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Crítica | A Escolha Perfeita 3 – Uma Continuação Desnecessária

Um final agonizante para uma trilogia ok.

Gabriel Danius
Gabriel Danius Redação
3 de maio de 2018 · 4 min de leitura
Crítica | A Escolha Perfeita 3 – Uma Continuação Desnecessária

As Bellas estão de volta. O grupo formado e liderado pela jovem Beca (Anna Kendrick) passou por várias situações nos dois primeiros filmes, desde a batalhas musicais a confrontos de egos contra grupos rivais. No primeiro longa, Beca conheceu suas futuras companheiras de banda e nesse terceiro capitulo a história passou a se sustentar apenas com desafios musicais em uma disputa nacional sem sentido nenhuma. 

O que começou como algo original chega agora a claros sinais de que o modelo se esgotou. Não há nada de novo nesta sequência, que é de longe a mais fraca dos três filmes. Precisavam criar um motivo para que a continuação pudesse existir, e algo que possivelmente daria um gancho para quem sabe uma futura quarta produção. Para isso resolveram unir todas as integrantes e mostrar que suas vidas particulares não estão indo tão bem e que o momento mais feliz de suas vidas tinha sido quando cantavam juntas.

A diretora (Trish Sie) dá um motivo qualquer para reunir todas amigas e descobrirmos o que cada uma faz da vida. O motivo é tão fraco que até uma criança de cinco anos faria melhor. Essa situação inicial na qual Trish Sie nos apresenta dá ideia de como o roteiro desde então sempre escolheu o caminho mais óbvio e fácil a se seguir.

Claro que as Bellas a partir do momento que se reúnem se metem em outra competição a nível nacional. Agora em uma base militar que faria um concurso para escolher quem abriria os shows de um dj famoso. É uma ideia boba demais, as colocando para cantar em um lugar cheio de militares apenas para fazer algumas piadas de mal gosto. A partir do momento que as Bellas são levadas para o quartel general o filme se perde e não sabe mais qual caminho tomar, o da cantoria ou o de as colocar em algum tipo de confronto, já que o exército dá ideia de que isso possa ocorrer.  

É o primeiro filme em que há um vilão aos moldes dos encontrados em filmes de ação. O vilão da vez é o pai da personagem Fat Amy e é interpretado pelo ator John Lithgow. Ele decide sequestrar o grupo de garotas por um motivo particular envolvendo sua então filha. É uma produção tão vazia conteúdo e sem novas ideias que tomaram essa decisão drástica para ter algum assunto a contar. Há ainda a tentativa de criar vários romances entre as protagonistas que são tão mal trabalhados e tão rápidos que nem se repara que algo esteja acontecendo entre os possíveis casais. Há tantas subtramas que esses romances ficam de lado, assim como o exército que daria uma ótima história central, mas que também foi escanteado. 

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É um filme bastante desnecessário. Como dito anteriormente não há nada de novo ou relevante que dê um motivo para A Escolha Perfeita 3 existir. Seria melhor ter terminado no segundo com todas tendo seus objetivos alcançados. Ou se fosse para ter uma continuação que pudessem ter diminuído o grupo, podendo assim focar melhor em cada personagem, principalmente na de Anna Kendrick que não foi tão bem trabalhada como nos anteriores. 

As personagens continuam chatas e até Anna Kendrick que antes era a alma da história se tornou uma figura apática. Beca continua sendo uma ótima cantora, mas que vive querendo ser a bacana da galera, chega a ser brega em alguns momentos. Mesmo a personagem sendo péssima, Kendrick tira de letra e manda bem, sua voz é linda e não seria errado afirmar que teria vida longa como cantora.

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As piadas continuam péssimas, ficando entre termos sexuais ou tiradas sem graça alguma. Algumas piadas talvez pudessem funcionar melhor se fossem mais bem desenvolvidas ou se fossem mais bem inseridas nas cenas. Em alguns momentos parece que foram jogadas ali sem motivo algum. Entre caras e bocas as protagonistas tentam a todo instante nos fazer rir, falhando miseravelmente nesse objetivo. 

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Por ser um musical é de se imaginar que a trilha sonora seja boa e isso é o que o filme tem de melhor. Todos os hits que compõem a trilha sonora e são cantados no longa saem dos vocais das próprias atrizes. Elas cantam desde canções pops de Miley Cyrus, Britney Spears à George Michael e Daya. As danças não saem do básico e são coreografadas com o mínimo possível de movimentos das protagonistas. 

A Escolha Perfeita 3 (Pitch Perfect 3, EUA – 2017)

Direção: Trish Sie
Roteiro: Kay Cannon, Mike White,
Elenco: Anna Kendrick, Rebel Wilson, Brittany Snow, Anna Camp, Hana Mae Lee, Elizabeth Banks, John Lithgow
Gênero: Comédia, Musical
Duração: 93 minutos

Tags: #Anna Camp #Anna Kendrick #Cinema #Elizabeth Banks #Hana Mae Lee #john lithgow #Kay Cannon #Mike White #Musical #Rebel Wilson
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Gabriel Danius
Escrito por

Gabriel Danius

Jornalista e cinéfilo de carteirinha amo nas horas vagas ler, jogar e assistir a jogos de futebol. Amo filmes que acrescentem algo de relevante e tragam uma mensagem interessante.

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