Já estava mais do que na hora de virmos homenagear aqui essa figura tão icônica e de fama complexa como Adam Sandler. O sujeito que talvez possua a fama mais exagerada de ser um ator péssimo com filmes ainda mais péssimos que perpetuaram ao longo de sua carreira. Não isento de notarmos o óbvio de quantos filmes realmente medíocres que ele carrega no currículo e dos inúmeros exageros espalhafatosos que ele e sua trupe de atores parceiros são culpados de realizar no intuito de criar um humor porco para toda a família.

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Mas também não é isento também de ser um ator que já mostrou de novo e de novo outra vez que, não só ele era capaz de trazer bons elementos tanto de humor como de drama para os seus filmes, como também já ter mostrado sua ótima qualidade como ator em vezes que merecem ser relembradas e conhecidas. Para isso então está aqui essa lista, reunindo não só os raros filmes de comédia, já automaticamente denominadas como “comédias de Adam Sandler” que realmente funcionaram, como também os filmes onde o ator mostrou um verdadeiro talento à ser explorado.

Billy Madison, um Herdeiro Bobalhão (1995)

O filme que deu parto ao Adam Sandler que conhecemos hoje. O Adam Sandler carregado de todas as piadas escrachadas, estereotipadas e sujas que alguns amam e a maioria odeia, e que iniciava seu “estrelato” aqui com Billy Madison, o moleque imaturo no corpo de um adulto que consegue conquistar aos nossos corações com sua personalidade imatura hilariante e com sua piada envolvendo “69”, entre outras pérolas. De todas as comédias puramente retardantes do ator, essa com certeza é uma das melhores!

Click (2006)

Assim como outros filmes dessa lista, você pode perceber facilmente que Click é o típico do típico de comédia de Adam Sandler onde o ator se usa de todo o leque de piadas porcas que guarda na manga e passa uma vergonha que consegue ser bem hilariante. Mas que dentro disso, não só consegue surpreender com um conceito bem interessante sobre viagem no tempo através de um controle remoto, que se de início é usado como um leque de piadas para o pai de família Michael Newman interpretado por Sandler escapar das partes chatas da vida, é logo também usado como forte chave dramática para a epifania existencial do personagem com o filme abordando uma bela mensagem sobre os pequenos momentos da vida que fazem tudo valer a pena. Uma lição de vida valiosa e emocionante dentro de um filme do Adam Sandler? Pode apostar que sim!

Como se Fosse a Primeira Vez (2004)

Sempre é possível tirar algo de minimamente bom de uma comédia genérica de Adam Sandler, mas tanto assim? É isso que Como se Fosse a Primeira Vez consegue fazer de forma tão especial, não só por ser outra boa reunião entre a dupla Sandler e Drew Barrymore cheios de química em cena como sempre, mas por também ser novamente frutífera. Sendo ainda sim extremamente familiar, básico e exagerado como toda comédia genérica de Sandler, mas ao mesmo tempo em.consegue ser bem delicado e criativo na forma com que lida e entrega uma resolução final surpreendente para um tema tão sensível que o filme aborda tanto com um bom senso de humor como também uma boa dose dramática capaz de fazer desidratar os olhos à certa altura. Impossível ter algum comentário de ódio para um filme tão adorável.

O Paizão (1999)

Similarmente à Como se Fosse a Primeira vez, eis que um filme de Adam Sandler pega um tema de configuração bem delicada e até sombria, mas que consegue transformá-la em um filme surpreendentemente doce e alegre, que não só celebra a pureza e inocência de uma criança como também celebra o papel de importância, responsabilidade e amor fraterno de um pai que Sandler interpreta com muita competência, igualmente garantido todo o saco de risadas e genuínas emoções que a história consegue despertar para tornar O Paizão em um filme menor mas bem especial na carreira de Sandler.

Reine Sobre Mim (2007)

Criminalmente subestimado e esnobado por ambos público e crítica, Reine Sobre Mim de Mike Binder pode não ser o melhor filme que Sandler já participou, mas talvez seja a maior prova de suas habilidades para o drama. Diferente de outros de seus filmes mais dramáticos que ainda continham uma boa carga de humor, vide Embriagado de Amor, Reine Sobre Mim não poupa na seriedade que a sua história de um viúvo que perde a esposa no 11 de setembro e se envolve com um asilo de loucos depois de tentar cometer suicídio, com certeza vai remeter. O filme até pode soar as vezes forçado nos temas que aborda de perda, trauma e superação que parece impossível, mas que também consegue ser delicado e complexo em outros. Graças também à Sandler que está tão bem que consegue fazer frente ao também imenso talento deveras subestimado de Don Cheadle. Onde ambos mostram todas as verdadeiras emoções de dois personagens que perderam suas vidas de diferentes maneiras mas igualmente trágicas. Não mesmo um filme perfeito, mas cheio de qualidades que o torna impossível de se ignorar e que merecia ser redescoberto.

Tá Rindo do Que? (2009)

Adam Sandler e Seth Rogen sob a direção de Judd Apatow parecia soar o encontro mais improvável da comédia de todos os tempos, mas eis que aconteceu de verdade e se tornou, como de esperado, um filme bem diferente na carreira de cada um dos envolvidos. Não só sendo talvez o filme de teor mais dramático da carreira de Apatow até então, mas um também ambicioso em querer ser esse grande estudo de personagem de uma personalidade complexa e até multifacetada de George Simmons. Refletida e encarnada por Sandler em um de seus papéis que mais se aproximou de ser algo autobiográfico, ao mesmo tempo em que é diferente em muitos sentidos ao ator, que o obriga a entrar nessa vida que horas é constantemente hilário na mesma medida em que é cinicamente trágico. Um filme que com certeza não foi feito para agradar à todos, mas traz um dos papéis mais versáteis da carreira de Sandler em um filme tão diferente e único na sua carreira.

Um Maluco no Golfe (1996)

Agora não há argumento que sustente a razão de nenhum comentário pejorativo que tente diminuir Um Maluco no Golfe como sendo um filme medíocre. Pois se, dentre todas as comédias estapafúrdias da carreira de Sandler, esse é sem dúvidas aquele que valida todos os seus exageros. Sendo em sua base o típico filme de esporte carregado de todos os clichês inimagináveis desse gênero, aprimorado por todas nuances de exageros cômicos de Sandler em sua performance mais surtada até hoje como Happy Gilmore, um aprendiz em busca de se tornar um profissional determinado e salvar a casa da vovó, e que desperta as risadas mais inusitadas e quotáveis possíveis. E que ainda presenteia o filme com as melhores participações especiais que vão desde Carl Weathers fazendo praticamente o Apollo Creed do golfe, Christopher McDonald como o vilão mais hilário de uma comédia, e o que falar da icônica porradaria entre Sandler e Bob Barker? Algo que, assim como o filme, só garantem um saco de risadas do início ao fim.

Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe (2017)

E pensar que só havíamos antes visto dois nomes tão familiares como Adam Sandler e Ben Stiller, diferentes e únicos em seu estilo de filmes e humor, contracenando muito brevemente em Um Maluco no Golfe, mas eis que finalmente tiveram aqui a chance de contracenarem juntos de forma muito mais apropriada, mas não do jeito que poderiam esperar nem com o humor que mais pode agradar à todos. Já que se você está em um filme de Noah Baumbach você com certeza estará presenciando uma história cujo os personagens estão mais perdidos do que nunca na vida em que existem com constante angústia existencial. E em Os Meyerowitz você vê ambos Sandler e Stiller, junto de um fabuloso elenco, interpretando esses tipos de personagens enquanto enfrentam a crise familiar presente com ambos um humor tragicômico e o drama complexado que disseca tanto as virtudes quanto as falhas de cada membro da família. Personalidades entregues com tanta genuinidade por todas as performances e principalmente Sandler que mostra empregar tanta genuidade e sentimento à cada uma de suas falas e características. O perfeito tipo de drama familiar e com performances maravilhosas por todos os lados.

Afinado no Amor (1998)

Para vocês aí que nunca acreditaram ser possível chamar uma comédia puramente Adam Sandler, uma com todo o humor escrachado e as piadas envolvendo todo tipo de conotação porca que você possa imaginar, ser realmente boa. Eis que Afinado no Amor está aqui como a prova viva disso, e que é sem dúvidas o melhor filme entre a longa parceria de Sandler com o diretor Frank Coraci, que mesmo dentro de todas as familiaridades e imprevisibilidades que você pode tirar de uma típica comédia do Adam Sandler, consegue também surpreender em outros setores. De um lado sendo um dos primeiros filmes à resgatar o espírito nostálgico dos anos 80 ao mesmo tempo em que em sabe satirizar os seus clichês de forma hilária, ao mesmo tempo em que foi o primeiro filme a estrear o casal de filmes Drew Barrymore e Adam Sandler cuja a parceria só acabou em filmes fofos e divertidos. Como esse que realiza a típica história previsível, mas que surpreendentemente consegue genuíno em seu humor e emoções que fazem desse filme uma digna comédia romântica ótima e memorável.

Embriagado de Amor (2002)

Esse com certeza consegue atrair uma certa unanimidade entre os críticos, mesmo que seja uma ovelha negra entre o público, Adam Sandler não agrada à todos nunca. E parece que foi com esse intuito que Paul Thomas Anderson veio a fazer de Embriagado de Amor o que poderia facilmente ser uma típica comédia romântica cheia das esquisitices de Sandler, o que não deixa de ser, mas que nas mãos do diretor isso se torna um conto quase surreal. Uma comédia de erros e personalidade extrovertida que lembra os melhores filmes de Robert Altman, contando a história de um homem fugindo da mediocridade de sua vida para encontrar e abraçar o amor que lhe permite uma fuga do marasmo. É definitivamente um filme estranho e as vezes incompreensível, mas tão belo e verdadeiro em seu romance trazido a vida com tanta doçura por ambos Sandler e Emily Watson, e ao imenso talento de seu diretor.

Esquecemos de algum filme do Adam Sandler que você adora? Não deixe de nos dizer qual!

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