Blake Lively não recebeu indenização no acordo com Baldoni e a briga ainda não acabou
Acordo entre Blake Lively e Justin Baldoni não envolveu dinheiro, mas pedido de honorários e danos mantém disputa nos tribunais.
O acordo que encerrou o processo entre Blake Lively e Justin Baldoni não incluiu nenhuma compensação financeira para a atriz. A informação foi confirmada pela Variety e também reportada pelo TMZ e pelo Page Six. A equipe de Baldoni ficou, segundo fontes, “extasiada” com o desfecho. Uma fonte próxima ao caso alertou que qualquer pessoa afirmando conhecer os termos completos do acordo está sendo enganosa — mais detalhes devem aparecer no docket do tribunal nos próximos dias.
Ao chegar ao acordo, Lively desistiu de suas três alegações restantes contra a Wayfarer Studios e a equipe de assessores de imprensa da empresa. A decisão evitou um julgamento federal que estava marcado para começar em 18 de maio. Ambos os lados também escaparam dos custos milionários que um processo dessa magnitude geraria.
A disputa jurídica ainda não terminou
Apesar do acordo, Lively mantém um pedido pendente no tribunal. A atriz ainda busca honorários advocatícios e danos relacionados à ação por difamação de 400 milhões de dólares movida por Baldoni — processo que foi arquivado pelo juiz Lewis Liman em junho de 2025.
Baldoni, a Wayfarer Studios e os assessores de imprensa entraram com a ação em janeiro de 2025, alegando que Lively, seu marido Ryan Reynolds e seus próprios assessores usaram acusações falsas de assédio para destruir a reputação de Baldoni e tomar o controle narrativo do filme. Liman arquivou o processo por entender que as alegações de Lively faziam parte de documentos jurídicos e, portanto, estavam protegidas por imunidade.
A lei californiana no centro do debate
Ao pedir o arquivamento da ação de difamação, os advogados de Lively também solicitaram honorários, danos triplicados e danos punitivos com base em uma lei californiana de 2023. A legislação — conhecida como Protecting Survivors from Weaponized Defamation Lawsuits Act — foi criada para proteger vítimas de abuso sexual de ações por difamação usadas como retaliação.
O juiz Liman não se posicionou sobre a aplicabilidade da lei no caso. Ele negou o pedido inicial de Lively, mas a convidou a renová-lo, o que ela fez em setembro. Os advogados de Baldoni se opuseram ao pedido em outubro, argumentando que a lei californiana não deveria se aplicar a condutas ocorridas em Nova York e Nova Jersey — o mesmo argumento que usaram com sucesso para derrubar as alegações de assédio de Lively baseadas na legislação da Califórnia.
Organizações de direitos entram no debate
O caso atraiu a atenção de grupos de defesa de direitos civis. A Equal Rights Advocates e a California Employment Lawyers Association — entidades que apoiaram a criação da lei de 2023 — protocolaram um documento de amicus curiae em maio de 2025. Para as organizações, a ação de Baldoni é exatamente o tipo de processo que a legislação foi criada para combater.
“A Sra. Lively é uma figura pública, e este processo capturou a atenção do público americano”, argumentaram os grupos. “O resultado desta decisão vai afetar a tomada de decisão de outras vítimas de assédio e abuso sexual.” O desfecho desse pedido pendente ainda está por vir — e pode definir um precedente importante para casos semelhantes no futuro.