA, que teria recusado por causa do custo da licença. Segundo relatos da época, o jogo precisaria vender cerca de 20% a mais para render o mesmo que um título próprio.
De vilão das microtransações a queridinho dos fãs
Star Wars Battlefront II, lançado em 2017, é o último capítulo da série. A estreia foi um desastre de imagem. Estimativas indicavam que um jogador levaria cerca de 40 horas para liberar um único herói com créditos gratuitos, e entre os bloqueados estava Darth Vader.
A reação foi tão violenta que a EA recuou e retirou as microtransações. A polêmica saiu da imprensa especializada e chegou ao noticiário geral, e na época se disse que a Disney chegou a repreender a EA nos bastidores. Depois disso, atualizações gratuitas reconstruíram a reputação do jogo.
Em 2025, veio o renascimento inesperado. Comunidades no Reddit e no TikTok convocaram veteranos a voltar, e o jogo bateu seu recorde de jogadores simultâneos na Steam.
Gente da equipe original quer voltar
A vontade parece existir também entre quem fez o jogo. No ano passado, Mats Helge Holm, que trabalhou no lançamento original e na Celebration Edition, afirmou que muitos ex-integrantes da equipe topariam um novo Battlefront. Questionado por um fã, ele disse que ele mesmo e seus antigos colegas querem reunir a turma de novo.
Resta saber se a Lucasfilm vai encontrar quem banque a conta. Com a nostalgia em alta e uma comunidade que nunca deixou o jogo morrer, a demanda claramente não é o problema.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
Contato: matheus@nosbastidores.com.br
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