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Amigos de Elke Maravilha contestam falas de jornalista sobre final da vida da artista

Após o biógrafo afirmar que Elke morreu esquecida e em meio a "100 sacos de lixo", amigos íntimos e assessores rebatem as declarações

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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A memória de Elke Maravilha (1945-2016), uma das figuras mais emblemáticas da cultura brasileira, tornou-se o centro de uma disputa pública nesta semana. De um lado, o jornalista e escritor Chico Felitti, autor da biografia Elke: Mulher Maravilha (2021); do outro, amigos íntimos e ex-colaboradores da artista.

A controvérsia começou após a participação de Felitti no programa Sem Censura, da TV Brasil. Durante a entrevista, o biógrafo afirmou que a artista morreu no “esquecimento” e descreveu um cenário desolador sobre seu apartamento:

“Ela morreu quase no esquecimento, num apartamento com mais de cem sacos de lixo dentro. Quando foram retirar o que ela tinha, saíram mais de cem sacos de lixo. Alguém que foi tão grande para o Brasil […] ter terminado sem um fim digno.”

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Além disso, Felitti contestou a nacionalidade russa de Elke, alegando possuir uma certidão de nascimento que comprova que ela nasceu na Alemanha nazista, e não na Rússia, como ela sempre afirmou.

Amigos contestam: “Absurdo” e “Irresponsável”

As declarações geraram revolta imediata entre o círculo íntimo de Elke. A advogada Solange Maia, diretora do documentário Elke no País das Maravilhas, classificou as falas como mentirosas.

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  • Sobre o “lixo”: Solange e o assessor Marcos Nienke negam veementemente a insalubridade. Nienke, que esteve no local no dia do enterro, afirmou: “Elke não era acumuladora de lixo, seu apartamento era cheio de peças de arte, quadros e seus figurinos. Ele se refere ao acervo dela como lixo? Muito irresponsável”.
  • Sobre a nacionalidade: Solange explicou a complexidade histórica da família de Elke. Segundo ela, o pai era russo e a mãe alemã. Elke teria nascido na Rússia, mas possuía documentos alemães falsos por questões de segurança e sobrevivência da família durante e após a Segunda Guerra Mundial.
  • Sobre a solidão: A cantora Karina Buhr reforçou que Elke jamais esteve abandonada, destacando o cuidado amoroso de seu irmão, Fred, e a presença constante de amigos.

A réplica do biógrafo

Diante da repercussão negativa, Chico Felitti usou as redes sociais para sustentar sua apuração jornalística. Ele reiterou que possui documentos comprovando o nascimento na Alemanha e manteve a descrição sobre o estado do apartamento, embora tenha matizado a questão do “acúmulo”.

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“A história dos itens na casa dela, foram sacos e sacos mesmo. Alguns falam de acúmulo, outros que ela era uma colecionadora. Tinha de tudo… Roupa, muita roupa”, explicou.

Sobre o “esquecimento”, Felitti esclareceu que se referia, principalmente, à vulnerabilidade financeira e profissional de Elke em seus últimos anos. Ele citou que a artista enfrentava dificuldades para pagar o plano de saúde e sentia um ressentimento pela falta de oportunidades de trabalho na reta final da vida.

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Em 2026, ano marcado por esta polêmica, a morte de Elke Maravilha completará 10 anos em agosto.

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