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Lista | Os 10 Filmes mais Superestimados vencedores do Oscar

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Todos os anos, muitos criticam o Oscar – e outras premiações – pela irrelevância. Afinal, como que se mede um “melhor trabalho artístico”? Não é algo relativo? Com certeza. Mas o Academy Awards, tem um papel fundamental de imortalizar seus premiados na história do cinema (principalmente o americano). Será? Será que nós lembramos dos vencedores da mesma forma que nossa memória afetiva é muito mais forte com outros filmes do mesmo ano? Existe um corpo de jurados especialistas, a tal Academia, que se propões coroar os melhores em cada categoria, mas parece que não é assim com todo ano. Eu e João Pedro Gibran olhamos para os premiados em melhor filme ao longo das 88 edições passadas da maior cerimônia de Hollywood e elencamos “Os 10 Filmes mais Superestimados do Oscar”.

 

2013: Argo

Além de Argo, dirigido por Ben Affleck, o ano trazia diretores de peso como Ang Lee (melhor diretor) com sua exuberante história de sobrevivência, As Aventuras de Pi;  Tarantino finalmente fazendo um western, o  Django Livre (roteiro original e melhor ator coadjuvante para Christopher Waltz); Spielberg com o drama autobiográfico Lincoln (melhor ator para Daniel Day-Lewis); Kathryn Bigelow, que cravou a trinca em 2010 com filme, direção e roteiro por Guerra ao Terror, com o drama de guerra A Hora Mais Escura; Tom Hoper (que jajá será mencionado novamente) com a adaptação musical do clássico de Victor Hugo, Os Miseráveis (atriz coadjuvante); e o queridinho da Academia, David O’Russell, com um de seus melhores longas, a comédia romântica protagonizada por dois personagens que sofrem de distúrbio bipolar, O Lado Bom da Vida (melhor atriz). Argo não é perfeito, talvez não o melhor ou mais popular do ano, mas muitíssimo bem conduzido e com um ótimo roteiro (que ganhou o Oscar também). Ainda assim, a disputa foi acirrada e a premiação fragmentada. Argo acabou que abandonado. (Rodrigo de Assis)

2011: O Discurso do Rei

Tom Hoper: ame-o, odeie-o ou esqueça-o. É sério que a Academia optou por coroar O Discurso do Rei na mesma edição de 127 Horas, Cisne Negro, Toy Story 3, A Rede Social, Bravura Indômita e A Origem? O Discurso do Rei  é um filme que entretém, tem o humor bem balanceado, mas não traz nada de novo e muito menos um primor técnico. Num dos anos com a disputa mais acirrada, vence o mais esquecível. Vai entender. (RA)

2009: Quem Quer Ser Um Milionário?

O longa dirigido por Danny Boyle e estrelado por Dev Patel  ganhou oito de dez indicações dadas pela Academia (Incluindo Filme, Diretor e Roteiro Original) e teve uma boa aceitação do público e da crítica. Mas por que ele é pouco lembrado? Porque a 81ª cerimônia – a última com cinco indicados a Melhor Filme – esnobou Batman – O Cavaleiro das Trevas e a animação Wall-E, que figuraram entre as maiores bilheterias do ano (primeira e nona colocação, respectivamente). O Oscar, como em todo show, quer uma boa audiência e ter esses dois filmes fora da categoria principal contribuiu para que o ano tivesse um do ibopes mais baixos da cerimônia. Não apenas Quem Quer Ser Milionário? caiu em esquecimento, como os outros concorrentes daquele ano (Milk – A Voz da Igualdade de Gus Van Sant; O Leitor de Stephen Daldry; O Curioso Caso de Benjamin Button de David Fincher; Frost/Nixon de Ron Howard).  (João Pedro Gibran)

2006: Crash – No Limite

O longa de Paul Haggis “tirou” o prêmio principal da obra mais memorável, O Segredo de Brokeback Mountain, e com o tempo foi sumindo da memória do público. O romance envolvendo dois cowboys homossexuais conduzida por Ang Lee (que inclusive levou Melhor Diretor) era o filme favorito do público e crítica. Ao invés de premiar um drama polêmico, a Academia optou por celebrar Crash, que acaba por ser um grande panorama social sobre o preconceito racial em Los Angeles. Essa decisão deixou o público distante e com raiva do filme de Haggis. Crash é mais lembrado como o filme que esnobou Brokeback Mountain e já foi considerado como um dos filmes mais fracos ao ganhar o Oscar, chegando no ponto do próprio diretor dizer que não merecia o prêmio.  (JP)

1999: Shakespeare Apaixonado

Foi a batalha “amor x guerra”, segundo o crítico Richard Corliss da TIMEs. Afinal, Shakespeare Apaixonado de John Madden competia, naquele ano, contra O Resgate do Soldado Ryan, um dos filmes mais intensos de Spielberg. De certa forma, a presença de Shakespeare Apaixonado no Oscar lembra a atual campanha de La La Land: são dramas românticos, com história rasa e pautada na nostalgia. A Academia adora homenagens e o votantes provavelmente acharam que premiar Shakespeare Apaixonado, seria premiar o célebre escritor. De bônus, o vencedor do Oscar de 1999 ainda derrotou Além da Linha Vermelha, obra-prima de Terrence Malik; o italiano A Vida é Bela, dirigido, roteirizado e protagonizado por Roberto Benigni; e a nossa querida Fernanda Montenegro na categoria de melhor atriz, por Central do Brasil. (RA)

 

1990: Conduzindo Miss Daisy

O australiano Bruce Beresford fez uma deliciosa comédia. Morgan Freeman e Jessica Tandy – ambos indicados, ela ganhou Melhor Atriz – demonstram uma química excelente em uma história encantadora. Infelizmente, Conduzindo Miss Daisy é um filme lembrado apenas quando o assunto é o Oscar. Não é tão visto como uma obra em si, o que é ruim para qualquer filme. Além de tudo, concorreu com obras mais marcantes como Sociedade dos Poetas Mortos de Peter Weir, Meu Pé Esquerdo de Jim Sheridan e Nascido em Quatro de Julho de Oliver Stone. Uma pena, pois Miss Daisy é um ótimo filme.  (JP)

 

1981: Gente Como a Gente

O longa que marcou a estreia do galã Robert Redford na direção foi apagado pelo filme em que venceu em, uma das maiores obras primas de Martin Scorsese: Touro Indomável. O filme de Redford ganhou quatro prêmios da Academia – Filme, Direção, Roteiro Adaptado e Ator Coadjuvante para Timothy Hutton – e acabou caindo ao ostracismo através dos anos, enquanto o filme de Scorsese foi ganhando o status de cult. Nem mesmo os fãs de Redford como diretor conversam sobre Gente Como a Gente, que chamou a atenção na época por revelar Hutton e dar à comediante Mary Tyler Moore a chance de interpretar uma personagem complexa em luto com a morte do filho. É o clássico do caso do ótimo filme que teve a infelicidade de ganhar de um que é melhor que ele. (JP)

 

1969: Oliver!

O musical dirigido por Carol Reed, baseado no romance Oliver Twist de Charles Dickens, recebeu nota máxima do respeitado crítico Roger Ebert, que escreveu “tão bem feito quanto um filme pode ser”, foi sucesso de público (o sétimo em bilheteria no ano) e ainda conquistou mais outras cinco estatuetas (incluindo diretor). Ainda assim, quando pensamos em adaptação do livro de Dickens, o filme que primeiro remete é o mais recente, de 2005, dirigido por Roman Polanski. Este, que por sinal, entrava Oscar no ano de 1969 com O Bebê de Rosemary, uma de suas obras mais marcantes. O suspense foi esnobado na categoria principal, assim como outra grande obra-prima, uma das maiores, 2001: Uma Odisseia no Espaço. (RA)

 

1968: No Calor da Noite

Esse policial dirigido por Norman Jewison ganhou cinco Oscars (Filme, Ator para Rod Steiger, Montagem, Roteiro Adaptado e Som). Foi considerado um dos mais importantes da época por mostrar um detetive negro (Sidney Poitier), parceiro de um xerife racista (Rod Steiger) no sul dos Estados Unidos. Poitier já tinha entrado para a história como o primeiro ator negro a ganhar o Oscar de Melhor Ator e já havia feito filmes com temática racista no mesmo ano, como Adivinhe Quem Vem Para Jantar e Ao Mestre com Carinho. Se No Calor da Noite teve essa importância toda, por que foi esquecido? Porque ele foi considerado como “mais um filme sobre racismo”. A obra foi catalogada por uma espécie de subgênero. Uma bobagem, porque filmes que contém o racismo como tema necessitam de seu lugar ao sol e ainda são um importante assunto que para tema de discussões. Um filme com a força histórica como No Calor da Noite deve ser resgatado e merece ser lembrado assim como 12 Anos de Escravidão, O Sol é Para Todos ou Missipi em Chamas. Além de tudo, o filme de Jewison concorreu com obras mais populares, como A Primeira Noite de Um Homem, de Mike Nichols e Bonnie & Clide – Uma Rajada de Balas, de Arthurt Penn. (JP)

1942: Como era Verde o Meu Vale

John Ford, nesse ano, cravou o Oscar de melhor diretor e foi o primeiro ter ganhado três vezes na história da premiação. O longa levou também ator e fotografia e poderia dizer-se que com justiça, afinal, o drama familiar sobre a família Morgan é emocionante em excelência. Mas ele esteve frente a frente com aquele considerado por muitos como o “melhor filme da história”, Cidadão Kane. O primeiro filme de Orson Welles (dirigiu com 26 anos), é cerebral, complexa e crítica. Talvez o tom provocador a tenha prejudicado, talvez a preferência por um veterano consagrado. Até o próprio Welles costumava dizer: “Eu prefiro os velhos mestres; com isso, quero dizer: John Ford, John Ford e John Ford”.

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Publicado por Redação Bastidores

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