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Nicolas Cage oficializa mudança de nome e explica por que não quis ser o ‘primo palhaço’ dos Coppola

Nicolas Cage revelou que legalizou seu nome artístico no ano passado e explica por que quis se distanciar da família Coppola.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Nicolas Cage oficializa mudança de nome e explica por que não quis ser o “primo palhaço” dos Coppola

Nicolas Cage não é mais apenas um nome artístico. O ator revelou em entrevista à Variety que legalizou o nome pelo qual é conhecido no mundo inteiro no ano passado, tornando-se oficialmente Nicolas Cage tanto na vida pessoal quanto profissional. O nascido Nicolas Kim Coppola explicou que a decisão foi motivada pelo desejo de construir uma identidade própria, longe da sombra de uma das famílias mais poderosas de Hollywood.

“Sou Nick Cage. Mudei meu nome legalmente no ano passado. Sou Nick Cage na vida e sou Nick Cage na câmera. É melhor ser o patriarca da minha própria pequena família do que o primo palhaço nas margens da família de outra pessoa, então decidi que vou levar adiante e ser Cage”, disse o ator de 62 anos.

A família que ele quis deixar de representar

Cage é filho do acadêmico e escritor August Coppola e sobrinho do lendário Francis Ford Coppola e da atriz Talia Shire. Entre seus primos estão a cineasta Sofia Coppola e o ator Jason Schwartzman. Juntos, os Coppola acumularam oito Oscars, dez Globos de Ouro, dois BAFTAs, um Grammy e duas Palmas de Ouro em Cannes.

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Apesar de usar o sobrenome profissionalmente desde o início dos anos 1980, Cage manteve o nome Coppola nos documentos até o ano passado. O distanciamento começou cedo na carreira por razões práticas e simbólicas, mas agora é definitivo e legal.

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A origem do nome Cage

O ator contou que a escolha do sobrenome veio de duas referências distintas. A primeira é Luke Cage, personagem da Marvel que ele encontrou nos quadrinhos e cuja sonoridade simplesmente gostou. A segunda é John Cage, compositor experimental americano que era tema recorrente em sua casa durante a infância. “Cresci em uma família muito vanguardista e artística, e havia conversas sobre John Cage e suas composições experimentais”, disse.

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Cage também admitiu querer um nome curto e marcante, à la James Dean. Quanto ao primeiro nome, ele preservou a escolha do pai, mas ressaltou uma frustração antiga: “Meu pai me deu a grafia francesa, o que sempre me frustrou porque todo mundo acrescenta um ‘h’. Não sei por que ele me deu a grafia francesa, mas fez isso.”

Os papéis que quase foram seus

Na mesma entrevista à Variety, Cage revelou dois projetos que quase mudaram o rumo de sua carreira. O primeiro foi o Duende Verde em Homem-Aranha, de 2002, papel que acabou com Willem Dafoe por diferenças criativas. O segundo foi Debi e Loide, de 1994, onde ele chegou perto de interpretar o personagem que ficou com Jeff Daniels ao lado de Jim Carrey.

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Cage usa o sobrenome artístico em praticamente toda sua filmografia, com exceção de um piloto de TV de 1981 e do filme Fast Times at Ridgemont High, de 1982. Agora, pela primeira vez em décadas, o nome na tela e o nome no documento são exatamente o mesmo.

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