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UEFA confirma boicote à FIFA em disputa por venda da Copa do Mundo

UEFA confirma boicote a competições da FIFA após entidade propor vender participações da Copa do Mundo a investidores.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A UEFA oficializou nesta quinta-feira (30/07) o boicote prometido contra a FIFA, após reunião de emergência com as 55 federações filiadas ao bloco europeu. Segundo comunicado conjunto, nenhuma seleção da Europa vai participar de competições organizadas pela entidade máxima do futebol mundial enquanto a proposta de venda de participações da Copa do Mundo a investidores privados seguir em pé.

O texto divulgado pela UEFA reforça a unanimidade da decisão entre as federações-membro. “Nenhuma seleção da UEFA vai participar de competições da FIFA enquanto estas propostas estiverem vivas, a não ser que ela seja inteiramente abandonada e haja garantias de que a FIFA nunca mais abrirá sua governança ou suas competições à propriedade privada”, diz a nota.

O que motivou a reação europeia

No centro da disputa está a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), subsidiária que concentraria as operações comerciais das principais competições da FIFA, incluindo a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. A entidade estima o valor de mercado da nova empresa em US$ 20 bilhões, com plano de vender participações minoritárias equivalentes a US$ 4,2 bilhões a investidores privados, mantendo controle majoritário sob a própria FIFA.

Segundo o presidente da entidade, Gianni Infantino, o dinheiro arrecadado permitiria aumentar significativamente os repasses financeiros às 211 federações filiadas ao redor do mundo, com prazo até 19 de setembro para que as associações decidissem sobre a adesão ao projeto. A FIFA já havia sinalizado que quem ficasse de fora enfrentaria queda expressiva no financiamento recebido da entidade.

O nome por trás do investimento que preocupa a UEFA

A negociação envolve Joshua Kushner, empresário irmão de Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump, dono da holding de investimentos que seria a principal interessada na operação. A UEFA já vinha criticando publicamente o crescente entrelaçamento entre a FIFA e o atual governo americano, reforçando em nota que o futebol e suas competições não podem ser tratados como produtos de investimento, mas como um legado construído ao longo de gerações por jogadores, seleções e torcedores.

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Competições que podem ser diretamente afetadas

O impacto mais imediato do boicote recai sobre a Copa do Mundo Feminina de 2027, sediada no Brasil. Seleções europeias disputariam o playoff das eliminatórias já em outubro deste ano, jogos que seriam suspensos caso o impasse continue.

Outras competições também entram na linha de frente do conflito, incluindo as eliminatórias para a Copa do Mundo masculina de 2030, sediada em parte na Espanha e em Portugal, a Copa do Mundo masculina sub-17, marcada para novembro e dezembro no Catar, e o Mundial de Clubes de 2026. Até o momento, a FIFA não se pronunciou publicamente sobre a confirmação do boicote europeu.

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