Cinema

Última entrevista de Marilyn Monroe revela visão íntima sobre fama e sexualidade

Última entrevista de Marilyn Monroe será lançada em livro com fotos inéditas pouco antes de seu centenário.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Mais de seis décadas após sua morte, uma das conversas mais íntimas de Marilyn Monroe finalmente chegará ao público sem cortes. A entrevista final concedida pela atriz ao editor Richard Meryman será publicada integralmente no livro Marilyn: The Lost Photographs, The Last Interview, que também reunirá fotografias inéditas tiradas durante o último ensaio da estrela.

O material original foi publicado parcialmente pela revista Life em 3 de agosto de 1962. Monroe morreria na noite seguinte, aos 36 anos, vítima de overdose de barbitúricos. Sua morte foi oficialmente tratada como um provável suicídio.

O lançamento do livro acontece às vésperas do centenário da atriz, que completaria 100 anos em 1º de junho.

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Marilyn Monroe falou abertamente sobre sexualidade e fama

Nos trechos já divulgados, Monroe aparece surpreendentemente franca ao discutir sua imagem pública como símbolo sexual mundial. Longe de rejeitar o rótulo, ela demonstra enxergar a sexualidade como uma expressão artística natural.

A atriz afirmou que preferia ser vista como símbolo sexual do que representar outros estereótipos vazios criados pela indústria. Segundo Monroe, a sensualidade só funciona quando surge de forma espontânea, sem artificialidade.

Ela também revelou frustração por nunca ter explorado plenamente cenas eróticas no cinema, apesar do desejo de experimentar esse tipo de atuação. Para a atriz, sexualidade e arte estavam profundamente conectadas.

A relação complicada com a fama

Durante a conversa, Monroe também refletiu sobre o peso da fama. Em uma das declarações mais marcantes da entrevista, comparou celebridade ao caviar: algo bom em pequenas doses, mas sufocante em excesso.

Ela relembrou momentos difíceis causados pela pressão pública, incluindo uma situação traumática após sair de um hospital em Nova York em 1961, quando fãs se aglomeraram ao seu redor e acabaram agravando uma cirurgia recente.

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Ao mesmo tempo, Monroe demonstrava fascínio pelo impacto emocional que exercia sobre multidões. Ela citou especialmente sua viagem à Coreia do Sul em 1954, quando se apresentou para soldados americanos durante a guerra e percebeu pela primeira vez a dimensão global de sua popularidade.

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Fotos inéditas revelam últimos momentos da estrela

Além da entrevista completa, o livro trará imagens nunca antes publicadas registradas pelo fotógrafo Allan Grant durante o último ensaio fotográfico de Monroe.

As fotografias prometem oferecer um retrato raro da atriz pouco antes de sua morte, em um período marcado por conflitos pessoais, problemas de saúde mental e dificuldades profissionais.

Mesmo décadas depois, Marilyn Monroe continua sendo uma das figuras mais estudadas e reinterpretadas da cultura pop mundial. Sua imagem atravessou gerações, tornando-se símbolo de glamour, vulnerabilidade e tragédia em Hollywood.

O fascínio por Marilyn Monroe permanece intacto

O lançamento de Marilyn: The Lost Photographs, The Last Interview reforça como o interesse em torno da atriz permanece vivo mais de 60 anos após sua morte.

Poucas celebridades conseguiram ocupar um espaço tão permanente no imaginário coletivo. Monroe não se tornou apenas uma estrela de cinema, mas um fenômeno cultural que continua despertando debates sobre fama, feminilidade, desejo e exploração da imagem pública.

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Agora, com sua última entrevista finalmente revelada na íntegra, o público terá acesso a uma versão ainda mais humana e reflexiva da mulher por trás do mito.

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