Últimas
Steam Machine é mais cara e perde para o PS5 Pro em desempenhoLords of the Fallen 2 é adiado e chega apenas no primeiro trimestre de…Remake de Resident Evil 5 não tem previsão, confirma insider da CapcomGoogle investe US$ 75 milhões na A24 para criar ferramentas de IA para cinemaTrailer de GTA 6 pode ter easter egg de Tommy VercettiTudo que você precisa saber para pegar Jirachi em Pokémon PokopiaTom Hanks teme que IA recrie Woody em Toy Story 6 sem sua participaçãoZé Felipe descarta reconciliação com Virginia: ‘Não dá certo como marido e mulher’
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Blue Jasmine

Blue Jasmine me revelou uma faceta que eu até então desconhecia de Woody Allen. Sua habilidade para analisar

Lucas Nascimento
Lucas Nascimento Redação
9 de julho de 2016 · 3 min de leitura
Publicidade
Crítica | Blue Jasmine

Eu ainda não vi nem metade dos filmes de Woody Allen (afinal, o cineasta tem quase 50 produções cinematográficas com seu nome creditado como diretor e roteirista), o que torna chocante para mim, especialmente vindo na sequência de Para Roma, com Amor e Meia-Noite em Paris, contemplar o resultado final de Blue Jasmine. Depois dessas divertidas excursões pela Europa, seu novo filme soa muito mais trágico, com levíssimos toques de humor, e maduro.

A trama é centrada em Jasmine (Cate Blanchett), uma mulher rica e poderosa que acaba por perder tudo quando seu marido (Alec Baldwin) é preso por estar envolvido em atividades ilegais que mantinham sua fortuna. À beira de um colapso, Jasmine vai morar com sua irmã Ginger (Sally Hawkins) em São Franciso, onde espera poder tocar a vida novamente.

Publicidade

É basicamente mais uma variação da fórmula “pessoa rica perde tudo, pessoa rica busca lições de humildade” com pitadas humorísticas à lá “peixe fora d’água”. O que diferencia este filme dentre tantos outros é a fascinante personagem-título concebida por Woody Allen, que se mostra uma das criaturas mais complexas e multifacetadas do cinema em 2013. Mérito da performance sensacional de Cate Blanchett, que traça uma figura orgulhosa, egoísta e completamente reprovável. É muito fácil odiar Jasmine, mas você também vai se pegar sentindo pena e vontade de entrar na tela e lhe abraçar apertado e dar uns tapinhas na costas, pois Blanchett destrói como atriz quando retrata a destruição de Jasmine na forma de gritos, colapsos e principalmente quando começa a falar sozinha – algo que a atriz facilmente poderia utilizar para gerar humor, mas que aqui chega a ser deprimente de se observar. Merece Oscar.

Outro ponto que se destaca aqui é a estrutura escolhida pelo roteiro de Allen, que fragmenta a história com flashbacks recorrentes que nos revelam os elementos que levarão à destruição da vida de Jasmine. É muito interessante (quase que de uma forma sádica) observar essa bomba-relógio prestes a explodir, sendo ainda mais interessante quando a montagem de Alisa Lepselter regressa, no último ato, para nos revelar o evento que a fez explodir – surpreendendo não só pela reviravolta reveladora a trama, mas também sobre a natureza destrutiva de sua protagonista. Allen mantém o mesmo raciocínio ao colidir o universo glamouroso de Jasmine com a vida simples e harmoniosa de sua irmã e o namorado desta, ambos vividos com carisma por Sally Hawkins e Bobby Cannavale (que custei pra me tocar de que não era o Andy Garcia).

Publicidade
Publicidade

Ainda que seja um trabalho imperfeito (por melhor que esteja, Louis CK soa simplesmente como um intruso na trama), Blue Jasmine me revelou uma faceta que eu até então desconhecia de Woody Allen. Sua habilidade para analisar a destruição de um indivíduo, assim como as fúteis tentativas de remediá-lo, é tão eficáz quanto a de divertir platéias e proporcionar risadas. Claro, mas isso é apenas alguém que ainda não assistiu a todos os seus filmes.

Leia também
Artigos

O Final de Blade Runner 2049 Explicado

→
Tags: #Bobby Cannavale #Cate Blanchett #Sally Hawkins #Woody Allen
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Lucas Nascimento
Escrito por

Lucas Nascimento

Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.