Gafe no Pentágono: Secretário confunde fala de ‘Pulp Fiction’ com a Bíblia
Pete Hegseth tentou citar a Bíblia no Pentágono, mas acabou recitando a icônica fala de Samuel L. Jackson em Pulp Fiction
O Secretário do Departamento de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, tentou dar um tom solene e religioso a um discurso recente, mas acabou protagonizando uma das gafes mais bizarras do ano. Durante um culto no Pentágono nesta quarta-feira, ele puxou o que achava ser um versículo bíblico profundo para homenagear uma missão de resgate de um piloto americano no Irã. O único problema nessa história? Ele recitou quase que palavra por palavra a icônica passagem fictícia do filme Pulp Fiction, o clássico de Quentin Tarantino de 1994.
Hegseth explicou aos presentes que aquela oração costumava ser recitada pela equipe de Busca e Resgate em Combate apelidada de “Sandy One”. Ele comentou tranquilamente com a plateia que os militares “chamam isso de CSAR 25:17, o que eu acho que deve refletir Ezequiel 25:17”. Em seguida, o secretário pediu que todos rezassem juntos e disparou a adaptação da fala imortalizada pelo personagem de Samuel L. Jackson nos cinemas, pedindo bênçãos para quem “pastoreia os perdidos pelo vale das trevas” e prometendo que “atacarei com grande vingança e fúria aqueles que tentarem capturar e destruir meu irmão”.
A confusão do secretário não passou batida e foi logo pescada pelo blog A Public Witness, focado na intersecção entre política e religião. Para quem tem o filme fresco na memória, a fala original do matador de aluguel Jules Winnfield tem a mesma estrutura dramática de vingança e fúria. O detalhe mais irônico de toda essa história é que o próprio Tarantino tirou esse falso versículo de um filme japonês de artes marciais de 1973, chamado Bodyguard Kiba. Se formos olhar a Bíblia de verdade, a passagem de Ezequiel 25:17 é bem mais direta e curta, falando apenas sobre o Senhor executar “grande vingança sobre eles com furiosas repreensões”.
Ataques à imprensa e o clima quente em Washington
Como se o mico cinematográfico não fosse suficiente para movimentar a semana, Hegseth voltou a usar a religião como escudo em uma coletiva de imprensa na manhã de quinta-feira. Claramente incomodado com a cobertura negativa sobre o recente ataque do presidente Donald Trump ao Irã, o ex-âncora da Fox News decidiu comparar os jornalistas aos fariseus do Novo Testamento.
Ele não poupou palavras e acusou a mídia de agir como as “autoproclamadas elites da sua época”, argumentando que, mesmo diante de um milagre literal, essas figuras mantinham os corações endurecidos. Na visão do secretário, os repórteres de hoje também estariam ali apenas para tentar desmerecer a bondade e “perseguir a própria agenda”. Vale lembrar que Hegseth assumiu o alto escalão do governo em janeiro de 2025 e atualmente chefia a pasta que foi rebatizada oficialmente de Departamento de Defesa para Departamento de Guerra dos EUA em setembro daquele mesmo ano.