Cinema

Sucesso do filme Michael faz streams de Michael Jackson quadruplicarem

O sucesso de bilheteria do filme Michael está gerando reflexos diretos nos números financeiros da Sony. Segundo o balanço do primeiro trimestre fiscal, divulgado nesta quinta-feira (31), a receita da Sony Music Entertainment saltou 21%, para ¥562 bilhões, cerca de US$ 3,53 bilhões, no período encerrado em 30 de junho. Segundo a própria companhia, as […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

O sucesso de bilheteria do filme Michael está gerando reflexos diretos nos números financeiros da Sony. Segundo o balanço do primeiro trimestre fiscal, divulgado nesta quinta-feira (31), a receita da Sony Music Entertainment saltou 21%, para ¥562 bilhões, cerca de US$ 3,53 bilhões, no período encerrado em 30 de junho.

Segundo a própria companhia, as faixas de Michael Jackson, cujo catálogo é copropriedade da Sony Music Group, chegaram a ser reproduzidas aproximadamente quatro vezes mais do que antes da estreia do filme nos cinemas. “Thriller” e “Bad” figuraram entre os dez projetos musicais mais vendidos da gravadora no trimestre, resultado direto do impulso gerado pela cinebiografia da Lionsgate, que já ultrapassou US$ 1 bilhão em bilheteria mundial.

Uma nova geração descobrindo o Rei do Pop

Segundo a Sony, o salto expressivo de audiência entre ouvintes da Geração Z sugere que a música de Michael Jackson está conquistando um público jovem completamente novo, reforçando a expectativa de que o catálogo continue relevante comercialmente por muitos anos. A companhia também destacou a expansão de oportunidades futuras de licenciamento ligadas ao uso de inteligência artificial como fator de valorização contínua desse tipo de acervo histórico.

Um trimestre parado para os cinemas da Sony

Enquanto a música ia de vento em popa, o braço de cinema da companhia viveu um trimestre bem mais discreto. A Sony Pictures Entertainment registrou queda de 13% na receita, para US$ 1,98 bilhão, refletindo um período de poucos lançamentos no circuito norte-americano: apenas a comédia The Breadwinner, estrelada por Nate Bargatze, chegou aos cinemas dos Estados Unidos no trimestre.

A receita puramente de bilheteria somou apenas US$ 30 milhões, queda de cerca de US$ 100 milhões frente ao mesmo período do ano passado, quando a Sony havia lançado 28 Anos Depois e Karatê Kid: Lendas. Mesmo com a queda de receita, o lucro operacional da divisão de cinema e TV cresceu 21%, para US$ 156 milhões, no período.

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TV também sente o impacto de menos entregas

A divisão de televisão da Sony Pictures também recuou, com receita caindo de US$ 841 milhões para US$ 571 milhões, queda de 32% em relação ao ano anterior, mesmo com a estreia da temporada final de The Boys na Amazon Prime Video. Segundo a companhia, a queda reflete principalmente uma redução no volume de entregas de séries ao longo do trimestre, não necessariamente menor demanda pelo conteúdo em si.

No balanço consolidado, a Sony registrou receita total de ¥2,837 trilhões, cerca de US$ 17,8 bilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, com lucro líquido de US$ 2,15 bilhões, crescimento de 32%, resultado puxado principalmente pelo desempenho da divisão de jogos e pela força inesperada do catálogo musical de Michael Jackson.

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