Cinema

Matthew Lillard rebate Tarantino e agradece defesa de James Gunn e fãs

Matthew Lillard diz que viver o apoio dos fãs após críticas de Quentin Tarantino foi como "assistir ao próprio velório", mas de forma positiva.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O que era para ser um golpe na autoestima se transformou em uma celebração inesperada da carreira de Matthew Lillard. Em entrevista exclusiva à Entertainment Weekly, o ator de “Scooby-Doo” e “Pânico” refletiu sobre a onda massiva de apoio que recebeu após ter sido alvo de críticas ácidas do diretor Quentin Tarantino no ano passado. Para Lillard, a experiência foi surreal, comparável a “assistir ao próprio velório”, mas com o benefício de estar vivo para receber as homenagens.

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A polêmica começou no outono passado, durante o The Bret Easton Ellis Podcast, quando Tarantino disparou contra vários nomes da indústria. Além de chamar Paul Dano de “ator mais fraco do sindicato”, o cineasta declarou abertamente que “não se importa” com o trabalho de Lillard ou Owen Wilson. A fala, considerada gratuita e cruel por muitos, acabou gerando um efeito rebote imediato.

“Bela” reação da indústria e dos fãs

Lillard confessou que a avalanche de tributos no Instagram, TikTok e Twitter foi emocionante. “Todos aqueles e-mails de ‘Descanse em Paz’, tweets e posts… todas as coisas que vemos depois que alguém morre são tão doces. E a realidade é que eu pude viver tudo isso em primeira mão — vivo e chutando!”, desabafou o ator. Ele descreveu a reação do público como algo “bonito” e uma validação necessária em uma profissão marcada pela insegurança.

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“Fico mostrando para minha esposa para convencê-la de que sou digno, de que as pessoas ainda gostam de mim”, brincou Lillard. Ele demonstrou maturidade ao reconhecer que não é obrigado a agradar a todos e que a arte é subjetiva, mas ressaltou a importância de ver colegas de peso saindo em sua defesa.

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Gigantes de Hollywood no contra-ataque

A resposta da comunidade cinematográfica foi rápida e contundente. Mike Flanagan, mestre do terror moderno que dirigiu Lillard em “The Life of Chuck” e o escalou para o reboot da série “Carrie”, não poupou elogios, chamando-o de “o maldito melhor”. James Gunn, atual co-CEO da DC Studios e antigo colaborador de Lillard nos filmes do Scooby-Doo, reforçou o coro, classificando-o como “um dos meus caras e atores favoritos”.

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Até mesmo George Clooney entrou na discussão. Ao receber um prêmio da AARP no início deste ano, o astro declarou publicamente que se sentiria “honrado em trabalhar” com qualquer um dos atores desprezados por Tarantino, deslegitimando a postura elitista do diretor.

A dor e a crítica ao bullying

Apesar de tentar manter o bom humor agora, Lillard não escondeu que o ataque inicial doeu. Em uma aparição anterior na GalaxyCon, em Ohio, ele foi mais direto sobre o impacto emocional das palavras de um ícone do cinema. “Dói seus sentimentos. É uma merda”, admitiu na época.

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O ator também apontou uma hipocrisia na escolha dos alvos de Tarantino, sugerindo que o diretor só ataca quem considera vulnerável. “Você não diria isso para Tom Cruise. Você não diria isso para alguém que é um ator de primeira linha em Hollywood”, criticou Lillard, expondo a dinâmica de poder por trás dos comentários do cineasta. Assim como Paul Dano, que recentemente agradeceu ao mundo por “falar por ele”, Lillard transformou um momento de humilhação pública em uma prova irrefutável de seu legado e carisma.

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