Nintendo diz que não planeja novo aumento de preço do Switch 2
Nintendo afirma ter memória garantida para manter o preço do Switch 2, que subiu para R$ 4.599,90 em setembro.
Quem ainda está juntando dinheiro para comprar um Switch 2 ganhou um pouco de tranquilidade. Na apresentação de resultados desta quinta-feira, a Nintendo afirmou que não tem planos de aumentar novamente o preço do console. Segundo a empresa, o estoque de componentes garantido é suficiente para segurar o valor atual por enquanto.
O compromisso chega dois meses depois do primeiro reajuste. Em 1º de setembro, o Switch 2 passou de US$ 449,99 para US$ 499,99 nos Estados Unidos, com aumentos semelhantes em outros mercados. No Brasil, o preço sugerido subiu de R$ 4.499,90 para R$ 4.599,90.
Uma promessa com histórico
A declaração merece ser lida com alguma cautela. No início do ano, o presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, chegou a dizer que o preço do Switch 2 não seria afetado pela crise de memória em 2026, já que a empresa havia comprado componentes com antecedência. Meses depois, a Nintendo anunciou o reajuste, citando mudanças nas condições do mercado.
Desta vez, a empresa reforça que tem estoque suficiente para atravessar o período sem novos aumentos, mas não estabeleceu um prazo para essa garantia. A decisão vem mesmo com uma queda de 16% no lucro, reflexo em boa parte da retração de 37% nas vendas do console no semestre.
Nenhum console escapou
A Nintendo não está sozinha nessa. Sony e Microsoft também aumentaram os preços de seus aparelhos ao longo desta geração, e hoje todos os consoles atuais custam mais do que no lançamento. O fenômeno é raro na história dos videogames, em que os preços costumavam cair com o passar dos anos.
O caso mais extremo é o do Xbox. Na Europa, o Xbox Series X passou a custar 200 euros a mais do que no lançamento. O PS5, que chegou às lojas em 2020, também acumulou reajustes nos principais mercados.
Uma crise que deve durar
O vilão é a escassez global de memória, provocada pela corrida das empresas de tecnologia por chips para data centers de inteligência artificial. Fabricantes passaram a priorizar esses clientes, mais lucrativos, e alguns já avisaram que a falta de componentes deve piorar em 2027.
O efeito já chega aos jogos físicos da própria Nintendo: nesta semana, a Macronix, uma das fornecedoras dos chips usados nos cartuchos do Switch, anunciou que vai abandonar a produção de memória ROM. Enquanto isso, a Nintendo aposta em The Legend of Zelda: Ocarina of Time, lançado hoje com a maior média do ano no Metacritic, para impulsionar as vendas do console no fim de ano.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
Contato: matheus@nosbastidores.com.br
Comentários 0
Sem senha nova e sem cadastro. Seu nome e sua foto aparecem no comentário; o e-mail nunca. Ao entrar, você aceita as .
Ninguém comentou ainda. Que tal abrir a conversa?
Ofensa, golpe e spam não entram no ar. Quando o filtro fica em dúvida, o comentário espera a equipe dar uma olhada.