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Fundador da CNN, Ted Turner morre aos 87 anos e deixa legado que transformou a TV

Ted Turner morre aos 87 anos; fundador da CNN redefiniu o jornalismo e a TV a cabo global.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Ted Turner, magnata da mídia e fundador da CNN, morreu nesta quarta-feira, aos 87 anos. A informação foi confirmada pela própria emissora, citando um comunicado oficial da Turner Enterprises. Turner não apenas criou um canal de notícias, mas redefiniu completamente o ritmo e o formato do jornalismo televisivo ao lançar a primeira rede 24 horas do mundo.

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Durante seu auge, ele se consolidou como um dos nomes mais influentes da indústria do entretenimento e da comunicação. Sob sua liderança, o Turner Broadcasting System se tornou um império, responsável por canais como TBS, TNT, Cartoon Network e Turner Classic Movies.

A criação da CNN, em 1980, marcou uma ruptura definitiva com o modelo tradicional das grandes redes americanas. Pela primeira vez, o público passou a consumir notícias em tempo real, o que abriu caminho para concorrentes como Fox News e MSNBC.

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De empresário ousado a figura controversa

Nascido em 1938, Turner assumiu cedo responsabilidades após a morte do pai e rapidamente expandiu os negócios familiares. Ele apostou em tecnologias emergentes, como a transmissão via satélite, quando poucos enxergavam potencial nisso, criando o conceito de “superstation” e ampliando o alcance da televisão a cabo nos Estados Unidos.

Seu estilo direto e, muitas vezes, impulsivo, rendeu tanto admiração quanto críticas. Conhecido como “Captain Outrageous”, Turner não evitava polêmicas ao comentar temas globais ou religiosos. Em uma entrevista à revista The New Yorker, ele resumiu sua personalidade de forma simples: “Eu digo o que vem à minha mente.”

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Além da mídia, ele investiu em esportes, adquirindo o Atlanta Braves e o Atlanta Hawks. Sob sua gestão, os Braves conquistaram a World Series de 1995, consolidando o time como uma marca nacional.

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Cinema, críticas e decisões ousadas

Turner também deixou sua marca na indústria cinematográfica ao adquirir a biblioteca da Metro-Goldwyn-Mayer. Sua tentativa de colorizar clássicos em preto e branco gerou forte reação negativa em Hollywood. O crítico Roger Ebert classificou a iniciativa como um dos momentos mais tristes da história do cinema.

Apesar da controvérsia, a aquisição acabou sendo estratégica. O acervo se tornou base para a criação da Turner Classic Movies, canal dedicado à preservação e exibição de filmes clássicos.

Filantropia, meio ambiente e legado duradouro

Nos últimos anos, Turner concentrou esforços em causas filantrópicas e ambientais. Em 1998, ele doou US$ 1 bilhão à Organização das Nações Unidas, criando a United Nations Foundation. Também cofundou a Nuclear Threat Initiative, organização voltada à redução de ameaças nucleares.

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Diagnosticado com demência por corpos de Lewy em 2018, Turner manteve uma postura ativa enquanto pôde, defendendo ideias sobre sustentabilidade e criticando a concentração excessiva de poder nas grandes corporações de mídia.

Tags: #Ted Turner
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