Últimas
Review | BioEden tem um coração lindo para relaxar, mas mecânicas podem ser melhoresChris Rock revela única condição para voltar ao Oscar após tapa de Will SmithThais Carla exibe corpo após perder 101 kg em viagem à Bahia com amigosLuisa Mell critica Virginia Fonseca por R$ 50 mil arrecadados em liveGTA 6 confirma estilos de luta diferentes para Jason e LuciaSega revela que maioria dos fãs de Like a Dragon não joga a franquiaDon’t Nod pode demitir até 90 funcionários e alerta para risco de fechar em…Crítica | Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor é pacote fechado de Hollywood…
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Dedo na Ferida – Ferida exposta

Mas é preciso lembrar que esse não é o espaço para dar prolongamento à experiência “tendlerciosa” de Dedo na Ferida

Redação Bastidores
Redação Bastidores Redação
12 de outubro de 2018 · 3 min de leitura
Crítica | Dedo na Ferida – Ferida exposta

A política está na mão de gigantescas corporações financeiras transnacionais, como as 28 SIFIs (Systemically Important Financial Institution, ou instituições financeiras sistematicamente importantes) que concentram U$ 50 trilhões, sendo que a soma das dívidas externas de todos os países do mundo somam U$ 49 trilhões. Se uma delas quebrar, é crise fatal na certa. São megaempresas como essas que concentram as decisões sobre as medidas políticas de todo o mundo, transformando a democracia não mais como um espaço de luta de interesses, mas em um lutador em si contra a ideologia do neoliberalismo. E são essas e outras as afirmações, poucas vezes com fontes devidamente citadas, que Silvio Tendler prega em seu último documentário, Dedo na Ferida. Seu discurso é criado por meio do suporte intelectual de uma dezena de professores, sindicalistas, profissionais da área econômica, até do cineasta Costa-Gavras, símbolo de resistência – tudo embalado por uma espécie da narrativa paralela da longa viagem de trem do podólogo Anderson, que sai todo dia de Japeri, periferia do Rio de Janeiro, para o seu trabalho, em Copacabana.

É difícil, porém, encarar os 90 minutos desse filme, com aspecto de tese acadêmica animada, em que Tendler pragueja sobre os malefícios da globalização com uma amargura característica das febres do século passado. Quer dizer, de tão ultrapassada, tal postura parece se mostrar cada vez mais atual. E não que seja alguma novidade no cinema dele, caracterizado justamente pela vaidade nostálgica e da falta de embate. Quando se aproxima de fazer isso, (vide Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global visto do lado de cá), arquiteta uma batalha em que um, com a montagem, se atraca ao discurso do outro como instrumento.

Porém, criticar esse cinema-arma-da-revolução, de diretores de esquerda que saem em busca de personagens que corroborem suas teses, te coloca automaticamente sentado à direita do capital mundial. Mas é preciso lembrar que esse não é o espaço para dar prolongamento à experiência “tendlerciosa” de Dedo na Ferida, pois ela é autossustentável, tal como um monstro que devora lentamente o próprio rabo.

Anderson, o cidadão que o filme acompanha como uma espécie de testemunha cabal dos malefícios do neoliberalismo, é encaixado naquilo que Tendler quer que ouçamos, para depois aplaudirmos sua investigação. O pior é que Tendler, com tantos anos de carreira, nem se dá ao trabalho de estabelecer uma pedagogia própria, é aula expositiva em um sentido só. Nem sequer vislumbra um interesse em revelar algo além da sua verdade, como a verdade da filmagem e seus processos. À moda dos textões de Facebook que buscam curtidas e corações, a aprovação acadêmica, das premiações e dos festivais de cinema são suficientes para comprovar um método conservador. Em seu fluxo de imagens, Tendler aproveita a falta de silêncio da TV para concatenar argumentos e a enxurrada de gráficos e animações para expor dados – enfim, das técnicas mais baratas de narrativa.

Se há alguma ferida que Tendler deixa aberta é a ferida do documentário brasileiro, que ele realmente nunca se preocupou em fechar e que hoje, com a exceção de alguns nomes, poucos parecem dispostos a . Não à toa nessa segunda década dos anos 2000, a ficção tem parido representantes bem melhores do nosso cinema.

Publicidade

Dedo na Ferida (idem, Brasil – 2017)

Leia também
Games

God of War: Laufey vai ter versão em disco e confirma janela de 2027

→

Direção: Silvio Tendler
Gênero: Documentário
Duração: 90 min

Tags: #Brasil #cinema brasileiro #Documentário #Mundo
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Redação Bastidores
Escrito por

Redação Bastidores

Perfil oficial da redação do site.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

Membro do OpenCritic

Navegação

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas

Legal

  • Privacidade
  • Termos
  • Cookies
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.