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Testemunha chora ao detalhar ‘noites de sexo de 3 dias’ no julgamento de Diddy

Nova testemunha, 'Jane', detalha em lágrimas 'noites de hotel' com Diddy e acompanhantes. Depoimento corrobora acusações de Cassie Ventura.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura
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O julgamento criminal de Sean “Diddy” Combs em Nova York foi palco de um dos depoimentos mais devastadores até agora. Uma mulher, testemunhando sob o pseudônimo “Jane”, desabou em lágrimas ao descrever um padrão de abuso e coação sexual que, segundo ela, marcou seu relacionamento de três anos com o magnata da música, de janeiro de 2021 a agosto de 2024. Suas alegações sobre “noites de hotel” que duravam dias, com drogas e acompanhantes masculinos, corroboram fortemente o testemunho anterior de Casandra “Cassie” Ventura, ex-namorada de longa data de Combs.

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A “caixa de Pandora”: o início do relacionamento e a escalada das fantasias

O depoimento de Jane, iniciado na tarde de quinta-feira, 5 de junho, começou descrevendo um início de relacionamento que ela considerava “super charmoso” e “apaixonado”. Ela conheceu Combs em 2020, em Miami, através de uma amiga. O romance começou em janeiro de 2021, e eles desenvolveram apelidos íntimos baseados nos personagens da “Vila Sésamo”: ele a chamava de “Bert” e ela o chamava de “Ernie”.

No entanto, em maio de 2021, a relação tomou um rumo sombrio. Jane relatou que, após uma sessão de sexo de 15 horas sob o efeito de ecstasy e MDMA, Combs começou a falar sobre suas fantasias sexuais envolvendo outros homens. “Ele queria muito que eu fantasiasse ou falasse sobre outros homens”, disse Jane. “Ele disse: ‘Posso tornar essa fantasia realidade'”. Horas depois, ele a levou para um hotel, onde um acompanhante masculino chamado Don os esperava. Jane testemunhou que Combs a instruiu a se vestir com lingerie e “saltos enormes de stripper”, derramar óleo de bebê no acompanhante e fazer sexo oral nele, antes de ter relações sexuais com ambos. Embora tenha descrito a primeira experiência como “excitante” por ser um “tabu”, ela afirmou, em prantos: “Aquela noite abriu uma caixa de Pandora em nosso relacionamento. Era uma porta que eu não conseguia fechar”.

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‘Noites de hotel’: a rotina de coação, drogas e sexo com acompanhantes

A partir daquele ponto, segundo Jane, os encontros sexuais com outros homens passaram a representar 90% do tempo que passava com Combs. Ela descreveu as “noites de hotel” como uma ocorrência semanal, com sessões que duravam de 12 a 30 horas, e a mais longa chegando a mais de três dias sem dormir.

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Ela contou que Combs a pressionava a participar e “ignorava” suas preocupações quando ela expressava desconforto. Em um dos momentos mais chocantes do julgamento, foi exibida uma gravação de áudio de um quarto de hotel onde Jane pedia a um acompanhante que usasse preservativo, e a voz de Combs é ouvida ignorando o pedido. Jane testemunhou que, em outra ocasião, Combs olhou para ela e disse: “É melhor você não pedir a porra da camisinha”, enquanto um acompanhante se preparava para o ato sexual. Para lidar com o trauma, ela desenvolveu um mecanismo de dissociação: “Já fiz tantas dessas que simplesmente sei como me desligar. Eu simplesmente guardo meus pensamentos e me sintonizo com outra pessoa. Alguém que sabe realizar.”

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Coerção financeira e o desabafo: “me sinto nojenta”

O depoimento de Jane também introduziu um elemento crucial para as acusações de tráfico sexual: a coerção financeira. Ela testemunhou que, ao se mudar para Los Angeles em 2021, Combs pagava seu aluguel de US$ 10.000. Quando ela hesitava em participar das “noites de hotel”, ele insinuava que o relacionamento poderia terminar e, com isso, o apoio financeiro. Por isso, ela disse que se sentia “obrigada” a “se apresentar” para ele.

Essa angústia culminou em uma mensagem de texto de setembro de 2023, que foi lida no tribunal: “Não quero mais desempenhar esse papel na sua vida… é obscuro, sórdido e me faz sentir nojenta”. Em outra ocasião, após ser forçada a ter relações com dois acompanhantes sem o uso de drogas, ela foi ao banheiro e vomitou. Ao retornar, Combs teria dito: “Você vai se sentir melhor agora que vomitou. Vamos embora”, antes de trazer um terceiro acompanhante para o quarto.

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O testemunho de “Jane” é uma peça fundamental para a promotoria, que busca estabelecer um padrão de conduta criminosa para sustentar as acusações de extorsão e tráfico. Combs, que se declara inocente, enfrenta a possibilidade de prisão perpétua se for condenado.

Tags: #Diddy
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