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Ex-Rockstar revela o que os detalhes de GTA 6 podem ser um pouco ultrapassados

GTA 6 chega em 19 de novembro e ex-animador da Rockstar detalha o que o material da Netflix revela sobre o jogo.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Faltam pouco mais de dois meses para o lançamento de GTA 6 e a espera de 13 anos desde GTA 5 finalmente começa a parecer real. Um ex-animador da Rockstar Games analisou o material mais recente do jogo e compartilhou sua leitura sobre os dois protagonistas, a cultura de sigilo do estúdio e os pontos que ainda podem melhorar antes da estreia.

Um lançamento que passou por dois adiamentos

GTA 5 chegou aos consoles em 2013 e, desde então, os fãs esperaram por uma sequência que só foi confirmada oficialmente no fim de 2023. O caminho até aqui não foi direto: Rockstar já havia mirado 2025 e depois maio de 2026 antes de fixar a data definitiva em 19 de novembro deste ano, para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Para reforçar a expectativa, o estúdio fechou uma parceria inédita com a Netflix, que exibiu com exclusividade o “extended look” do jogo, gravado inteiramente em gameplay de PlayStation 5. O material tem 27 minutos, classificação indicativa adulta e mostra Jason e Lucia presos em uma trama criminosa em Leonida, versão fictícia da Flórida que abriga a nova Vice City.

Ex-animador vê contraste entre os protagonistas

Mike York trabalhou na Rockstar New England entre 2012 e 2015, período em que contribuiu para GTA 5 e Red Dead Redemption 2. Em entrevista ao TechRadar, ele descreveu Jason Duval como um personagem contido, quase mecânico, e disse esperar mais camadas de personalidade dele ao longo do jogo. Chegou a compará-lo a “um robô, um Terminator” andando pelas cenas do material divulgado.

Já Lucia Caminos aparece como o contraponto direto. Segundo York, ela tenta o tempo todo tirar Jason da própria casca, e a diferença fica clara na cena em que os dois entram num elevador: enquanto ele diz se sentir mais confortável com uma arma na mão, ela responde na lata para ele simplesmente ser charmoso. Para o ex-funcionário, essa dinâmica sugere que Jason age como o estrategista da dupla, enquanto Lucia é quem topa entrar de cabeça nas missões.

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Cultura de sigilo marcou a passagem pela Rockstar

York também falou sobre o ambiente de confidencialidade extrema dentro da empresa. Segundo ele, a Rockstar reforça constantemente que os funcionários não devem comentar nada sobre o trabalho em nenhum lugar, dentro ou fora do escritório.

Ele contou que evitou ter presença em redes sociais enquanto trabalhava lá, assim como boa parte dos colegas, por medo de expor informações do estúdio sem querer. Para o ex-animador, esse controle rígido ajuda a explicar por que vazamentos sobre a Rockstar costumam ser raros mesmo em produções tão aguardadas quanto essa.

Nem tudo agradou, mas a aposta é de sucesso duradouro

Apesar da empolgação geral, York apontou elementos do material que considerou datados, caso do seletor de armas e do minimapa, que na visão dele destoam do restante da produção. Ele reconhece que a Rockstar tem equipe de sobra para ajustar esses detalhes antes do lançamento, mas pondera que o estúdio provavelmente está mais preocupado com outras prioridades neste momento.

Ainda assim, sua expectativa é otimista quanto ao desempenho do jogo a longo prazo. Ele acredita que eventuais problemas serão corrigidos com atualizações ao longo dos anos, repetindo a trajetória de GTA 5, e que o modo online deve se transformar em uma espécie de metaverso em constante evolução capaz de sustentar a franquia por décadas.

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