Últimas
Crítica | DIA D leva imaginário ufológico de rede social para as telas em…Fire Emblem: Fortune’s Weave confirma lançamento em setembro no Switch 2Trilogia Xenoblade Chronicles chega ao Switch 2 com melhorias e conteúdo novoPokémon Pokopia ganha update gratuito e Expansion Pass com três partesKingdom Hearts 4 aparece no Nintendo Direct com novo trailer e confirmação multiplataformaNintendo confirma remake de Ocarina of Time para Switch 2 em 2026Jennifer Lopez impõe regra para pretendentes e descarta abordagem pelo InstagramJason Momoa deixa o filme de Helldivers quatro meses após ser anunciado
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Nikita – Criada para Matar – Impactante retrato sobre a Solidão

Besson mais uma vez lida com personagens marginalizados com maestria.

Guilherme Coral
Guilherme Coral Redação
2 de março de 2018 · 4 min de leitura
Publicidade
Crítica | Nikita – Criada para Matar – Impactante retrato sobre a Solidão

Com fortes repercussões tanto na França quanto no exterior, Nikita – Criada para Matar deu origem  a duas séries de televisão, uma de 1997 (La Femme Nikita, utilizando o título americano da obra original) e uma mais recente, de 2010 (Nikita), além de uma refilmagem americana de 1993, A Assassina, com Bridget Fonda. Neste seu longa-metragem, Luc Besson mais uma vez adentra nos princípios do Cinéma du Look, mergulhando de cabeça na marginalização de seus personagens e criando um filme que remete à solidão tanto quanto Imensidão Azul. Ao contrário deste outro, porém, o diretor traz uma retratação crua da violência e como ela pode moldar a vida de uma pessoa.

Uma gangue de jovens delinquentes invadindo uma loja, no meio da noite, inicia a projeção. O aparente assalto logo escala para uma troca de tiros entre os punks marginais e o dono da loja. Imediatamente a polícia chega ao local e a única sobrevivente do grupo invasor é uma garota, Nikita que, no fim, atira em um policial a queima-roupa. A jovem é levada para tomar a injeção letal e é dada como morta, ao invés disso contudo, recebe um destino completamente diferente. Em uma instalação misteriosa, Nikita (Anne Paurilland) é treinada, sem direito a liberdade, para se tornar uma agente do governo, devendo cumprir as missões dela requisitadas.

O roteiro de Besson garante um fluido ritmo à obra, conseguindo nos contar, sem pecar em uma demasiada lentidão ou rapidez, a trajetória da garota. Seguindo o exemplo de seus personagens de produções passadas, o diretor nos traz uma protagonista que expira excentricidade, com uma personalidade que beira à bipolaridade, tornando esta uma narrativa completamente imprevisível. Embora este seja um filme que pode ser classificado como de espionagem, seu foco está inteiramente na espiã e não em suas operações.

Publicidade

Isso se torna claro pela forma como é retratado cada estágio dessa nova vida da personagem. Primeiro, o treinamento, admite uma notável dinâmica, garantida pela montagem de Olivier Mauffroy, que sabe exatamente quando inserir suas elipses temporais. Nikita não peca pelo exagero caindo em repetitivas sequências que ilustram a modificação da protagonista, ao invés disso, situações pontuais nos passam não só a nítida sensação de passagem de tempo, como de evolução da garota. Ela não só passa a admitir uma personalidade mais sociável, como tem sua própria aparência alterada, passando da criatura selvagem que vemos nos minutos iniciais para uma femme fatale, que o título americano sugere.

A maior parte da projeção, contudo, tem seu foco na vida já com uma falsa liberdade da personagem. Já noiva de Marco (Jean-Hugues Anglade), quem conhece em um mercado local, a jovem é ocasionalmente chamada em missões através de seu codinome, Josephine. Besson explora toda a relutância de sua protagonista a cada tarefa que é requisitada, mostrando a fragilidade de sua psique, nos remetendo à já citada solidão, disfarçando as pontuais rupturas de ritmo presentes aqui e lá. Apesar de contar com um relacionamento, Nikita não pode compartilhar essa parte de sua vida, sentindo-se, claramente, como uma peça estranha a todo aquele cenário, seja na França ou na Itália. Deixando claro tal aspecto está a evidente ausência de personagens externos à sua vida dupla, que criam um clima de alienação à tudo que está a volta – de um jeito ou de outro ela continua à margem da sociedade.

Publicidade

Corroborando esse enfoque, Besson, mais uma vez trabalhando com o diretor de fotografia, Thierry Arbogast, utiliza diversos planos fechados na personagem. Mostrando o corpo inteiro ou somente o rosto, se torna claro que esta é uma obra sobre ela, sobre sua posição neste mundo que parece desprezar sua existência, tirando dela o controle sobre a própria vida. Essa falta de domínio se torna ainda mais evidente nas sequências de ação, bem dirigidas e fotografadas, que procuram gerar uma clara sensação de caos, como se ninguém dentro de cena realmente pudesse prever o resultado da sequência. Perante essa precisa ilustração, a tensão no espectador é uma constante, especialmente quando este se torna mais simpático à personagem principal.

Publicidade
Leia também
Artigos

O Final de Blade Runner 2049 Explicado

→

Ao encerrarmos a projeção não podemos deixar de sentir uma distinta falta de Nikita, de tê-la a nossa frente, provando, de uma vez por todas, que a criação de Luc Besson passou a fazer parte de nós – explicando, imediatamente, o surgimento das duas séries de televisão. Através deste seu longa-metragem, que exala a solidão e um forte toque de depressão, o diretor consegue submergir sua audiência em uma crua retratação da realidade, que claramente contém a marca do cineasta. Nikita – Criada para Matar é um filme impactante, do qual dificilmente sairemos da mesma forma que entramos.

Nikita – Criada para Matar (Nikita – França/ Itália, 1990)

Publicidade

Direção: Luc Besson
Roteiro: 
Luc Besson
Elenco: 
Anne Parillaud, Marc Duret, Patrick Fontana, Alain Lathière, Tchéky Karyo, Jeanne Moreau, Jean-Hugues Anglade, Jean Reno
Gênero: Ação, Thriller
Duração:
 118 min.

Leia também
Cinema

Filme de Zelda ganha data de estreia e encerra filmagens; saiba tudo

→
Tags: #Jean Reno #Jeanne Moreau #Luc Besson #Tchéky Karyo
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Guilherme Coral
Escrito por

Guilherme Coral

Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.