‘Wicked: Parte 2’ é totalmente ignorado pelo Oscar 2026 após sucesso do primeiro filme
A continuação do musical de Jon M. Chu sofreu um "apagão" na Academia, ficando de fora de todas as categorias, inclusive Canção Original
A manhã de quarta-feira trouxe uma decepção amarga para os fãs de musicais e para a NBCUniversal. O filme Wicked: Parte 2 (intitulado originalmente Wicked: For Good), a aguardada conclusão da saga dirigida por Jon M. Chu, foi completamente excluído da lista de indicados ao Oscar 2026. O resultado representa uma reviravolta drástica em relação ao desempenho do primeiro filme, que havia conquistado impressionantes 10 indicações na cerimônia de 2025.
A ausência de nomeações é ainda mais surpreendente quando se considera o desempenho das atrizes principais na temporada de premiações. Ariana Grande (Glinda) e Cynthia Erivo (Elphaba) haviam garantido indicações ao Globo de Ouro de 2026 no início deste ano, criando uma expectativa de que o reconhecimento se repetiria na Academia, o que não aconteceu.
A surpresa nas categorias musicais
O desprezo mais chocante ocorreu na categoria de Melhor Canção Original, considerada a aposta mais segura para a produção. Diferentemente do primeiro filme, que não era elegível nesta categoria por utilizar apenas as músicas preexistentes da Broadway, a sequência contava com material inédito. O lendário compositor Stephen Schwartz criou duas novas faixas exclusivas para o desfecho cinematográfico: “The Girl in the Bubble”, interpretada por Ariana Grande, e “No Place Like Home”, na voz de Cynthia Erivo.
Ambas as canções chegaram a ser indicadas ao Globo de Ouro em janeiro, validando a qualidade das composições e das performances vocais. No entanto, nem mesmo o prestígio de Schwartz ou o apelo popular das cantoras foram suficientes para convencer os votantes da Academia a incluir as faixas na lista final do Oscar.
O fim de uma jornada de produção épica
A saga cinematográfica baseada no livro de Gregory Maguire e no musical de Winnie Holzman foi um empreendimento massivo. O diretor Jon M. Chu e sua equipe filmaram os dois longas simultaneamente ao longo de mais de 160 dias, enfrentando interrupções significativas devido à greve dos atores, que paralisou as gravações a apenas 10 dias do fim, especificamente antes da filmagem da sequência “Defying Gravity”. A produção foi concluída no início de 2024.
Apesar de todo o esforço logístico e do sucesso de crítica e público da primeira parte, a conclusão da história das bruxas de Oz parece não ter ressoado da mesma forma com a indústria cinematográfica neste segundo capítulo. O filme, que aprofunda a complexa história de Elphaba e Glinda, encerra sua trajetória nas premiações de forma melancólica, sem a chance de disputar a estatueta dourada.