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Remaster de The Witcher 3 crava notas altas e vira o jogo mais bem avaliado de 2026

The Witcher 3 Remastered é gratuito para quem já tem o jogo e supera até a nota 92 da versão original no Metacritic.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura

Onze anos depois do lançamento original, Geralt de Rívia voltou ao topo. The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered chegou nesta terça-feira (29) ao PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC com média 94 no Metacritic. Até o momento, é a maior nota de um jogo lançado em 2026, acima inclusive dos 92 que a versão de 2015 mantém no agregador.

As primeiras análises começaram a sair na segunda-feira e foram praticamente unânimes nos elogios. A novidade chega como produto independente para novos jogadores e como atualização gratuita para quem já tem o RPG da CD Projekt Red nas plataformas da geração atual. No Brasil, a liberação aconteceu às 7h, no horário de Brasília.

Quem ficou para trás no ranking

O remaster empata numericamente com Sektori, jogo de tiro com controle em dois analógicos que também tem média 94, mas fica à frente pelo cálculo detalhado do Metacritic. Logo atrás aparecem o remake Trails in the Sky 2nd Chapter e a aventura cooperativa Big Walk, ambos com 91.

A nota não basta para colocar o jogo entre os 50 melhores de todos os tempos no site, lista em que todos têm 95 ou mais. Por enquanto, o remaster ocupa a 63ª posição, logo abaixo de Metroid Prime Remastered e Batman: Arkham City e acima de Chrono Cross e da versão de 3DS de The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

O que muda no remaster

A CD Projekt Red foi além do visual. A nova versão, desenvolvida em parceria com o estúdio Yigsoft, traz melhorias gráficas, combate e exploração aprimorados, novos efeitos sonoros para alguns sinais e uma árvore de habilidades reformulada. O pacote também adiciona transmogrificação, recurso que permite mudar a aparência das armaduras sem perder os atributos.

As duas expansões lançadas anteriormente, Hearts of Stone e Blood and Wine, agora fazem parte do jogo base sem custo extra. Os saves antigos continuam funcionando, e a atualização tem cerca de 45 GB.

Toque na tela e jogo cruzado no Xbox

A versão de Switch 2 ganhou recursos exclusivos. O principal é o suporte à tela sensível ao toque no modo portátil, que permite escolher diálogos, organizar o inventário e jogar partidas de Gwent com os dedos. Quem tinha o jogo no primeiro Switch pode resgatar a nova edição sem pagar nada.

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No Xbox, o remaster transforma The Witcher 3 em um título Play Anywhere, algo que o jogo nunca teve na plataforma. Com isso, quem compra ou atualiza a versão de console também passa a ter acesso à versão de PC sem custo adicional. O RPG estreia ainda no Battle.net, fruto de uma parceria com a Blizzard.

A próxima aventura de Geralt

O remaster também prepara o terreno para Songs of the Past, terceira expansão de The Witcher 3, prevista para 2027. A nova história leva Geralt a Letten, terra natal do bardo Jaskier, uma região rural e idílica que esconde um segredo sombrio. A CD Projekt Red desenvolve o conteúdo em parceria com o Fool’s Theory, estúdio comandado por veteranos do jogo original.

A empresa já tratou a expansão como uma espécie de prólogo para The Witcher 4, ainda sem data de lançamento. Por causa dela, o remake do primeiro The Witcher, de 2007, foi colocado em pausa. Segundo a CD Projekt Red, o projeto não foi cancelado, mas depende de ferramentas e tecnologias que ainda estão sendo criadas para The Witcher 4.

Um clássico que se recusa a envelhecer

Lançado em maio de 2015, The Witcher 3 é baseado nos livros do polonês Andrzej Sapkowski e virou referência entre os RPGs de mundo aberto. O jogo acumulou prêmios de Jogo do Ano e passou da marca de 50 milhões de cópias vendidas, segundo números divulgados pela CD Projekt em 2023.

O remaster é a segunda grande reformulação do título. Em dezembro de 2022, a empresa já tinha lançado uma atualização gratuita de nova geração para PS5 e Xbox Series X|S, com ray tracing e melhorias de desempenho.

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