Últimas
Família de Perez Hilton diz que ele passará por cirurgia após internação hospitalarMarvel Tōkon: Fighting Souls: quem são os personagens mais fortes do jogo de lutaMorre aos 71 anos Carlos Adão, o artista que transformou seu próprio nome em…Isabella Arantes fala sobre perda gestacional com Gabriel MedinaElize Matsunaga ganhou dinheiro com o filme da Netflix?Dwayne Johnson defende remake de Moana após recepção ruimDiretor corta cenas de sexo de Só Por Uma Noite após teste com Gen…Jessie Cave revela que conteúdo com fetiche capilar salvou renda familiar
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Nikita – Criada para Matar – Impactante retrato sobre a Solidão

Besson mais uma vez lida com personagens marginalizados com maestria.

Guilherme Coral
Guilherme Coral Redação
2 de março de 2018 · 4 min de leitura
Crítica | Nikita – Criada para Matar – Impactante retrato sobre a Solidão

Com fortes repercussões tanto na França quanto no exterior, Nikita – Criada para Matar deu origem  a duas séries de televisão, uma de 1997 (La Femme Nikita, utilizando o título americano da obra original) e uma mais recente, de 2010 (Nikita), além de uma refilmagem americana de 1993, A Assassina, com Bridget Fonda. Neste seu longa-metragem, Luc Besson mais uma vez adentra nos princípios do Cinéma du Look, mergulhando de cabeça na marginalização de seus personagens e criando um filme que remete à solidão tanto quanto Imensidão Azul. Ao contrário deste outro, porém, o diretor traz uma retratação crua da violência e como ela pode moldar a vida de uma pessoa.

Uma gangue de jovens delinquentes invadindo uma loja, no meio da noite, inicia a projeção. O aparente assalto logo escala para uma troca de tiros entre os punks marginais e o dono da loja. Imediatamente a polícia chega ao local e a única sobrevivente do grupo invasor é uma garota, Nikita que, no fim, atira em um policial a queima-roupa. A jovem é levada para tomar a injeção letal e é dada como morta, ao invés disso contudo, recebe um destino completamente diferente. Em uma instalação misteriosa, Nikita (Anne Paurilland) é treinada, sem direito a liberdade, para se tornar uma agente do governo, devendo cumprir as missões dela requisitadas.

O roteiro de Besson garante um fluido ritmo à obra, conseguindo nos contar, sem pecar em uma demasiada lentidão ou rapidez, a trajetória da garota. Seguindo o exemplo de seus personagens de produções passadas, o diretor nos traz uma protagonista que expira excentricidade, com uma personalidade que beira à bipolaridade, tornando esta uma narrativa completamente imprevisível. Embora este seja um filme que pode ser classificado como de espionagem, seu foco está inteiramente na espiã e não em suas operações.

Isso se torna claro pela forma como é retratado cada estágio dessa nova vida da personagem. Primeiro, o treinamento, admite uma notável dinâmica, garantida pela montagem de Olivier Mauffroy, que sabe exatamente quando inserir suas elipses temporais. Nikita não peca pelo exagero caindo em repetitivas sequências que ilustram a modificação da protagonista, ao invés disso, situações pontuais nos passam não só a nítida sensação de passagem de tempo, como de evolução da garota. Ela não só passa a admitir uma personalidade mais sociável, como tem sua própria aparência alterada, passando da criatura selvagem que vemos nos minutos iniciais para uma femme fatale, que o título americano sugere.

A maior parte da projeção, contudo, tem seu foco na vida já com uma falsa liberdade da personagem. Já noiva de Marco (Jean-Hugues Anglade), quem conhece em um mercado local, a jovem é ocasionalmente chamada em missões através de seu codinome, Josephine. Besson explora toda a relutância de sua protagonista a cada tarefa que é requisitada, mostrando a fragilidade de sua psique, nos remetendo à já citada solidão, disfarçando as pontuais rupturas de ritmo presentes aqui e lá. Apesar de contar com um relacionamento, Nikita não pode compartilhar essa parte de sua vida, sentindo-se, claramente, como uma peça estranha a todo aquele cenário, seja na França ou na Itália. Deixando claro tal aspecto está a evidente ausência de personagens externos à sua vida dupla, que criam um clima de alienação à tudo que está a volta – de um jeito ou de outro ela continua à margem da sociedade.

Corroborando esse enfoque, Besson, mais uma vez trabalhando com o diretor de fotografia, Thierry Arbogast, utiliza diversos planos fechados na personagem. Mostrando o corpo inteiro ou somente o rosto, se torna claro que esta é uma obra sobre ela, sobre sua posição neste mundo que parece desprezar sua existência, tirando dela o controle sobre a própria vida. Essa falta de domínio se torna ainda mais evidente nas sequências de ação, bem dirigidas e fotografadas, que procuram gerar uma clara sensação de caos, como se ninguém dentro de cena realmente pudesse prever o resultado da sequência. Perante essa precisa ilustração, a tensão no espectador é uma constante, especialmente quando este se torna mais simpático à personagem principal.

Publicidade
Leia também
Games

Xenoblade Genesis é anunciado para 2027 com nova protagonista e mundo inédito

→

Ao encerrarmos a projeção não podemos deixar de sentir uma distinta falta de Nikita, de tê-la a nossa frente, provando, de uma vez por todas, que a criação de Luc Besson passou a fazer parte de nós – explicando, imediatamente, o surgimento das duas séries de televisão. Através deste seu longa-metragem, que exala a solidão e um forte toque de depressão, o diretor consegue submergir sua audiência em uma crua retratação da realidade, que claramente contém a marca do cineasta. Nikita – Criada para Matar é um filme impactante, do qual dificilmente sairemos da mesma forma que entramos.

Nikita – Criada para Matar (Nikita – França/ Itália, 1990)

Direção: Luc Besson
Roteiro: 
Luc Besson
Elenco: 
Anne Parillaud, Marc Duret, Patrick Fontana, Alain Lathière, Tchéky Karyo, Jeanne Moreau, Jean-Hugues Anglade, Jean Reno
Gênero: Ação, Thriller
Duração:
 118 min.

Leia também
Cinema

Toy Story 5 está fazendo críticos chorarem e já é o favorito do ano

→
Tags: #Jean Reno #Jeanne Moreau #Luc Besson #Tchéky Karyo
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Guilherme Coral
Escrito por

Guilherme Coral

Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

Membro do OpenCritic

Navegação

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas

Legal

  • Privacidade
  • Termos
  • Cookies
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.