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Crítica | Piranha 3D – Um Banho de Sangue

Sangrento e descompromissado.

Guilherme Coral
Guilherme Coral Redação
15 de abril de 2018 · 4 min de leitura
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Crítica | Piranha 3D – Um Banho de Sangue

Remake do clássico filme B de 1978, cuja continuação foi o primeiro filme dirigido por James Cameron, Piranha 3D é um daqueles filmes os quais, em hipótese alguma, podemos levar a sério. Mais do que claramente escrachado, a obra basicamente se define como um banho de sangue e peitos, chegando a contar com diversas atrizes pornôs em seu elenco, é um gore porn feito para rirmos, contando, claro, que o espectador tenha aquela dose certa de humor negro em seu sistema.

Dessa vez as piranhas assassinas não são criaturas geneticamente modificadas e sim seres pré-históricos, os quais sobreviveram por eras em um lago subterrâneo, que até um pequeno tremor subaquático recente estivera selado do restante do mundo. Naturalmente que esse fenômeno natural ocorre justamente às vésperas do spring break americano, época na qual a cidadezinha onde esse lago se encontra enche de turistas, os quais, claro, focam suas atividades justamente dentro do lago. Nesse cenário encontramos Jake Forester (Steven R. McQueen), filho da xerife local, Julie (Elisabeth Shue), que deixa de cuidar de seus irmãos conforme fora combinado para ajudar na filmagem de um pornô em um barco. Não demora muito para ele descobrir que deveria ter ficado em casa.

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Tirando a cena inicial envolvendo um pescador no meio do lago enquanto o tremor acontece, pobre coitado esse que é trucidado pelos peixes sanguinolentos, nos mantemos no velho suspense aos moldes de Tubarão por todo o primeiro terço da obra. O roteiro de Pete Goldfinger e Josh Stolberg lentamente vai nos introduzindo aos diferentes cenários, os quais serão pintados de vermelho posteriormente, além de desenvolver o desnecessário romance entre Jake e Kelly (Jessica Szohr), que apenas rouba preciosos minutos daquilo que realmente queremos ver: piranhas atacando os incautos (não consigo imaginar outro motivo pelo qual alguém ousaria assistir esse filme).

Quando chegamos à chacina em si, Piranha 3D nos entrega tudo o que promete, das formas mais criativas possíveis, provocando espontâneas risadas enquanto vítimas são “liquidificadas” dentro de uma boia ou partidas ao meio com a cara mais ridícula de surpresa – certamente esse foi um longa-metragem muito divertido de se filmar. Obviamente o filme é tudo aquilo que o politicamente correto busca combater e mais um pouco: objetificando mulheres (atrizes pornô, lembram?), estabelecendo o homem como salvador da pátria e mais. Novamente preciso lembrar a todos que esse não é o filme para colocarmos nossos cérebros em ação: apenas assistam e preparem os lencinhos para enxugar o sangue do rosto.

Outra fonte de boas risadas ao longo da projeção são as atuações risíveis de basicamente todo o elenco, mas sejamos honestos: muito provavelmente ninguém estava levando aquilo a sério, o que fica bem claro com a aparição muito bem-vinda de Eli Roth, que faz uma ponta apenas para ser sumariamente devastado não muito tempo depois. O casting chegou até a incluir Christopher Lloyd como o biólogo excêntrico, a pessoa certa para nos entregar o hilário plot-twist final, que fecha o filme com chave de ouro, já deixando a ponta para sua sequência, Piranha 3DD (Piranha 2 no Brasil, que, como sempre, estraga completamente esse maravilhoso título).

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Alexandre Aja, que assina a direção, claramente se diverte no seu trabalho, construindo sequências profundamente irônicas e possibilitando que todo o excessivo gore seja mostrado em sua plenitude, sem esconder absolutamente nada – espere, portanto, verdadeiros fatalities dignos de Mortal Kombat ao assistir o filme – afinal, não basta as piranhas devorarem suas vítimas, elas precisam fazer isso com requintes de crueldade, explicitando sua ira absoluta por terem permanecido presas por milênios isoladas dos deliciosos mamíferos, os quais completam todos os níveis de sua pirâmide alimentar.

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No fim, como esperado por qualquer pessoa em sã consciência, Piranha 3D não acrescenta absolutamente nada, trazendo um roteiro para lá de clichê, com péssimas atuações e uma premissa extremamente absurda. Apesar disso, a obra prova ser uma verdadeiramente divertida experiência, repleta de sangue e peitos. Deixe o cérebro de lado e aguente o terço inicial e outros momentos repletos de subtramas meramente fillers, pois o restante todo é um banho de sangue cheio de humor negro, perfeito para aqueles que querem dar umas boas risadas enquanto adolescentes incautos deixam de ser o topo da cadeia alimentar.

Piranha 3D (idem – EUA, 2010)

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Direção: Alexandre Aja
Roteiro: Pete Goldfinger, Josh Stolberg
Elenco: Elisabeth Shue, Jerry O’Connell, Richard Dreyfuss, Ving Rhames, Christopher Lloyd, Eli Roth, Steven R. McQueen, Jessica Szohr, Kelly Brook, Riley Steele, Adam Scott, Ricardo Chavira
Gênero: Terror, Comédia
Duração: 88 min.

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Tags: #Adam Scott #Alexandre Aja #Christopher Lloyd #Eli roth #Elisabeth Shue #Jerry O’Connell #Jessica Szohr #Josh Stolberg #Pete Goldfinger #Ricardo Chavira #Richard Dreyfuss #Ving Rhames
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Guilherme Coral
Escrito por

Guilherme Coral

Refugiado de uma galáxia muito muito distante, caí neste planeta do setor 2814 por engano. Fui levado, graças à paixão por filmes ao ramo do Cinema e Audiovisual, onde atualmente me aventuro. Mas minha louca obsessão pelo entretenimento desta Terra não se limita à tela grande - literatura, séries, games são todos partes imprescindíveis do itinerário dessa longa viagem.

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