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Activision confirma uso de ‘ferramentas de IA’ em ‘Call of Duty: Black Ops 7’

Activision confirma o uso de "ferramentas de IA" no desenvolvimento de 'Black Ops 7' após polêmica com 'calling cards', mas diz que processo é liderado por humanos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura
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A Activision respondeu oficialmente às alegações de que estaria usando Inteligência Artificial generativa para criar assets (como os “calling cards”, cartões de visita) em Call of Duty: Black Ops 7. Em um comunicado enviado à imprensa de games, a empresa confirmou o uso da tecnologia, mas minimizou seu papel, afirmando que ela serve apenas como “apoio” para suas equipes.

A resposta veio após jogadores e artistas começarem a apontar inconsistências e elementos visuais típicos de arte gerada por IA nos cosméticos do novo jogo.

A declaração oficial da Activision

Em um e-mail enviado ao site Insider Gaming (e primeiro ao Xbox Era), um porta-voz da Activision não negou o uso da tecnologia, mas a enquadrou como uma ferramenta auxiliar, assim como muitas outras empresas de tecnologia têm feito.

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“Como tantos ao redor do mundo, usamos uma variedade de ferramentas digitais, incluindo ferramentas de IA, para capacitar e apoiar nossas equipes a criar as melhores experiências de jogo possíveis para nossos jogadores”, diz o comunicado.

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A empresa fez questão de reforçar o controle humano sobre a criação: “Nosso processo criativo continua a ser liderado pelos talentosos indivíduos em nossos estúdios.”

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O que a Activision não disse

Embora a declaração confirme o uso da IA, ela é vaga e evita responder à pergunta central da polêmica: quais, e quantos, assets foram criados diretamente pela IA, em vez de apenas “apoiados” por ela?

O site Insider Gaming informou que pediu esclarecimentos mais específicos sobre quais elementos de Black Ops 7 foram gerados por IA, mas não obteve resposta até o momento.

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A admissão da Activision acontece em um momento de alta tensão na indústria sobre o uso de IA generativa, com muitos artistas temendo a substituição de trabalho humano e críticos (como o criador de Breaking Bad, Vince Gilligan) chamando a tecnologia de “máquina de plágio”.

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