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Emilia Clarke faz as pazes com Game of Thrones: ‘Serei provavelmente sempre aquela garota dos dragões’

Emilia Clarke revela que superou a fase de querer ser conhecida além de Game of Thrones e faz as pazes com o legado de Daenerys.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Emilia Clarke passou anos tentando provar que era mais do que Daenerys Targaryen. Hoje, ela simplesmente não quer mais. Em entrevista à Virgin Radio UK, a atriz britânica falou com uma honestidade rara sobre sua relação com o papel que a tornou um dos rostos mais reconhecidos da televisão mundial e admitiu que a batalha interna por reconhecimento além de Game of Thrones já ficou para trás.

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“Acho que passei por uma fase de querer ser conhecida por mais do que apenas Game of Thrones. Mas agora estou simplesmente como, foi fenomenal”, disse Clarke. A declaração chega de uma atriz que viveu quase uma década inteira atrelada a um único projeto, tendo começado a série aos 24 anos e terminado aos 32, depois de oito temporadas no ar.

De drama school a Mãe dos Dragões

Clarke estava recém-saída da Drama Centre London quando assinou para interpretar Daenerys em 2011. A transição da escola de teatro para uma das produções mais caras e assistidas da história da HBO foi abrupta e exigente, e o papel foi definidor desde os primeiros episódios. Ao longo das oito temporadas, ela desenvolveu uma personagem que passou de jovem vulnerável a rainha conquistadora, e essa evolução exigiu anos de compromisso exclusivo com a série.

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Um dos episódios que ela relembrou na entrevista ilustra bem a pressão do processo. Clarke aprendeu o idioma dothraki para o papel, criado pelo linguista David J. Peterson a partir das obras de George R.R. Martin. A reação do escritor, porém, não foi exatamente encorajadora. “Sou do tipo, ‘Cara, isso nunca foi dito em voz alta’. E eu faço na câmera, e ele está em uma entrevista dizendo: ‘Ela não fez muito bem’. Eu comecei tudo isso!”, contou Clarke com bom humor.

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A oitava temporada e o sabor amargo que ficou para os fãs

A série encerrou em 2019 com sua oitava temporada, mas o final dividiu profundamente o público. A percepção generalizada foi a de que os roteiristas David Benioff e D.B. Weiss aceleraram demais a conclusão da história, num momento em que George R.R. Martin ainda não havia terminado de escrever os livros que serviam de base para a série, algo que continua sendo verdade até hoje. A oitava temporada acumula 55% no Rotten Tomatoes, um contraste gritante com as temporadas 1 a 7, que ficam todas acima de 90% na plataforma.

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Para Clarke, porém, o problema nunca foi a qualidade da série como um todo. O que a incomodava era outra coisa: a sensação de que sua amplitude como atriz ficava invisível diante da sombra de Daenerys. “Eu nunca achei que não era ótima. Mas eu sempre estava tipo, ‘mas eu posso fazer muitas outras coisas, e juro por Deus, sou atriz’. Agora sou profundamente grata que aconteceu. E provavelmente sempre serei aquela garota dos dragões. E talvez esteja tudo bem”, afirmou.

O universo de Game of Thrones segue vivo e em expansão

Enquanto Clarke faz as pazes com seu legado, o universo criado por Martin continua se expandindo na HBO. House of the Dragon, ambientada cerca de 200 anos antes dos eventos da série original, estreou em 2022 e chega à sua terceira temporada em 21 de junho de 2026. A Knight of the Seven Kingdoms, outra série derivada, também estreou neste ano e já foi renovada para uma segunda temporada.

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Clarke, por sua vez, seguiu em frente. Seu projeto mais recente é Ponies, série de espionagem ambientada na Guerra Fria lançada na Peacock em janeiro de 2026, ao lado de Haley Lu Richardson. A “garota dos dragões” continua trabalhando, e agora sem nenhum peso nisso.

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