Lilo & Stitch: Diretor revela por que Capitão Gantu foi cortado do live-action e defende a escolha
Diretor de Lilo & Stitch live-action explica ausência do Capitão Gantu, focando na emoção e nas diferenças entre animação e cinema.
Com o remake live-action de “Lilo & Stitch” conquistando o público e as bilheterias globalmente, uma pergunta pairava na mente dos fãs do clássico da Disney de 2002: por que o imponente Capitão Gantu foi excluído da nova versão? A resposta finalmente veio do diretor do filme, Dean Fleischer Camp, que em uma entrevista recente ao CinemaBlend, não apenas esclareceu a mudança, mas também reforçou sua convicção na decisão tomada.
Gantu “não funcionou” em live-action, prioridade foi a emoção das irmãs
Segundo Fleischer Camp, a adaptação do personagem alienígena para o formato com atores reais apresentou desafios significativos que comprometeriam a visão da equipe para o filme. “Gantu foi uma daquelas coisas que simplesmente não funcionaram muito bem em live-action. Exploramos um pouco, mas no final tivemos que tomar a decisão”, explicou o cineasta. Ele complementou, defendendo firmemente a escolha: “E eu também mantenho a decisão, porque sinto que muitas das coisas que, ao tentar dar mais profundidade a esses personagens e contar uma história com um pouco mais de profundidade emocional, especialmente entre as irmãs, sinto que é preciso liberar espaço para permitir esse espaço para fazer essas coisas.”
No filme animado original, o Capitão Gantu, membro da Federação Galáctica Unida, desempenhava um papel antagonista secundário, viajando à Terra após Jumba e Pleakley falharem na missão de capturar o Experimento 626, o Stitch. Na nova adaptação, a dupla alienígena Jumba e Pleakley é interpretada por Zach Galifianakis e Billy Magnussen, respectivamente, que assumem formas humanas. Gantu, no entanto, ficou de fora da narrativa reimaginada.
Recalibrando a narrativa: As particularidades de cada mídia
O diretor também elaborou sobre sua filosofia ao adaptar uma animação para o cinema live-action, ressaltando as diferenças intrínsecas entre as duas mídias. “Acho que minha abordagem para o filme é respeitar o fato de que a animação é uma mídia muito diferente da ação ao vivo”, ponderou Fleischer Camp. “E eu não acho que geralmente funciona quando… existe o perigo de tentar simplesmente adaptar o filme em uma versão um-para-um. Literalmente, apenas retratá-lo em fotografia realista, porque acho que você perde muita expressividade e todas essas coisas que a animação faz melhor do que o live-action.”
Ele acrescentou que a animação possui recursos e “trapaças” visuais que não se traduzem bem para o realismo do live-action, mas que este, por sua vez, oferece outras possibilidades narrativas e de desenvolvimento de personagens. “O live-action também pode fazer coisas melhor do que a animação, que é o que tentamos escrever um pouco mais ao recalibrá-lo para um filme live-action”, concluiu o diretor, indicando que a equipe buscou potencializar os pontos fortes do formato escolhido.
Um sucesso estrondoso que valida as escolhas da produção
A ausência de Gantu, contudo, não parece ter prejudicado o apelo do filme junto ao público. O remake live-action de “Lilo & Stitch”, atualmente em cartaz nos cinemas, provou ser um verdadeiro fenômeno de bilheteria. A produção arrecadou impressionantes US$ 341,7 milhões globalmente em seu primeiro fim de semana de exibição. Este valor é notavelmente superior ao faturamento total do filme original de 2002, ultrapassando-o em quase US$ 100 milhões já na estreia. Este desempenho robusto sugere que as decisões criativas, incluindo a omissão de Gantu, foram bem recebidas pela audiência, que abraçou a nova interpretação da amada história de amizade e ‘ohana’.