Cinema

Crítica | Apocalipse Z: O Princípio do Fim Mostra um mundo colapsado por uma pandemia

Dentre as inúmeras obras audiovisuais de zumbis conhecidas pelo público, tanto filmes quanto séries, destacam-se a série The Walking Dead e longas como A Noite dos Mortos-Vivos (1968) e Extermínio (2002), produções essas que servem como referências para Apocalipse Z: O Princípio do Fim.Publicidade Adaptado da obra homônima de Manel Loureiro, o filme acompanha o […]

Gabriel Danius
Gabriel Danius Redação
3 min de leitura
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Dentre as inúmeras obras audiovisuais de zumbis conhecidas pelo público, tanto filmes quanto séries, destacam-se a série The Walking Dead e longas como A Noite dos Mortos-Vivos (1968) e Extermínio (2002), produções essas que servem como referências para Apocalipse Z: O Princípio do Fim.

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Adaptado da obra homônima de Manel Loureiro, o filme acompanha o advogado Manel (Francisco Ortiz) enquanto tenta sobreviver a uma pandemia global que infecta pessoas às transformando em seres extremamente violentos..

Manel precisa aprender a sobreviver nesse novo mundo caótico enquanto busca uma forma de escapar da cidade e chegar às Ilhas Canárias, para onde o governo transferiu parte da população.

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No filme espanhol, a infecção é causada por uma variante do vírus TSJ, que se espalha rapidamente por meio do contato sanguíneo. Esse conceito é similar ao apresentado em Extermínio, em que as pessoas eram infectadas por uma variante do vírus da raiva.

Apesar de não ser uma ideia inovadora, Apocalipse Z, mesmo com os muitos buracos no roteiro de Ángel Agudo, funciona como entretenimento, mesmo contando com um ritmo absurdamente lento.

Esse ritmo mais devagar é algo que pode desagradar aos fãs do gênero, mais acostumados com ação intensa e mortes frequentes. Algo que pode desagradar também é a ausência de uma ação contínua, contando com alguns momentos de fuga do protagonista e só.

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Essas são escolhas feitas pelo diretor Carles Torrens, que buscou apresentar situações mais realistas do que as vistas em grande parte dos thrillers de zumbis. Durante o primeiro e boa parte do segundo ato, Torrens apresenta Manel como um homem que vivia recluso devido a um trauma pessoal.

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Nesse cenário de colapso global, Manel precisa se reencontrar, criar uma nova rotina e aprender a sobreviver ao caos gerado pelos infectados, em situações que remetem à realidade vivida durante a pandemia do coronavírus.

Ao assistir a Apocalipse Z: O Princípio do Fim, percebe-se a ausência de sequências mais intensas, repletas de sangue, que são uma marca do subgênero. Quem busca ação e caos desenfreado pode se sentir frustrado com a falta de dinamismo e escala do apocalipse apresentado.

Ainda assim, o filme funciona como uma obra de entretenimento, mesmo que não atenda completamente às expectativas dos espectadores ávidos por adrenalina.

Apocalipse Z: O Princípio do Fim (Apocalypse Z: El principio del fin, ESP – 2024)
Direção: Carles Torrens
Roteiro: Ángel Agudo, adaptado da obra de Manel Loureiro
Elenco: Francisco Ortiz, Iria del Río, Marta Poveda, José María Yazpik
Gênero: Ação, Thriller
Duração: 117 min.

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