Cinema

Emily Blunt recusou IA em Dia D e criou sons alienígenas com a própria voz

Emily Blunt revela que recusou o uso de IA em Dia D e criou sons alienígenas com a própria voz para uma das cenas mais inusitadas do filme.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Emily Blunt recusou IA em Dia D e criou sons alienígenas com a própria voz

Emily Blunt tinha uma cena desafiadora pela frente em Dia D, o novo filme de Steven Spielberg que estreia nos cinemas brasileiros em 11 de junho. Sua personagem, a meteorologista Margaret Fairchild, sofre uma transformação vocal durante uma transmissão ao vivo e começa a falar uma linguagem não humana. A solução óbvia seria recorrer à inteligência artificial. Blunt optou por outro caminho.

Em participação recente no podcast Hot Ones, a atriz contou que a possibilidade de usar IA a deixou desconfortável. “Existem várias maneiras de fazer isso. Você pode ir pela rota da IA, da qual estou um pouco aterrorizada”, disse Blunt. A declaração chega poucos dias depois das primeiras reações ao filme descreverem sua atuação como uma das melhores de sua carreira.

Quatro minutos de plano único e uma atriz se reinventando

A cena em questão é um plano-sequência de quatro minutos filmado em tomada única, o chamado “oner”, que culmina na transformação vocal da personagem. Blunt descreveu o processo como gradual, com a personagem se “desintegrando” aos poucos ao longo da cena antes de atingir o momento de ruptura.

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Em vez de tecnologia, a atriz foi para o estúdio e passou a experimentar com o próprio aparelho vocal. “Pensei que poderia fazer alguns sons realmente estranhos. Disse que talvez eu pudesse entrar e faremos uma gama de sons bizarros. E foi o que fizemos. Fiz sons de clique, sons de zumbido, sons consonantais, respiração, sons estranhos”, contou. Microfones foram posicionados estrategicamente pelo set para capturar cada variação, e o designer de som trabalhou a partir desse material bruto para construir a composição final.

O filme e o contexto que o envolve

Dia D estreia em um momento em que o debate sobre vida extraterrestre saiu da ficção científica para o noticiário real. Em maio de 2026, o Pentágono divulgou 162 arquivos desclassificados sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados, criando um pano de fundo que dificilmente qualquer produção conseguiria planejar com mais precisão.

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No filme, Blunt vive uma meteorologista e ex-jornalista que adquire habilidades inexplicáveis após um encontro com vida não humana. O elenco inclui ainda Josh O’Connor, Colman Domingo, Eve Hewson, Colin Firth e Wyatt Russell. As primeiras reações de críticos e jornalistas que assistiram ao filme antecipadamente foram entusiasmadas, com muitos descrevendo Dia D como um dos melhores trabalhos de Spielberg em décadas.

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