Sem classificação

Netflix promete cinema da Warner; exibidores veem ‘ameaça existencial’

O CEO da Netflix, Ted Sarandos, estendeu um “ramo de oliveira” aos donos de cinemas nesta segunda-feira (8), após a oferta hostil de US$ 108,4 bilhões da Paramount (liderada por David Ellison) que ameaça o acordo de US$ 82,7 bilhões do streaming para comprar a Warner Bros. Sarandos prometeu que a Warner Bros. manterá seu […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura
Publicidade

O CEO da Netflix, Ted Sarandos, estendeu um “ramo de oliveira” aos donos de cinemas nesta segunda-feira (8), após a oferta hostil de US$ 108,4 bilhões da Paramount (liderada por David Ellison) que ameaça o acordo de US$ 82,7 bilhões do streaming para comprar a Warner Bros. Sarandos prometeu que a Warner Bros. manterá seu modelo de lançamento teatral, mas a indústria de exibição permanece alarmada.

Publicidade

Em conferência em Nova York, Sarandos buscou acalmar os temores de que a Netflix desmantelaria as janelas de cinema:

“Não compramos esta empresa para destruir esse valor”, disse Sarandos, destacando que “o negócio teatral é algo sobre o qual nunca falamos muito no passado, por nunca termos estado nesse negócio. Quando este acordo for fechado, estaremos nele, e vamos fazê-lo.”

Publicidade

Sarandos citou o sucesso de bilheteria de filmes recentes da Warner, como A Minecraft Movie, Weapons e Sinners, como prova de que a estratégia teatral agrega valor que não pode ser replicado apenas no streaming.

A ‘ameaça existencial’ da consolidação

Apesar das garantias de Sarandos, que possui um histórico de atrito com os operadores de cinema devido à sua filosofia de janelas curtas, os executivos de exibição veem a consolidação como um perigo estrutural.

Publicidade

Mike Bowers, presidente da Cinema United, alertou que “uma maior consolidação na indústria, não importa quem esteja unindo os estúdios, é uma ameaça real e potencialmente existencial para os cinemas.”

Publicidade

O temor é justificado por precedentes. Após a fusão Disney-Fox em 2019, o número combinado de filmes lançados anualmente pelos estúdios caiu 46%. Essa queda no fornecimento de conteúdo ameaça a viabilidade financeira dos cinemas.

Michael O’Leary, CEO da Cinema United, emitiu um aviso contundente: “O modelo de negócios declarado da Netflix não suporta a exibição teatral. Na verdade, é o oposto.” Ele pediu aos reguladores que analisem o impacto negativo da proposta sobre os consumidores e o ecossistema de entretenimento.

A Batalha por Produção Anual

No lado da concorrência, David Ellison (Paramount) reiterou sua promessa caso vença a disputa, garantindo que os estúdios da Paramount e da Warner Bros. juntos lançariam mais de 30 filmes por ano, buscando “satisfazer o apetite do público que vai ao cinema.”

Publicidade

No entanto, analistas de Wall Street apontam que, além do número de filmes, a grande questão é o quanto a Netflix estará disposta a investir em marketing e no período de exclusividade total das salas de cinema, elementos cruciais para o sucesso das bilheterias.

Tags: #Netflix
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp