Executivos da Sony preveem fim da carreira de Blake Lively em e-mails vazados: ‘Estupidez épica’
E-mails judiciais revelam que a cúpula da Sony chamou Blake Lively de "terrorista" e previu o fim de sua carreira após caos.
Os bastidores de Hollywood raramente veem uma exposição tão crua e brutal quanto a que atingiu a Sony Pictures nesta semana. Novos documentos judiciais deslacrados, referentes à batalha legal envolvendo o filme “É Assim Que Acaba” (It Ends With Us), trouxeram à tona trocas de e-mails explosivas entre os mais altos executivos do estúdio. As mensagens pintam um retrato de guerra interna, onde Blake Lively é descrita não como a estrela do sucesso de bilheteria, mas como uma figura tóxica que sabotou a própria imagem.
A revelação mais chocante parte de Andrea Giannetti, vice-presidente executiva de produção da Sony. Em correspondência com o produtor Jamey Heath, Giannetti confirmou ter se referido a Lively como uma “terrorista” (fucking terrorist). O insulto veio após a atriz ameaçar abandonar a produção caso uma lista de 17 exigências de mudanças não fosse executada, colocando em risco um investimento milionário e ameaçando tornar o filme “inlançável”.
A “estupidez épica” e o marketing pessoal de Blake Lively
A crise escalou durante o lançamento do filme em agosto de 2024. Sanford Panitch, presidente do Sony Motion Pictures Group, foi taxativo em sua análise sobre a decisão de Lively de lançar sua marca de produtos para cabelo simultaneamente à estreia de um filme sobre violência doméstica. Nos e-mails, Panitch classificou a estratégia como uma “estupidez de nível épico” e afirmou que a atriz “sabia que não deveria fazer isso”, mas recusou-se a ouvir conselhos.
Tom Rothman, CEO e presidente do conselho da Sony Pictures, endossou o coro de desaprovação. Embora tenha admitido que Lively não merecia a totalidade do ódio online que recebeu, Rothman argumentou que ela “trouxe isso para si mesma”. Ele comparou a situação ao “efeito Anne Hathaway”, sugerindo que o público tende a querer derrubar figuras que possuem tudo — beleza, dinheiro, fama e família —, especialmente quando demonstram arrogância ao ignorar orientações profissionais.
“Incontratável” e o boicote ao diretor
Os documentos também confirmam as suspeitas de que o isolamento do diretor e ator Justin Baldoni foi orquestrado. Executivos discutiram abertamente como Lively manipulou o elenco para deixar de seguir Baldoni nas redes sociais e excluí-lo da campanha promocional. Tahra Grant, chefe de comunicações da Sony, escreveu que a atriz orquestrou o drama de maneira “amadora e pouco inteligente”, chegando a ameaçar o estúdio, e depois se revoltou quando a tática se voltou contra ela.
A previsão dos executivos para o futuro da atriz é sombria. Panitch escreveu explicitamente que Lively estava “acabada” e “cozida” (cooked) em Hollywood, pelo menos por um bom tempo. Segundo ele, Tom Rothman acredita que a atriz se tornou, bizarramente, “incontratável”, apesar de ter estrelado um filme que caminhava para arrecadar mais de US$ 300 milhões.
O vazamento ocorre em meio ao processo movido por Lively contra Baldoni por assédio sexual em dezembro de 2024, e alegações de que o diretor participou de uma campanha para destruir sua reputação. Com o processo de Baldoni já arquivado em junho, o julgamento do caso de Lively está marcado para 18 de maio.