Últimas
Família de Perez Hilton diz que ele passará por cirurgia após internação hospitalarMarvel Tōkon: Fighting Souls: quem são os personagens mais fortes do jogo de lutaMorre aos 71 anos Carlos Adão, o artista que transformou seu próprio nome em…Isabella Arantes fala sobre perda gestacional com Gabriel MedinaElize Matsunaga ganhou dinheiro com o filme da Netflix?Dwayne Johnson defende remake de Moana após recepção ruimDiretor corta cenas de sexo de Só Por Uma Noite após teste com Gen…Jessie Cave revela que conteúdo com fetiche capilar salvou renda familiar
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Mudo – Uma Narrativa sem Vida

Mudo é mais um grande erro desse grande serviço de streaming. Tal filme é tão insosso, vazio e sem identidad

Thiago Nolla
Thiago Nolla Redação
28 de fevereiro de 2018 · 6 min de leitura
Crítica | Mudo – Uma Narrativa sem Vida

Nos últimos dois anos, aproximadamente, a ficção científica realizou uma crescente escalada ao topo da cadeira alimentar do cinema e caiu nas graças de um público aficionado por histórias futuristas e distópicas. Em meio a tantas novas investidas, remakes, continuações e conclusões de franquias multimilionárias, tivemos Amy Adams sendo completamente esnobada por uma performance impecável em A Chegada, Ridley Scott e Denis Villeneuve unindo-se para mergulharem ainda mais fundo no universo de Blade Runner e até mesmo a medíocre-porém-interessante finalização da série Maze Runner. Logo depois, tal gênero encontrou espaço nas telinhas, principalmente com apoio da gigante do streaming Netflix, a qual parece ter encontrado um meio confortável com o qual trabalhar e aumentar seu conteúdo original.

Ainda que Altered Carbon não tenha feito o sucesso que realmente merecia, o show recuperou inúmeras tendências da década de 1970 e 1980 para compor seu escopo imagético, incluindo inúmeras referências à estética firmada pelo “caçador de androides” e diversas obras do cinema e da literatura que desde o início do século passado são transcritas para as telonas. E talvez Mudo, novo projeto Duncan Jones, pudesse sim ultrapassar todas as expectativas por sua premissa original dentro de um panteão que tem a tendência de ceder às saídas formulaicas – mas o resultado é um completo desastre sem sentido que se torna uma versão crua e não finalizada da série supracitada.

Se analisarmos a filmografia do diretor, não podemos deixar de ficar com um pé atrás acerca de suas obras. Apesar de ter ganhado bastante sucesso com seu drama sci-fi Lunar e ter feito um barulho considerável tanto com a crítica quanto com o público acerca do thriller Contra o Tempo, Jones também tornou-se responsável por uma das adaptações mais pífias de videogames, Warcraft, a qual inclusive perca para o esquecível Assassins’ Creed. Logo, não é nenhuma surpresa que o anúncio de seu nome tenha causado recepções mistas – entretanto, não podemos dizer que o cineasta não tenha a melhor das intenções ao criar algo novo e que consegue misturar o passado e o presente, ainda que em detrimento de qualquer coisa palpavelmente aceitável.

Por ora, deixemos a narrativa de lado e analisemos a estrutura imagética. A trama principal se passa na década de 2050 em uma Berlim futurista, tomada pelo classicismo distópico das luzes neon, dos carros voadores, dos excessivos hologramas e todos os aspectos que nos colocam automaticamente dentro de uma ambiência científica. Seguindo o padrão de grande parte desse gênero, a estética também finca-se ao neo-noir, cuja fotografia preza pelo jogo de luzes e sombras para tentar garantir uma complexidade acerca dos protagonistas. A partir dessas informações, já é possível imaginar um escopo que conversa com qualquer filme dessa vertente criativa em questão, incluindo os cenários escuros, a constante presença da chuva e pequenos blocos cósmicos que funcionam dentro de si mesmos e contribuem também para fornecer uma identidade decadente a uma cidade em ruínas.

A história gira em torno de Leo (Alexander Skarsgard), um jovem bartender amish que sofreu um grave acidente quando criança que cortou suas cordas vocais. Por causa das crenças religiosas e tradicionalistas de sua família, o garoto não pôde passar pela cirurgia reconstrutiva e foi “entregue às mãos de Deus” para recuperar uma habilidade que eventualmente nunca seria alcançada, transformando-o em um pária para uma sociedade ainda conservadora e reacionária. Entretanto, ele aprendeu a conviver com sua deficiência e encontrou o amor de sua vida nas feições de Naadirah (Seyneb Saleh), garçonete alemã que trabalha no mesmo clube que ele. É inegável dizer que tais personagens trazem uma certa química para a cena, mas esses esparsos momentos de brilho logo são extintos quando a moça desaparece sem deixar quaisquer rastros e não dá mais as caras dentro do longa-metragem.

Em um arco paralelo, somos apresentados à infame dupla formada pelo golpista Cactus Bill (Paul Rudd) e pelo desequilibrado cirurgião-pediatra Duck (Justin Theroux), que basicamente não fazem nada. Aliás, é difícil encontrar algum motivo que os torne necessários para a história além de servirem como um caricato escape cômico e terem seus arcos finalizados da forma mais ridícula possível. Nem mesmo suas personalidades irreverentes conseguem criar qualquer relação com o público e desviam a atenção do que deveria funcionar como uma jogo de perseguição e de mistério. Tudo bem, com a chegada do terceiro ato, entendemos que essa dupla e Naadirah estão conectados por um segredo guardado há muito tempo, mas Jones não consegue orquestrar uma atmosfera digna e envolvente o suficiente para nos preparar a uma virada aplaudível.

Os acontecimentos movem-se em um ritmo tão irritantemente seco e mórbido que fica difícil não pescar durante vários momentos. O grande problema seria se eventos importante ocorressem nesse meio-tempo, mas os personagens se mostram tão perdidos quanto a audiência e percorrem um ciclo interminável que começa em lugar nenhum e chega a nenhum lugar. E as performances também não ajudam muito a deixar tais equívocos menos dolorosos: ainda que Skarsgard tenha acabado de se entregar a um de seus melhores papéis com Big Little Lies, ele não repete o feito aqui; por não poder se expressar através de palavras, Leo mantém todas as suas emoções no rosto e, infelizmente, cai na supersaturação cênica e em uma interpretação exagerada e over-the-top.

Publicidade

Talvez uma das criações mais interessantes emerja na figura de Luba (Robert Sheehan), garçom travesti dotado de uma grande e ácida personalidade que seria de incrível exploração caso não estivesse respaldada por um roteiro burro e clichê. Nem mesmo a mudança da estética fotográfica contribui para deixá-lo mais interessante, visto que mostra-se asséptica e redundante, optando pela utilização da luz dura para reafirmar uma possível ambiguidade moral dos protagonistas que nunca encontra a luz do dia.

Mudo é mais um grande erro desse grande serviço de streaming. Tal filme é tão insosso, vazio e sem identidade que a perspectiva acerca do gênero sci-fi para a plataforma poderia ser engavetado – principalmente se levarmos em consideração o completo desastre de The Cloverfield Paradox, uma das obras mais presunçosas do ano. Tempos difíceis são esses para a Netflix, e é bom que seus supervisores retornem aos trilhos o mais rápido possível.

Leia também
Cinema

Taylor Swift e Randy Newman cantam juntos na première de Toy Story 5

→

Mudo (Mute, EUA, Alemanha – 2018)

Direção: Duncan Jones
Roteiro: Michael Robert Jones, Duncan Jones
Elenco: Alexander Skarsgard, Paul Rudd, Justin Theroux, Seyneb Saleh, Robert Sheehan, Daniel Fathers, Nikki Lamborn, Noel Clarke, Gilbert Owuor
Gênero: Sci-fi, Thriller
Duração: 126 min

Leia também
Famosos

Casamento de Taylor Swift e Travis Kelce no MSG pode custar US$ 20 milhões

→
Tags: #Alexander Skarsgård #Daniel Fathers #Duncan Jones #Justin Theroux #Mute #Netflix #Paul Rudd #Robert Sheehan
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Thiago Nolla
Escrito por

Thiago Nolla

Thiago Nolla faz um pouco de tudo: é ator, escritor, dançarino e faz audiovisual por ter uma paixão indescritível pela arte. É um inveterado fã de contos de fadas e histórias de suspense e tem como maiores inspirações a estética expressionista de Fritz Lang e a narrativa dinâmica de Aaron Sorkin. Um de seus maiores sonhos é interpretar o Gênio da Lâmpada de Aladdin no musical da Broadway.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

Membro do OpenCritic

Navegação

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas

Legal

  • Privacidade
  • Termos
  • Cookies
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.