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Crítica | Assassino à Preço Fixo 2: A Ressurreição

A ressurreição genérica do filme brucutu.

Redação Bastidores
Redação Bastidores Redação
5 de outubro de 2016 · 3 min de leitura
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Crítica | Assassino à Preço Fixo 2: A Ressurreição

Durante a década de oitenta vieram os tais filmes de “brucutus”. Filmes de ação, nos quais o herói indestrutível matava todos os vilões e salvava a mocinha no final. Não foi à toa que Sylvester Stallone chamou Jason Statham para participar da franquia “Os Mercenários”, pois nos tempos de hoje o britânico se mostrou ser um descendente desses heróis.

Em “Assassino a Preço Fixo 2 – A Ressureição”, Statham volta a fazer o papel que fez em todos os seus filmes de ação: o herói misterioso, metódico e frio, mas que tem um bom coração. E para quem gosta desse gênero não vai se decepcionar com esse novo longa dessa “franquia”. Pois ele segue de maneira bem fiel a estrutura do cinema brucutu que foi descrito acima.

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Arthur Bishop (Jason Statham) está aposentado e quer esquecer a sua vida como assassino profissional. Quando o traficante Riah Craine (Sam Hazeldine) sequestra o amor da vida de Bishop, Gina (Jessica Alba), o ex-assassino terá de realizar uma missão dada por Craine: matar três pessoas e fingir que foram acidentes.

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A trama é bem simples e estúpida. E quando esse roteiro tenta ser mais complexo ou mais profundo do que ele deveria ser se torna no mínimo risível. É só prestar atenção na maneira em que Gina conhece Bishop, é exageradamente confuso. E como na maioria dos filmes de gênero, o roteiro do longa segue as seguintes regras: personagens unidimensionais; furos de lógica e de história; e frases de efeito. Exigir mais que isso é uma grande ingenuidade.

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As sequências de ação funcionam, muito por conta da presença física de Statham. Como o ator utiliza poucos dublês, vemos realmente ele realizando os movimentos de luta, com muita verossimilhança. E é importante dizer que dá para entender a maioria das cenas de ação, porque a câmera não fica tremendo e a montagem não enche de cortes desnecessários. Mas, infelizmente, o diretor Dennis Gansel erra por não deixar claro o posicionamento espacial dos personagens em determinadas cenas. Não dá para entender onde Bishop está em relação a outro personagem e isso é um erro grosseiro do atual cinema de ação. Gansel acerta na câmera e nos cortes, mas esquece desse detalhe crucial.

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O elenco só merece destaque pelo carisma de Statham e pela participação especial de Tommy Lee Jones. Mesmo sendo um personagem ridículo, o ator faz com dignidade. O resto é muito fraco. O vilão de Sam Hazeldine não consegue causar nenhum tipo de ameaça e a mocinha feita por Jessica Alba é irritante e estereotipada. Mais um filme que comprova que Alba teve seu momento de fama graças a sua beleza, porque se fosse por conta do seu talento dramático não conseguiria nada. Já a bela Michelle Yeoh – uma excelente atriz e artista marcial, vide “O Tigre e o Dragão” – faz uma participação de luxo e

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Enfim, não tem muito que acrescentar em “Assassino a Preço Fixo 2”. É um filme de ação genérico, porém não ofende. Quem for ver é bom saber que se trata de um filme que não se deve esperar muito. A única coisa que deve se esperar é de ver Jason Statham sendo o Jason Statham em todos os filmes que temos o Jason Statham: um herói de ação indestrutível, que irá matar todos os vilões e salvará a mocinha. E apenas isso.

Tags: #Jason Statham #Jessica Alba #Michelle Yeoh #Tommy Lee Jones
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