Últimas
Crítica | DIA D leva imaginário ufológico de rede social para as telas em…Fire Emblem: Fortune’s Weave confirma lançamento em setembro no Switch 2Trilogia Xenoblade Chronicles chega ao Switch 2 com melhorias e conteúdo novoPokémon Pokopia ganha update gratuito e Expansion Pass com três partesKingdom Hearts 4 aparece no Nintendo Direct com novo trailer e confirmação multiplataformaNintendo confirma remake de Ocarina of Time para Switch 2 em 2026Jennifer Lopez impõe regra para pretendentes e descarta abordagem pelo InstagramJason Momoa deixa o filme de Helldivers quatro meses após ser anunciado
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Um Pequeno Favor – A dicotomia entre o suspense e o humor

No fundo, Um Pequeno Favor é surpreendente quando de fato leva o suspense a sério, comprovando que Paul Feig tem mão e estilo

Lucas Nascimento
Lucas Nascimento Redação
25 de setembro de 2018 · 6 min de leitura
Publicidade
Crítica | Um Pequeno Favor – A dicotomia entre o suspense e o humor

Após mais de uma década trabalhando com comédias na televisão e no cinema, Paul Feig tornou-se uma das referências no gênero para o cinema americano contemporâneo. Explorando como poucos o talento de Melissa McCarthy em comédias como As Bem Armadas e A Espiã que Sabia de Menos, chegou ao Oscar com Missão Madrinha de Casamento e enfrentou uma onda de polêmicas com seu reboot feminino de Caça-Fantasmas, o primeiro fracasso propriamente dito de sua carreira sólida até então.

Procurando se recuperar a da broxante recepção do reboot, Feig vai por um caminho ainda mais arriscado com Um Pequeno Favor, filme que se propõe como um thriller de mistério a lá Alfred Hitchcock, mas que acaba entregando os pontos ao se mostrar uma narrativa novelesca e exagerada que acaba chegando no cômico através de dispositivos escandalosos.

Baseada no livro de Darcey Bell a trama nos apresenta a Stephanie (Anna Kendrick), uma mãe solteira metódica e organizada, e que passa as horas vagas em seu vlog de internet focado em cozinha. Ao buscar seu filho na escola em certa tarde, ela conhece Emily (Blake Lively), com quem passa a ter uma relação de amizade forte, ainda que a sofisticada moça não ofereça muitos detalhes sobre sua vida misteriosa ou o casamento com Sean (Henry Golding). Após pedir para que Stephanie busque seu filho na escola para ela, Emily desaparece, colocando Stephanie e Sean em uma caçada para descobrir não apenas o paradeiro de Emily, mas também os mistérios de seu passado oculto.

Publicidade

Tragicomédia de Erros

À primeira vista, e principalmente quando se assiste ao filme de Feig, é impossível não remeter a Garota Exemplar. Assim como a obra de Gillian Flynn, a trama de Um Pequeno Favor é repleta de reviravoltas e revelações que tendem a subverter as expectativas do espectador e nos surpreender constantemente. O problema fica mesmo na falta de uma execução melhor, e na verdadeira macarronada que a história adaptada por Jessica Schanzler se torna. É preciso muita paciência e cuidado para introduzir as viradas que Um Pequeno Favor se propôs a usar, e o tom confuso entre paródia e thriller – Feig até apela para o jump scare barato ao trazer uma surpresa quase fantasmagórica – pode provocar uma sensação de não saber se está rindo porque o filme o quis, ou se é simplesmente ridículo.

Como diretor, Feig demonstra uma evolução em sua mise en scène. Saindo do formato sitcom – algo que ele sempre foi capaz de deixar mais cinematográfico, vide Caça-Fantasmas – o diretor abraça completamente a atmosfera de um noir durante alguns momentos da narrativa. Todo o primeiro ato com o envolvimento entre Stephanie e Emily é bem conduzido pelo diretor, que é capaz de criar uma atmosfera inquieta e sedutora através de planos abertos e cortes certeiros para um determinado close – ou até mesmo o momento embaraçoso em que Stephanie começa a dançar em frente à Emily. O uso de trilha sonora pop francesa em diversos momentos também garante charme e elegância para o universo particular de Emily, e é fundamental para envolver o espectador com aquelas personagens.

Seu talento para o suspense também é considerável, com destaque para uma perseguição de carro abrupta em uma fazenda, mas é um aspecto que acaba sendo anulado pelo humor abrupto que toma conta da cena quando menos esperamos; culminando no péssimo clímax que descamba totalmente para a paródia.

Leia também
Artigos

O Final de Blade Runner 2049 Explicado

→

Jogadoras poderosas

No quesito elenco, Um Pequeno Favor encontra sua maior pérola. A começar pela deslumbrante Blake Lively, que assume a persona de uma femme fatale desde sua imponente primeira cena, onde caminha em slow mo pela chuva, usa um padrão tipicamente adotado na relação amorosa de um homem e uma mulher, para a de duas amigas. Lively é cheia de nuances e se mostra amadurecida como atriz, sempre demonstrando um lado mais perigoso e suspeito de Emily a cada linha de diálogo. Paul Feig pode não ser David Fincher, mas eu adoraria ver como Blake Lively rivalizaria com Rosamund Pike, vide o imenso potencial que praticamente implora por papéis mais desafiadores. Lively ainda vai longe.

Publicidade

Mas o filme é mesmo de Anna Kendrick, personagem com a qual passamos boa parte do tempo e adotamos a principal perspectiva. Kendrick tem um estilo de atuação muito particular, onde sempre parece gaguejar e fazer a persona da garota inocente, algo visto tanto em suas personagens na Saga Crepúsculo e seu papel aclamado em Amor Sem Escalas. Sua Stephanie não traz muitas novidades em quesitos cênicos, mas Kendrick carrega o filme e sempre mantém nosso interesse e envolvimento, especialmente por seu acertadíssimo timing cômico. Vale também destacar o carismático Henry Golding, que oferece charme e ambiguidade a Sean, o marido nada coitado de Emily.

Agora, um aspecto no qual Um Pequeno Favor se sobressai, e que é criminalmente subestimado em produções contemporâneas, é seu figurino. Como a personagem de Lively trabalha como relações públicas de um estilista, é evidente que a figurinista Renee Ehrlich Kalfus ofereceria o melhor e mais luxuoso para Emily, e são peças realmente deslumbrantes, e que oferecem algo a mais à persona de sua personagem, vide a escolha ousada de um decote sem sutiã em um cemitério.

Publicidade
Leia também
Cinema

Filme de Zelda ganha data de estreia e encerra filmagens; saiba tudo

→

De forma similar, as vestimentas de Stephanie traduzem seu aspecto mais “dona de casa inofensiva” através de peças que parecem saídas de uma boneca Barbie, e até mesmo o detetive de Bashir Salahuddin surge em cena com uma camisa laranja e um terno azul marinho, deixando bem claro ao espectador que esse universo não é povoado por figuras realistas, mas sim retratos cartunescos de um tipo específico de sociedade. O próprio momento em que Stephanie experimenta um dos vestidos de Emily e não parece conseguir sair dele é simbólico de todo o arco do longa, e também da metamorfose da mãe vlogueira em algo muito diferente.

Um Pequeno Favor é quase ótimo

No fundo, Um Pequeno Favor é surpreendente quando de fato leva o suspense a sério, comprovando que Paul Feig tem mão e estilo para esse tipo de gênero. Porém, o experimento mostra-se desequilibrado quando a história beira o absurdo e tenta compensá-la com um humor satírico, que parece mais apropriado para um grande novelão do que um thriller.

Um Pequeno Favor (A Simple Favor, EUA – 2018)

Leia também
Games

Vazamento de faturamento do GTA Online faz ações da Take-Two dispararem

→

Direção: Paul Feig
Roteiro: Jessica Sharzer, baseado na obra de Darcey Bell
Elenco: Anna Kendrick, Blake Lively, Henry Golding, Jean Smart, Linda Cardellini, Ian Ho, Joshua Satine, Andrew Moodie, Andrew Rannells, Kelly McCormack, Aparna Nancherla
Gênero: Drama/Comédia
Duração: 117 min

Publicidade

Tags: #Anna Kendrick #Blake Lively #Henry Golding #Jean Smart #Linda Cardellini #Paul Feig
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Lucas Nascimento
Escrito por

Lucas Nascimento

Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.