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‘Não conseguem explicar’, diz advogado dos presos pelo rope jump fatal em Limeira

Os três seguem presos preventivamente. Uma câmera que estava com a jovem no momento da queda também segue desaparecida.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura
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“Nunca tinha acontecido antes”

Três funcionários presos preventivamente pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, ainda não conseguem explicar como a jovem foi lançada da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, sem estar conectada à corda de segurança. A queda foi de 40 metros.

A defesa dos três afirmou, em entrevista exibida neste domingo, que os envolvidos estão em estado de choque e não compreendem como o procedimento falhou. “Eles já estão há anos fazendo isso. Nunca teve nenhum evento semelhante. E essa foi a primeira vez que aconteceu”, disse o advogado Rafael Gomes dos Santos.

Maria Eduarda havia publicado um story no Instagram pouco antes do salto, às 7h30 da manhã do sábado, com uma foto da ponte e a legenda: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. Horas depois, ela era arremessada sem corda por dois instrutores. Testemunhas presentes gritaram “a corda” no momento da queda. O enterro aconteceu neste domingo, em Jandira, região metropolitana de São Paulo.

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O que cada preso declarou

Os depoimentos dos funcionários investigados revelam uma cadeia de responsabilidade sem dono. Luis Felipe Feliciano Egoroff disse que as tarefas de montagem e verificação dos equipamentos eram distribuídas entre a equipe, e afirmou não se lembrar de quem realizou a última conferência antes do salto de Maria Eduarda. Maicon Fernandes Cintra declarou que participava do processo de checagem dos dispositivos, mas também disse não recordar se fez a inspeção final relacionada ao salto da jovem.

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Câmera desaparece e investigation se expande

Além da falha no equipamento, a Polícia Civil apura o sumiço de uma câmera que estava com Maria Eduarda no momento do acidente. O equipamento não foi localizado até agora e consta no inquérito como objeto de investigação.

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O caso é tratado como homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há assunção do risco de causar morte. Dos seis profissionais que operavam o salto, três permanecem presos preventivamente, os mesmos que participaram diretamente de erguer e lançar a jovem da estrutura.

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A prefeitura de Limeira anunciou que pretende processar o governo federal, argumentando que a ponte, conhecida como Ponte do Esqueleto, é patrimônio federal e que o município já havia pedido controles mais rígidos de acesso ao local.

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