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Ed Sheeran perde meio milhão de seguidores após polêmica com Macklemore

Ed Sheeran enfrenta queda de seguidores e críticas da família após tirar Macklemore da turnê LOOP.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Ed Sheeran, de 35 anos, vem perdendo seguidores nas redes sociais de forma contínua desde que se envolveu na polêmica em torno da saída do rapper americano Macklemore, de 43, de sua turnê mundial LOOP. Segundo o jornal britânico Mirror, o cantor já perdeu cerca de meio milhão de seguidores no Instagram desde o início do episódio.

Antes da confusão, Sheeran contava com 47,6 milhões de seguidores. O número caiu para 47,3 milhões logo após a repercussão inicial e, nesta quarta-feira, 23 de setembro, recuou ainda mais, chegando a 47,2 milhões. A queda segue um padrão observado por veículos internacionais desde meados de setembro, quando a perda de seguidores ultrapassou as primeiras centenas de milhares registradas nos dias seguintes ao início da polêmica.

O estopim durante o show em Nova Jersey

A confusão começou em 4 de setembro, durante a apresentação de abertura da turnê no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Macklemore gritou “Free Palestine” no palco e afirmou que gostaria que as pessoas de Gaza e da Cisjordânia soubessem “que não foram esquecidas”, além de cantar uma música de cunho pró-palestino durante o set.

Dois dias depois, o Conselho Israelense-Americano lançou uma petição pública pedindo que Sheeran retirasse o rapper da turnê, publicando nas redes: “Ed Sheeran, não permita que o seu palco seja usado para dividir pessoas ou espalhar propaganda política unilateral”. Em 14 de setembro, a Messina Touring Group, produtora responsável pelos shows, anunciou que Macklemore não se apresentaria mais nas datas restantes nos Estados Unidos, alegando que “vários locais se recusaram a permitir que os shows continuassem com ele no line-up”.

Onda de cancelamentos e reação nas redes

A decisão gerou uma reação em cadeia: todas as atrações que ainda abririam os shows da turnê, incluindo Finneas O’Connell, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga, cancelaram suas apresentações restantes em solidariedade a Macklemore e à causa palestina. Sheeran tentou se distanciar da decisão publicamente, afirmando que a remoção “foi decisão da produtora, não minha”, e que optou por “manter a diplomacia e deixar as conversas em aberto”.

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Já Macklemore usou as redes para reforçar sua posição. “Temos carreiras, dinheiro, oportunidades, segurança e público no mundo todo. Quaisquer que sejam as consequências que enfrentemos pelo que dizemos, podemos voltar para casa e para nossas famílias. As vítimas são os palestinos”, escreveu o rapper, que viu seu número de seguidores crescer na mesma proporção em que os de Sheeran caíam.

Um show emocionado e a crítica da família

No último sábado, 19 de setembro, Sheeran voltou aos palcos e fez um desabafo direto ao público. “A última semana foi uma das piores da minha vida, e hoje foi um dos dias mais estranhos. Mas, sinceramente, o show de hoje foi o melhor da minha vida”, disse. “Eu realmente não sabia se essa turnê continuaria, eu realmente não sabia se eu subiria ao palco novamente, se eu sequer queria ser um artista.”

A crise ganhou um capítulo familiar quando Jethro Sheeran, primo do cantor, criticou publicamente o parente nas redes sociais. “Finalmente tudo está vindo à tona! Tenho vergonha do meu primo Ed”, escreveu Jethro, chamando o cantor de “covarde” e de “pessoa ruim”. “Tenho 100% de certeza de que ele é um covarde. Na minha opinião, ele é uma pessoa ruim”, completou, em meio a outras alegações pessoais contra o primo que a assessoria de Sheeran ainda não comentou publicamente.

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