NVIDIA anuncia RTX Spark na Computex 2026: superchip com IA local e jogos AAA em notebooks finos
NVIDIA apresenta o RTX Spark na Computex 2026, superchip com GPU Blackwell e 128 GB de memória para IA local, criação e games.
NVIDIA anuncia RTX Spark na Computex 2026 e aposta que o PC vai virar plataforma de agentes de IA
A NVIDIA apresentou nesta segunda-feira, 1º de junho, o RTX Spark, novo superchip que a empresa posiciona como uma reinvenção completa do computador pessoal. O anúncio foi feito por Jensen Huang durante o keynote da GTC Taipei, na Computex 2026, e reúne em um único chip a GPU Blackwell com 6.144 núcleos CUDA, uma CPU ARM de 20 núcleos desenvolvida em parceria com a MediaTek e até 128 GB de memória unificada compartilhada entre os dois processadores.
O chip vai alimentar notebooks finos com bateria para o dia inteiro e desktops compactos de fabricantes como ASUS, Dell, HP, Lenovo, Microsoft Surface e MSI, com lançamento previsto para o segundo semestre de 2026. Os preços ainda não foram confirmados, mas o DGX Spark, produto anterior com arquitetura similar voltado ao Linux, saiu por US$ 3.999 no lançamento e hoje custa US$ 4.699, o que oferece uma referência para o mercado premium dessa categoria.
O que Jensen Huang quer dizer com “reinventar o PC”
Huang foi direto sobre a mudança de paradigma que a NVIDIA está apostando. “Por quarenta anos, você abriu aplicativos. Clicou. Digitou. Com o RTX Spark e o Windows, você pede e o PC faz o trabalho”, disse o CEO durante o keynote. A frase resume a aposta central do produto: transformar o computador de uma ferramenta que responde a comandos manuais em um ambiente onde agentes de IA executam tarefas de forma autônoma.
A proposta tem base técnica concreta. O RTX Spark entrega 1 petaflop de processamento em IA na precisão FP4, suficiente para rodar modelos de linguagem de 120 bilhões de parâmetros com janela de contexto de 1 milhão de tokens diretamente no dispositivo, sem depender de servidores em nuvem. A NVIDIA desenvolveu o NVIDIA OpenShell, uma camada de software que permite ao usuário definir o que os agentes podem ou não fazer, rotear consultas entre modelos locais e em nuvem e mascarar informações pessoais antes que dados sejam enviados a serviços externos.
Parceria com Microsoft e segurança para agentes locais
A colaboração com a Microsoft vai além do suporte ao Windows. As duas empresas trabalham juntas em novos mecanismos de segurança do sistema operacional que garantem que agentes de IA rodem localmente com identidade, contenção e políticas definidas pelo próprio usuário. A integração chega à barra de tarefas do Windows e será detalhada na Microsoft Build, que acontece de 2 a 3 de junho.
Satya Nadella, CEO da Microsoft, participou do anúncio. “Nosso objetivo é entregar inteligência ilimitada para cada casa e cada mesa com Windows. O RTX Spark representa um avanço real nessa visão”, disse o executivo.
Games, criação e os parceiros que já adotaram a plataforma
Além da IA, o RTX Spark mantém o DNA gamer da NVIDIA. O chip suporta jogos AAA em resolução 1440p acima de 100 quadros por segundo com ray tracing, DLSS e Reflex. Para criadores, o chip roda renderizações 3D de 90 GB com OptiX e DLSS, edição de vídeo em 12K e o novo DLSS 4.5 com modelo transformer de segunda geração, que chega ao Blender 5.3 e a dezenas de jogos.
Mais de 100 parceiros de software já confirmaram suporte à plataforma, incluindo Adobe, Blackmagic Design, ComfyUI e OTOY. No lado dos games, Xbox, Riot Games, Remedy Entertainment e NetEase estão entre os estúdios que já trabalham com o RTX Spark. A Dell confirmou o XPS 16 Creator Edition como um dos primeiros notebooks com o chip, e a Microsoft lança o Surface Laptop Ultra com a mesma plataforma.