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YouTuber Markiplier choca Hollywood: Filme rejeitado por estúdios faturou US$ 17 milhões na estreia

Rejeitado por Hollywood, Markiplier lança filme "Iron Lung" sozinho, fatura US$ 17 milhões e quebra recorde mundial de sangue artificial.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura
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Hollywood recebeu um choque de realidade vindo diretamente do YouTube neste fim de semana. Mark Fischbach, mundialmente conhecido como Markiplier, provou que o modelo tradicional de cinema pode estar ultrapassado ao levar seu filme de terror independente, “Iron Lung”, ao topo das bilheterias. Escrito, dirigido, estrelado e autofinanciado pelo criador de conteúdo, o longa arrecadou impressionantes US$ 17 milhões no mercado doméstico em sua estreia, ficando logo atrás do novo filme de Sam Raimi.

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O feito é ainda mais saboroso considerando os bastidores. Markiplier, que possui 38 milhões de inscritos, revelou que tentou vender o projeto para diversos estúdios e distribuidores, mas foi rejeitado por quase todos. Em uma das reuniões, um executivo chegou a zombar da ideia de que o filme faria sucesso. O resultado? O YouTuber lançou o filme por conta própria e agora vai embolsar metade da bilheteria global, que já ultrapassou os US$ 20 milhões — um retorno astronômico para um orçamento de produção de apenas US$ 3 milhões.

A força dos fãs e o recorde de sangue

O sucesso de “Iron Lung” foi impulsionado por uma campanha “boca a boca” massiva. Inicialmente previsto para ser exibido em apenas três salas, a demanda dos fãs fez com que o circuito se expandisse para mais de 4.000 telas mundialmente. Markiplier creditou o triunfo à sua base leal, que pressionou as redes de cinema para exibirem o longa.

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A trama, baseada em um videogame, coloca um prisioneiro (Markiplier) pilotando um submarino em um oceano de sangue em uma lua alienígena. E o sangue não é figura de linguagem: a produção estabeleceu um novo recorde mundial, utilizando cerca de 80 mil galões de sangue falso (aproximadamente 300 mil litros), superando o recorde anterior que pertencia ao remake de A Morte do Demônio (2013).

“Bolada” e o futuro sem estúdios

Em entrevista ao The Hollywood Reporter, Markiplier manteve a classe, mas não escondeu a satisfação. “É apenas um negócio pouco vantajoso para mim se eu abrir mão do controle ou não puder controlar o marketing”, explicou ele sobre a recusa em aceitar acordos ruins com estúdios.

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Agora, com o sucesso validado e o caixa cheio, o criador afirma que não precisa da indústria tradicional. “Não quero que isso pareça um grande dedo do meio para todos os estúdios… mas eu não preciso disso”, afirmou. Ele planeja continuar produzindo de forma independente, prometendo orçamentos mais eficientes e melhores condições para suas equipes no futuro.

Tags: #Markiplier
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