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Review | Death Stranding 2: On the Beach atinge sua expressão máxima no PC

Nos últimos anos, poucos jogos dividiram tanto opiniões quanto Death Stranding. Quando o primeiro jogo chegou ao mercado, ele rapidamente se tornou um daqueles projetos que despertam reações intensas: para alguns jogadores, era uma experiência singular e quase meditativa sobre conexão humana; para outros, parecia um jogo lento demais, distante das expectativas de um grande […]

Daniel Tanan
Daniel Tanan Redação
15 min de leitura
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Nos últimos anos, poucos jogos dividiram tanto opiniões quanto Death Stranding. Quando o primeiro jogo chegou ao mercado, ele rapidamente se tornou um daqueles projetos que despertam reações intensas: para alguns jogadores, era uma experiência singular e quase meditativa sobre conexão humana; para outros, parecia um jogo lento demais, distante das expectativas de um grande blockbuster de ação.

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 Pessoalmente, sempre estive entre aqueles que apreciaram a proposta original. A ideia de transformar deslocamento, logística e reconstrução social em mecânicas centrais de gameplay me pareceu ousada e, justamente por isso, fascinante. Ainda assim, é impossível ignorar que boa parte do público acabou se afastando do jogo por esperar algo completamente diferente.

Agora, com a chegada de Death Stranding 2: On the Beach,  especialmente em sua versão para PC, surge uma pergunta interessante. A sequência mantém a essência contemplativa que definiu o primeiro jogo, mas também introduz mudanças perceptíveis no ritmo da experiência, com mais ação, maior variedade de equipamentos e ajustes na progressão. 

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Assim, nos perguntamos se essa sequência conseguiu agradar tanto os jogadores que já apreciavam a proposta original quanto aqueles que se afastaram dela no passado? Encontramos essa resposta na recepção do jogo no PS5, mas e agora que ele encontra um público maior no PC? É isso que será analisado a seguir.

Caminhar, Lutar e Conectar

Desde o lançamento do primeiro Death Stranding, a proposta da série sempre girou em torno de uma ideia bastante incomum: transformar deslocamento, logística de entrega e conexão entre pessoas em mecânicas centrais de gameplay.

Em Death Stranding 2: On the Beach, essa filosofia continua presente, mas com mudanças perceptíveis que tornam a experiência mais dinâmica e, em muitos momentos, mais acessível. O resultado é um jogo que mantém a identidade contemplativa do original, mas que também abraça com mais frequência momentos de ação e variedade mecânica.

A base da jogabilidade continua sendo o papel do porter, o entregador responsável por transportar cargas através de um mundo hostil e fragmentado. Caminhar pelo cenário ainda é uma atividade deliberadamente lenta e estratégica.

 Cada objeto carregado afeta o equilíbrio do protagonista, o terreno exige atenção constante e o planejamento de rotas continua sendo fundamental. Subir montanhas, atravessar rios ou lidar com tempestades não é apenas um detalhe estético: essas variáveis moldam diretamente a forma como o jogador se move pelo mundo.

Esse tipo de sistema ainda pode parecer estranho para quem chega esperando um jogo de ação tradicional. Porém, assim como no primeiro título, existe uma satisfação muito particular em dominar o terreno. Planejar uma entrega complicada, construir uma rota eficiente e finalmente completar uma viagem longa cria um tipo de recompensa diferente da maioria dos jogos de mundo aberto.

Uma das mudanças mais perceptíveis em relação ao primeiro jogo está justamente no ritmo geral da experiência. Enquanto o título original muitas vezes se apoiava quase exclusivamente na sensação de solidão e exploração, a sequência introduz confrontos com mais frequência. Inimigos humanos e entidades sobrenaturais continuam presentes, mas agora o jogo parece mais disposto a permitir que o jogador enfrente essas ameaças de forma direta.

Essa mudança se reflete principalmente na variedade de armas disponíveis. Logo nas primeiras horas, o jogador já tem acesso a equipamentos que antes levavam mais tempo para aparecer no primeiro jogo.

 Armas não letais continuam sendo incentivadas, mantendo a filosofia de evitar mortes que poderiam gerar consequências no mundo, mas existe uma sensação maior de preparo para lidar com confrontos. Rifles, granadas especiais e ferramentas de combate ampliam as possibilidades táticas durante encontros hostis.

Essa presença maior de ação não significa que o jogo abandona seu ritmo característico. Na verdade, a sequência parece tentar equilibrar melhor os dois lados da experiência. Há momentos em que você passa longos minutos apenas atravessando paisagens desoladas, ouvindo música ambiente e tentando manter o equilíbrio da carga. Em outros, surgem confrontos que exigem movimentação rápida, uso inteligente de equipamentos e decisões mais imediatas.

Outro aspecto que evolui bastante é o sistema de equipamentos. O jogo introduz ferramentas de mobilidade e suporte com maior frequência desde o início da campanha. Estruturas portáteis, veículos e dispositivos de assistência tornam o deslocamento progressivamente mais eficiente. Isso ajuda a reduzir uma das críticas mais comuns ao primeiro jogo: o tempo que levava até que o jogador tivesse acesso às ferramentas mais interessantes.

Mesmo assim, a progressão continua sendo parte essencial da experiência. Cada nova tecnologia desbloqueada altera a forma como o jogador interage com o mundo. Um simples exoesqueleto pode transformar uma travessia difícil em uma tarefa relativamente simples. Veículos permitem cobrir distâncias maiores com rapidez, mas também exigem planejamento logístico, combustível e infraestrutura.

Essa infraestrutura, aliás, continua sendo um dos elementos mais originais da série: o chamado Social Strand System. A ideia de que estruturas criadas por outros jogadores aparecem no seu mundo continua funcionando como uma metáfora de cooperação indireta.

 Pontes construídas por desconhecidos, escadas abandonadas em locais estratégicos ou carregamentos esquecidos criam a sensação de que outras pessoas estão atravessando o mesmo mundo ao mesmo tempo.

Esse sistema reforça um dos temas centrais da série: conexão. Mesmo em um jogo que frequentemente enfatiza isolamento, o ambiente vai lentamente sendo transformado pela colaboração coletiva dos jogadores.

Os confrontos contra chefes também mostram sinais de evolução. Eles tendem a ser mais espetaculares e menos raros do que no primeiro jogo. Algumas batalhas exploram melhor o arsenal disponível e exigem mais movimentação e adaptação tática. Ainda não se trata de um jogo focado exclusivamente em combate, mas essas sequências ajudam a quebrar o ritmo contemplativo da exploração.

Outro ponto interessante da sequência é a maior variedade de ambientes. O mundo continua sendo vasto e muitas vezes desolado, mas novas regiões trazem desafios diferentes. Alterações climáticas, terrenos mais instáveis e estruturas urbanas em ruínas criam situações que exigem abordagens distintas. Cada nova área acaba funcionando quase como um quebra-cabeça logístico a ser resolvido.

No entanto, quando falamos especificamente da versão de PC, a experiência ganha algumas camadas técnicas adicionais. O port foi desenvolvido com um conjunto robusto de opções gráficas e configurações de desempenho, permitindo que o jogador ajuste praticamente todos os aspectos visuais do jogo. 

Há suporte para tecnologias modernas de upscaling como DLSS, FSR e XeSS, além de opções de geração de quadros que ajudam a aumentar a taxa de frames em máquinas mais modestas.

Outra vantagem importante é a possibilidade de jogar com framerate destravado. Enquanto versões de console normalmente operam dentro de limites específicos de desempenho, no PC é possível alcançar taxas de quadros muito mais altas dependendo do hardware disponível. Isso torna a movimentação e o combate mais fluidos, especialmente em cenários mais abertos.

A versão para computador também oferece suporte completo para monitores ultrawide, permitindo jogar em proporções como 21:9 ou até 32:9. Essa característica amplia ainda mais a sensação de escala das paisagens do jogo, que já eram impressionantes no console. Em telas maiores, o horizonte parece se estender ainda mais, reforçando a sensação de jornada em um mundo vasto e silencioso.

Outro detalhe importante é a flexibilidade de controle. Jogadores podem optar por teclado e mouse totalmente configuráveis ou utilizar o controle DualSense com suporte a feedback háptico e gatilhos adaptativos. Essa liberdade de escolha ajuda a tornar o port bastante acessível para diferentes perfis de jogadores.

Claro que nem tudo é perfeito. Como acontece com muitos ports recentes de jogos originalmente desenvolvidos para consoles, o desempenho pode variar dependendo do hardware.

 Embora o jogo ofereça muitas opções de configuração, máquinas mais modestas podem exigir ajustes consideráveis para manter estabilidade em resoluções mais altas. Ainda assim, a presença dessas opções garante que uma ampla variedade de sistemas consiga rodar o jogo de forma satisfatória.

No fim das contas, a jogabilidade de Death Stranding 2 continua sendo uma experiência bastante singular dentro do cenário dos jogos modernos. A sequência não abandona a proposta contemplativa do primeiro título, mas introduz melhorias que tornam o ritmo mais equilibrado. Mais armas, mais confrontos e acesso antecipado a equipamentos ajudam a tornar a jornada menos lenta sem destruir sua identidade.

Somada às possibilidades técnicas da versão de PC, como taxas de quadros mais altas, suporte a ultrawide e configurações gráficas avançadas, a experiência se torna ainda mais flexível e personalizada. 

Para quem aprecia jogos que desafiam convenções tradicionais do gênero, Death Stranding 2 continua sendo uma proposta única: um jogo sobre atravessar o mundo, conectar pessoas e encontrar significado no próprio ato de seguir em frente.

As Cicatrizes de um Mundo Desconectado

Desde o primeiro jogo, a série Death Stranding sempre demonstrou um interesse particular por temas ligados à conexão humana. Em um mundo devastado por um evento inexplicável que rompeu as fronteiras entre vida e morte, a narrativa girava em torno da reconstrução de laços sociais em meio à solidão.

 Em Death Stranding 2: On the Beach, essa ideia permanece central, mas o tom da história se torna visivelmente mais introspectivo. Se o primeiro jogo falava principalmente sobre reconectar um mundo fragmentado, a sequência parece mais interessada em explorar o que acontece quando essas conexões falham, e como o isolamento pode amplificar sentimentos como perda, culpa e luto.

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A narrativa parte novamente da trajetória de Sam Porter Bridges, personagem que já carregava no jogo anterior uma relação complexa com a ideia de proximidade humana. Sam sempre foi alguém marcado pela dificuldade de estabelecer vínculos físicos e emocionais, uma característica que funcionava como metáfora para o estado do próprio mundo em que ele vivia. 

No entanto, na sequência, essa condição parece ganhar um peso ainda maior. O protagonista já não está apenas tentando reconstruir pontes entre comunidades isoladas; ele também precisa lidar com as consequências emocionais das experiências que viveu anteriormente.

Esse foco no luto aparece de maneira mais direta ao longo da narrativa. Enquanto o primeiro jogo tratava a morte muitas vezes de forma conceitual ou simbólica, através das entidades sobrenaturais conhecidas como BTs e da própria ideia da “praia” como espaço liminar entre vida e morte, Death Stranding 2 aborda o impacto psicológico da perda de maneira mais frontal. Personagens lidam com ausências, memórias e traumas de forma muito mais explícita, criando uma atmosfera emocional mais densa.

Esse tom mais reflexivo também parece dialogar diretamente com o contexto histórico em que o roteiro foi reescrito. Durante o período da pandemia de COVID-19, grande parte do mundo experimentou níveis inéditos de isolamento social. Pessoas passaram longos períodos separadas de familiares, amigos e comunidades inteiras.

Esse tipo de experiência coletiva inevitavelmente alterou a maneira como muitos artistas passaram a refletir sobre temas como solidão, perda e reconexão. No caso de Death Stranding 2, essa mudança é perceptível na forma como o jogo enfatiza as consequências psicológicas do isolamento prolongado.

A história frequentemente sugere que o luto, quando vivido em solidão absoluta, pode se transformar em algo ainda mais difícil de processar. Personagens que se afastam completamente dos outros acabam presos em ciclos de memória e culpa.

O mundo do jogo, com suas paisagens vastas e silenciosas, funciona quase como uma extensão física desse estado emocional. Regiões inteiras parecem congeladas no tempo, como se carregassem as marcas de perdas que nunca foram realmente superadas.

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Outro aspecto interessante da narrativa é a maneira como ela continua explorando a ideia da “praia”. Dentro da mitologia da série, a praia representa um espaço intermediário entre o mundo dos vivos e o dos mortos, um lugar onde memórias, emoções e identidades parecem se misturar.

 Em Death Stranding 2, esse conceito ganha novas camadas simbólicas. Mais do que um fenômeno sobrenatural, a praia passa a funcionar também como metáfora para estados emocionais liminares, momentos em que personagens se encontram presos entre seguir em frente ou permanecer presos ao passado.

Essa abordagem reforça a sensação de que o mundo do jogo está constantemente oscilando entre dois polos: conexão e isolamento. Enquanto algumas comunidades tentam reconstruir laços coletivos, outras se fecham completamente em si mesmas.

Essa tensão cria um cenário em que cada encontro humano se torna potencialmente significativo. Conversas aparentemente simples carregam o peso de pessoas que passaram tempo demais sozinhas.

A narrativa também mantém a tradição da série de apresentar personagens excêntricos e, muitas vezes, enigmáticos. Figuras que surgem ao longo da jornada frequentemente carregam histórias pessoais marcadas por perdas profundas ou escolhas difíceis.

 Alguns representam diferentes formas de lidar com o luto: há aqueles que tentam seguir em frente reconstruindo relações, enquanto outros preferem se refugiar em isolamento ou em obsessões pessoais.

Esse mosaico de histórias individuais ajuda a ampliar o alcance temático da narrativa. Em vez de tratar o luto apenas como experiência do protagonista, o jogo mostra como diferentes pessoas reagem à perda de maneiras distintas. Algumas encontram significado na colaboração com os outros, enquanto outras parecem incapazes de abandonar o passado.

A presença constante de tecnologia também continua sendo parte importante do discurso narrativo. No universo de Death Stranding, dispositivos que permitem comunicação à distância coexistem com um mundo físico praticamente despovoado.

 Essa contradição cria um comentário interessante sobre o papel da tecnologia nas relações humanas contemporâneas. Mesmo em um cenário onde a comunicação digital é possível, a ausência de contato humano direto ainda provoca efeitos profundos.

Essa dimensão temática aproxima a narrativa de reflexões bastante atuais. Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, mas frequentemente marcado por sentimentos de isolamento individual, Death Stranding 2 parece sugerir que a verdadeira reconexão exige algo além de simples comunicação tecnológica. É necessário reconstruir vínculos emocionais reais e isso é algo que exige vulnerabilidade, tempo e disposição para enfrentar memórias dolorosas.

Apesar de lidar com temas pesados, a história não se limita a um tom sombrio. Há também momentos de esperança e reconstrução. Pequenos gestos de cooperação, encontros inesperados e comunidades que começam a se reorganizar oferecem vislumbres de um futuro possível. Esses momentos funcionam quase como contrapontos emocionais às reflexões mais melancólicas do jogo.

A própria jornada de Sam reflete essa dualidade. Ao longo da narrativa, ele continua sendo alguém profundamente marcado pelo passado, mas também demonstra sinais de mudança. A experiência de carregar não apenas cargas físicas, mas também responsabilidades emocionais, parece transformá-lo gradualmente. A ideia de que conexões humanas podem ser reconstruídas, mesmo depois de traumas profundos, permanece como um dos pilares da série.

Outro mérito da narrativa está na forma como ela mistura elementos filosóficos com momentos mais intimistas. O jogo ainda apresenta conceitos complexos relacionados à sua mitologia, como a natureza da praia, o papel das entidades sobrenaturais e o funcionamento do mundo após o Death Stranding. 

A narrativa tenta equilibrar essas explicações com histórias mais pessoais. Em muitos momentos, os acontecimentos mais impactantes não envolvem fenômenos cósmicos, mas decisões humanas simples e suas consequências emocionais.

Naturalmente, essa abordagem também pode gerar algumas divisões entre jogadores. Assim como no primeiro título, a narrativa de Death Stranding 2 não segue uma estrutura tradicional de blockbuster de ação. 

Longas sequências de diálogo, monólogos introspectivos e momentos contemplativos fazem parte da experiência. Para alguns jogadores, essa densidade temática pode ser fascinante; para outros, pode parecer excessivamente lenta ou abstrata.

Ainda assim, é difícil negar a ambição do projeto. Poucos jogos contemporâneos tentam discutir temas como luto, isolamento e reconexão com tanta franqueza. Em vez de tratar essas questões apenas como pano de fundo para a ação, Death Stranding 2 as coloca no centro de sua narrativa.

No fim das contas, a história do jogo funciona como uma espécie de reflexão sobre o que significa continuar vivendo depois de perdas profundas. Em um mundo onde a morte literalmente atravessa as fronteiras da realidade, o verdadeiro desafio dos personagens não é apenas sobreviver, é encontrar maneiras de seguir em frente sem perder completamente o vínculo com os outros. Nesse sentido, Death Stranding 2 se estabelece não apenas como uma continuação da jornada de Sam, mas como uma meditação sobre o peso das memórias e a necessidade humana de conexão, mesmo em tempos de isolamento extremo.

Conclusão

Death Stranding 2: On the Beach encontra um ambiente especialmente favorável no PC para demonstrar suas qualidades técnicas. As opções gráficas amplas, o suporte a tecnologias modernas de upscaling, taxas de quadros desbloqueadas e compatibilidade com monitores ultrawide ajudam a valorizar ainda mais a escala impressionante de suas paisagens. 

A travessia por ambientes vastos e silenciosos, algo que sempre foi central para a identidade da série, ganha uma fluidez adicional quando executada em máquinas capazes de sustentar taxas de quadros mais altas.

 Soma-se a isso a flexibilidade de controles e ajustes de desempenho, e o resultado é um port bastante sólido, que não apenas preserva a experiência original como também a apresenta em sua forma tecnicamente mais refinada.

Narrativamente, o jogo também demonstra uma evolução interessante em relação ao primeiro título. Ao aprofundar temas como luto, memória e as consequências emocionais do isolamento, a história assume um tom mais introspectivo e humano.

 A jornada de Sam Porter Bridges continua sendo marcada por encontros estranhos e conceitos metafísicos característicos do universo criado por Hideo Kojima, mas agora existe uma sensação mais clara de que os eventos do passado deixaram marcas profundas nos personagens.

 O resultado é uma narrativa que, embora ainda mantenha o estilo peculiar da série, consegue ser ao mesmo tempo mais direta em seus temas e mais emocional em suas consequências, reforçando a ideia de que o verdadeiro desafio desse mundo não é apenas sobreviver, mas aprender a seguir em frente depois da perda.

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