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PlayStation 5 sofre novo aumento de preço na Ásia

A Sony confirmou um novo aumento de preço para todas as versões do PS5 na Coreia do Sul e no Sudeste Asiático.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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A onda de inflação no mundo dos games parece estar longe do fim. Pouco tempo após chocar o ocidente com reajustes pesados, a Sony anunciou que a Coreia do Sul e os países do Sudeste Asiático são os próximos alvos da sua nova tabela de preços para o PlayStation 5.

A partir do dia 1º de maio, os jogadores asiáticos terão que desembolsar muito mais para levar qualquer versão do console para casa (Edição Digital, Padrão ou o cobiçado PS5 Pro). A justificativa oficial da gigante japonesa segue a mesma cartilha corporativa de sempre: a culpa é das “pressões contínuas no cenário econômico global”.

O salto assustador nos preços

Para entender o peso dessa decisão, basta olhar para os números da Coreia do Sul, que sofreu o baque mais agressivo. A versão sem leitor de disco, que costuma ser a porta de entrada para a nova geração, sofreu um aumento absurdo de quase 43%.

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Confira o impacto direto no bolso dos sul-coreanos:

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  • PS5 Edição Digital: saltou de ₩ 598.000 para ₩ 858.000 (aumento de ~43%).
  • PS5 Edição Padrão: passou de ₩ 748.000 para ₩ 948.000 (aumento de ~27%).
  • PS5 Pro: foi de ₩ 1.118.000 para ₩ 1.298.000 (aumento de ~16%).

Em Singapura, o cenário não foi muito diferente. A Edição Digital subiu de US$ 669 para US$ 764, enquanto o Pro rompeu a barreira dos mil dólares locais, saltando de US$ 1.069 para exorbitantes US$ 1.167. Outros países duramente afetados pelo reajuste incluem Malásia, Tailândia, Indonésia, Vietnã e Filipinas.

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O fim da era do “console barato” no fim de vida

Esse movimento na Ásia é apenas o capítulo mais recente de uma reestruturação global agressiva. No início deste mês, a Sony já havia implementado aumentos chocantes nos Estados Unidos, Reino Unido, Europa e Japão (com o PS5 Digital ficando US$ 100 mais caro e o Pro sofrendo um acréscimo de US$ 150 no mercado norte-americano).

Historicamente, o ciclo natural da indústria sempre ditou que os hardwares ficassem mais baratos com o passar dos anos. Para efeitos de comparação, exatamente neste mesmo estágio de ciclo de vida, o saudoso PlayStation 4 já era vendido no varejo por acessíveis US$ 200. Hoje, essa realidade parece um delírio.

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A verdade nua e crua é que as fabricantes estão espremidas. O impacto das recentes tarifas comerciais dos EUA, a disparada nos custos de memória e as condições macroeconômicas forçaram tanto a Sony quanto a Microsoft a subirem os preços de seus hardwares no ano passado. A crise não poupou nem a Nintendo, que já reajustou o valor do Switch original.

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