É muito difícil que, nos dias de hoje, haja alguém que nunca tenha ouvido falar da lendária Atlântida. A suposta cidade que naufragou completamente e agora jaz no fundo do oceanos alimenta o imaginário popular e inclusive já foi pauta de diversas pesquisas científicas, além de ser explorado dos mais diferentes modos por cineastas e showrunners desde que o mundo é mundo.

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Mas a pergunta que nunca foi respondida é: será que o Reino realmente existiu, palco de uma civilização tão antiga quanto os astecas e os maias, ou não passa de uma criação mitológica criada ainda na época das grandes civilizações greco-romanas? Seja qual for a resposta, várias são as opiniões sobre esse místico local – e até mesmo seus defensores mais ferrenhos divergem sobre sua localização e o que realmente aconteceu a ele.

Segundo referências milenares, uma delas datada do século IV a.C. e citada pelo filósofo Platão, havia um povo que habitava o hoje conhecido como Estreito de Gibraltar, “cujos reis formaram um império grande e maravilhoso”. De acordo com seus famosos diálogos, essa sociedade se constituíra após os deuses dividirem as múltiplas terras do planeta entre si. Poseidon, deus dos mares e um dos três irmãos supremos, ficara com a ilha de Atlântida. Após se deitar ao lado de Cleitó, uma mortal, e ter dez filhos semideuses, ele separou o território em dez partes, uma para cada criança. Entretanto, após inúmeras tensões entre eles, Zeus percebeu o que estava acontecendo e se reuniu com todos os outros residentes do Olimpo para decidir o que seria feito – e o resto da história já conhecemos: a cidade padeceu a um gigantesco ataque, no qual uma fenda no solo se abriu e ela foi tragada para os oceanos.

Inúmeros pesquisadores, viajando para o Oceano Atlântico – lugar apontado pelo próprio Platão sobre a localização do Reino -, tentaram encontrar um ponto de convergência para começarem a pesquisar sobre a civilização, buscando por sequer um vestígio. Para muitos, a civilização de Tartessos, cuja arquitetura e história cruza com as Colunas de Hércules, corresponde aos atlântides, marcando um ponto intermediário entre as hipóteses que insurgiram nesses séculos. Outros acreditam que Atlântida se localiza em algum ponto dentro do Triângulo das Bermudas, ou Triângulo do Diabo, local com grande influência dos campos magnéticos que tornou-se palco dos mais bizarros acidentes marítimos e aéreos – e que, de acordo com o escritor Charles Berlitz, o continente em questão teria sido afundado justamente devido a isso.

De qualquer forma, a falta de evidências definitivamente serve como obstáculo para uma conclusão definitiva. Apesar de certas estruturas terem sido encontradas no fundo do Atlântico, tal arquitetura correspondia à sociedade minoica, surgida na Grécia entre os anos 2500 e 1600 a.C. e que, na verdade, teria sido varrida por catastróficas tsunamis. Ainda assim, não se pode dizer com certeza absoluta de que Atlântida é apenas um mito, assim como não podemos dizer que ela realmente teve um lugar na História do nosso planeta. O mistério permanece, e a constante e incessante busca dos homens por respostas também.

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