Cinema

Roteirista Aline McKenna detalha a trama de jornalismo de O Diabo Veste Prada 2

A roteirista de O Diabo Veste Prada 2 revela os bastidores, as inspirações da continuação e a participação de Lady Gaga.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O sucesso financeiro de O Diabo Veste Prada 2 reacendeu o interesse na construção do seu roteiro, assinado novamente por Aline Brosh McKenna. A escritora, que adaptou o primeiro sucesso de 2006, retorna para apresentar as mesmas personagens em um ambiente profundamente transformado. A narrativa aborda uma indústria editorial sufocada por dívidas, lidando com a pressão de investidores focados em tecnologia e o avanço da inteligência artificial.

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Em entrevista ao portal Variety, McKenna explicou que as mudanças radicais na cultura e na economia impulsionaram a criação desse novo enredo. A autora utilizou a queda das publicações impressas tradicionais para criar uma metáfora sobre os desafios atuais de diversos setores. O roteiro reflete as dificuldades enfrentadas não apenas pelo jornalismo de moda, mas por todas as empresas que precisam se reinventar no cenário digital contemporâneo.

O desafio de desenvolver a sequência

A ideia para o segundo longa-metragem começou a tomar forma após uma conversa com Meryl Streep em maio de 2024. A equipe trabalhou com prazos acelerados e o estúdio adiantou o cronograma final, o que exigiu uma pós-produção veloz conduzida pelo diretor David Frankel. O interesse central da escritora foi imaginar como essas figuras consagradas enfrentariam os problemas econômicos do nosso período histórico.

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“Alguém que viu um corte inicial do filme me disse: ‘Este é o filme mais engraçado que você pode fazer sobre o que está acontecendo neste negócio’.”, comentou a roteirista. A equipe criativa buscou traçar um paralelo realista com a situação de Hollywood e outras indústrias abaladas pelo domínio tecnológico. A presença de um bilionário do setor digital tentando adquirir a revista Runway ilustra essa tensão entre o lucro imediato e a manutenção da qualidade editorial original.

Relações maduras e participações especiais

A evolução na dinâmica entre Miranda Priestly e Andy Sachs reflete o amadurecimento profissional de ambas. McKenna esclareceu que a ex-assistente é tratada de forma mais respeitosa por Miranda na nova história, demonstrando que a executiva agora lida com colegas do mesmo nível. A autora destacou que Miranda enfrenta uma crise existencial profunda devido às mudanças na forma como a sociedade consome tendências e informações de estilo.

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O projeto incluiu participações especiais complexas de gerenciar por causa das agendas das celebridades envolvidas. Um dos grandes destaques é a aparição de Lady Gaga interpretando uma artista exigente em uma cena que agradou muito a cantora durante as gravações. “É óbvio em toda a indústria que Gaga é a pessoa mais legal. Nós nos divertimos muito fazendo-a não ser legal.”, revelou McKenna sobre os bastidores da produção cinematográfica.

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