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PS4 e PS5 recebem DRM que exige conexão online a cada 30 dias

Atualização do PS4 e PS5 adiciona um DRM silencioso. Novos jogos digitais comprados agora exigem verificação online a cada 30 dias para funcionar.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura
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A Sony parece ter implementado uma mudança silenciosa — e bastante controversa — na forma como gerencia os direitos digitais (DRM) no ecossistema PlayStation. Um número crescente de usuários descobriu que a recente atualização de sistema (versão 13.20) do PS5 trouxe consigo uma nova trava: jogos digitais recém-comprados agora exigem uma verificação online a cada 30 dias para continuarem funcionando.

A descoberta inicial foi feita pelo canal do YouTube Modded Warfare e posteriormente validada por figuras conhecidas da comunidade de modding, como o streamer Lance McDonald e o YouTuber Spawn Wave.

Como funciona o novo bloqueio de 30 dias?

Antes de entrar em pânico, é importante esclarecer um ponto crucial apontado pelos testes: se o prazo de 30 dias expirar, você não perde o seu jogo para sempre. O que acontece é que o título fica inacessível até que você conecte o console à internet novamente, permitindo que a PSN (PlayStation Network) valide a licença e reinicie o cronômetro para mais um mês.

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Aqui estão os detalhes do que a comunidade descobriu até agora:

  • Afeta apenas novas compras: O DRM silencioso não altera os jogos que você já tinha na biblioteca. A trava foi aplicada apenas a títulos digitais comprados a partir de meados de abril de 2026.
  • Mídia física está a salvo: Discos continuam funcionando normalmente, sem exigência de conexão.
  • Diferença entre consoles: O problema afeta tanto o PS4 quanto o PS5. No entanto, no PS4, a trava é visível. Se você for na aba de informações de um jogo novo, verá os campos “Período de Validade (Início)”, “Período de Validade (Fim)” e “Tempo Restante”. Já no PS5, esse cronômetro fica oculto no sistema, e o jogador só descobre que o tempo acabou ao tentar abrir o jogo e receber uma mensagem de erro.

O teste da bateria CMOS

Para provar que a trava realmente existe no PS5, o YouTuber Spawn Wave fez um experimento engenhoso. Ele removeu a bateria CMOS do console — a pequena bateria interna responsável por manter o relógio do sistema funcionando. Ao fazer isso, o PS5 perde a noção de que dia é hoje, simulando na prática o esgotamento dos 30 dias.

O resultado? Uma cópia digital antiga de Crimson Desert e um disco de Pragmata rodaram sem nenhum problema. Já os dois jogos digitais comprados após meados de abril exibiram a seguinte mensagem de erro impiedosa: “Não é possível usar este conteúdo. Não é possível conectar ao servidor para verificar sua licença.”

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O fantasma do “CBOMB” e a preservação de jogos

Para quem tem internet constante, logar uma vez por mês não muda muita coisa. O verdadeiro pesadelo aqui bate à porta da preservação de jogos a longo prazo.

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Isso ressuscitou o pânico do famoso “CBOMB” de 2021. Naquela época, os jogadores descobriram que, se a bateria CMOS do PS4 morresse e os servidores da Sony estivessem desligados, o console virava um peso de papel, incapaz de rodar qualquer jogo. A Sony lançou uma atualização corrigindo isso no mesmo ano. Mas agora, com esse novo DRM, o perfil Does it Play — dedicado a testar a preservação de jogos comerciais — alertou: “A Sony basicamente rearmou o CBOMB para novas compras.” Se daqui a 15 ou 20 anos a Sony desligar os servidores de autenticação do PS4 e PS5, e a sua bateria CMOS acabar, qualquer jogo digital comprado depois de abril de 2026 ficará injogável para sempre.

O verdadeiro motivo: Combate ao Jailbreak?

Por que a Sony adotaria uma medida tão impopular sem avisar ninguém? A resposta pode estar na guerra contra a pirataria.

Modded Warfare especula que essa é uma manobra agressiva para frear o jailbreak (desbloqueio) dos consoles. Atualmente, alguns jogos digitais específicos, como Star Wars: Racer Revenge e Don’t Starve Together, possuem vulnerabilidades que são usadas como porta de entrada para quebrar a segurança (kernel) do PS5, permitindo a instalação de homebrews e jogos piratas.

Como quem usa console desbloqueado mantém o videogame 100% desconectado da internet para evitar o banimento da Sony, esse novo temporizador destrói o método. Após 30 dias offline, o console exige a conexão com a PSN para rodar o jogo-isca, forçando o usuário a se conectar e, consequentemente, arruinando o desbloqueio.

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Até o momento, a Sony não emitiu nenhum comunicado oficial explicando a mudança ou justificando a necessidade desse novo e polêmico DRM.

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