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Ex-diretor da Rockstar minimiza vazamentos de GTA 6

Obbe Vermeij, ex-diretor da Rockstar, diz que vazamentos de GTA 6 são menos graves que o Hot Coffee.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Obbe Vermeij compara episódio ao escândalo Hot Coffee

Obbe Vermeij, ex-diretor técnico da Rockstar que trabalhou no desenvolvimento de GTA 3, Vice City, San Andreas e GTA 4, minimizou o impacto dos vazamentos recentes de GTA 6, afirmando que o episódio é muito menos grave do que o famoso escândalo Hot Coffee, ocorrido no início dos anos 2000. Segundo ele, os clipes divulgados pelo grupo CYBERLEEK ao longo da última semana não representam ameaça real ao desenvolvimento do jogo.

“Calma, gente. Os vazamentos não são nada demais”, escreveu Vermeij em publicação no X. Segundo o desenvolvedor, a Rockstar mantém como estratégia de marketing esconder o jogo por mais tempo do que outras publishers costumam fazer, e tudo o que aconteceu até agora foi apenas parte desse material escapar um pouco antes da apresentação já programada para a Netflix.

“90% dos jogadores não procuram por vazamentos”, argumenta

Vermeij argumentou que a maior parte do público que vai comprar GTA 6 no futuro sequer sabe da existência desses vazamentos. Segundo ele, cerca de 90% dos futuros jogadores não passam tempo navegando pela internet em busca de fragmentos de vídeo, já que não têm tempo disponível para isso nem interesse em receber spoilers antes do lançamento oficial.

“Imagino que as equipes estejam um pouco incomodadas com isso, mas não muito além disso”, completou o ex-desenvolvedor, sugerindo que o impacto real dentro da Rockstar deve se concentrar mais na gestão do estúdio do que na equipe de desenvolvimento do jogo em si.

Uma comparação direta com o escândalo Hot Coffee

Para reforçar seu argumento, Vermeij recorreu à própria experiência vivida durante o escândalo Hot Coffee, minigame sexual descoberto escondido no código de GTA San Andreas após o lançamento de 2004, episódio que gerou forte reação política e um alerta formal da Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC).

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“Eu estava lá durante o Hot Coffee”, escreveu o desenvolvedor, que atuou na Rockstar entre 1995 e 2009. “Foi um pesadelo para a gestão, no escritório de Nova York, mas não nos afetou muito na Rockstar North. Os vazamentos atuais são muito menos consequentes do que aquilo foi.” Segundo ele, GTA 6 parece caminhar para ser um jogo fenomenal, capaz de vender por até 15 anos, o que tornaria os vazamentos atuais apenas um “pequeno soluço” nesse percurso muito mais longo.

Dúvidas sobre a possibilidade de vazamento da build completa

Apesar do tom tranquilizador, parte da comunidade segue especulando se o CYBERLEEK poderia eventualmente vazar uma versão jogável completa do jogo, já que os próprios vídeos sugerem acesso direto e contínuo a uma build funcional. Vermeij, porém, considera essa possibilidade pouco provável na prática.

Segundo ele, esse tipo de build normalmente exige um devkit ou uma trava física de acesso para funcionar, prática padrão durante o período em que trabalhou na Rockstar. “Se for esse o caso, provavelmente só roda em um devkit. Devkits têm mais memória. Provavelmente não existe, no momento, nenhuma build capaz de rodar em um PS5 de varejo comum”, escreveu. Ele também considerou possível que o material vazado venha de uma versão antiga voltada para PC, embora ache que essa versão provavelmente estaria anos atrasada em relação ao desenvolvimento atual do jogo, reforçando que travas de acesso físico costumavam ser padrão na Rockstar durante o desenvolvimento de qualquer título.

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