Mila Seidl explica emagrecimento por estresse durante tratamento de Lito Sousa
Mila Seidl explica que emagrecimento recente é por estresse, não Mounjaro, em meio ao tratamento de Lito Sousa contra doença rara.
O que se sabe sobre a doença rara que atinge Lito Sousa, e por que não há cura
O caso de Lito Sousa expõe as poucas opções médicas disponíveis para quem recebe o diagnóstico de Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa fatal também conhecida como encefalopatia espongiforme subaguda. A doença é causada por príons, proteínas que se dobram de forma anormal e induzem outras proteínas saudáveis a fazer o mesmo, levando a uma deterioração progressiva e irreversível do sistema nervoso. Cerca de 85% dos casos surgem de forma espontânea, sem causa identificável, e a condição afeta aproximadamente uma pessoa a cada um milhão por ano, geralmente por volta dos 60 anos.
Não existe tratamento específico capaz de interromper sua progressão, e cerca de 70% dos pacientes morrem no prazo de um ano após o diagnóstico, restando apenas cuidados paliativos para aliviar sintomas como dores e movimentos involuntários.
A linha do tempo do caso
O influenciador e ex-piloto Lito Sousa, de 59 anos, confirmou publicamente um diagnóstico de câncer de próstata em julho de 2026. Ainda durante o tratamento oncológico, ele notou dormência no braço esquerdo, sintoma que levou a uma avaliação neurológica ao retornar ao Brasil.
Os exames apontaram inicialmente uma inflamação cerebral, que evoluiu para o diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob há cerca de três meses. O Ministério da Saúde chegou a identificar um estudo experimental conduzido por pesquisadores de Harvard, nos Estados Unidos, e o ministro Alexandre Padilha afirmou já ter contatado a família e pesquisadores internacionais para tentar viabilizar a participação de Lito na pesquisa. Ele chegou a ser incluído em uma lista de triagem, mas segue aguardando disponibilidade conforme os critérios do protocolo, sem confirmação de aceite no estudo internacional.
Diante dessa limitação, a alternativa encontrada foi a importação de um medicamento experimental distinto, autorizada pela Anvisa por meio de uma liberação excepcional. Segundo a esposa de Lito, Mila Seidl, de 41 anos, amigos e parceiros do casal ajudaram a agilizar o processo, incluindo o transporte do medicamento de helicóptero até a família.
O desabafo de Mila Seidl
Em publicação nos Stories do Instagram, Mila relatou o impacto da rotina de cuidados sobre sua própria aparência e saúde. Ela contou que o filho do casal, Malone, de sete anos, chegou a comentar que a mãe estava “com cara de doente”, e explicou que a perda de peso recente não está relacionada ao uso do medicamento Mounjaro, mas sim ao estresse acumulado desde o diagnóstico do marido. Mila também reforçou que participar da mobilização em torno do caso de Lito tem um lado que considera positivo: a possibilidade de facilitar, no futuro, o acesso de outros pacientes brasileiros a tratamentos experimentais semelhantes e de viabilizar estudos sobre a doença realizados no Brasil.
A empresária já havia negado anteriormente que a família estivesse recebendo tratamento privilegiado por conta da exposição pública do marido, afirmando que o acesso à importação excepcional de medicamentos é “um direito de qualquer pessoa” em situação semelhante, mas que a falta de clareza nas informações costuma dificultar esse processo para famílias sem visibilidade.