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Xbox admite saúde frágil e planeja ampliar exclusivos conforme marca se recuperar

Sharma admite negócio frágil e revela plano de ampliar exclusivos Xbox conforme a plataforma se recupera.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Xbox admite saúde frágil e planeja ampliar exclusivos conforme o negócio se recuperar

A CEO do Xbox Asha Sharma fez uma das declarações mais honestas já feitas por um executivo da divisão de games da Microsoft em entrevista à Fortune. Ela reconheceu que o negócio do Xbox “não está particularmente saudável” e explicou como a empresa planeja usar exclusivos como ferramenta de recuperação, em vez de uma estratégia total e imediata.

“Somos o segundo maior publisher do mundo, e quando você faz isso quer que seus jogos estejam em todo lugar. Você é mais forte quando o mundo joga com você. Ao mesmo tempo, estamos nos tornando cada vez mais uma plataforma, e é difícil encontrar exemplos de plataformas que não tenham serviços e conteúdos exclusivos. Nosso negócio não está particularmente saudável, então estamos começando com um ou dois exclusivos de assinatura e, conforme o negócio melhore, vamos tentar fazer mais”, disse Sharma.

Os dois exclusivos que inauguram a nova fase

Os primeiros exclusivos de console confirmados são Gears of War: E-Day e Clockwork Revolution. A escolha de Gears of War para inaugurar o retorno às exclusividades não foi isenta de ironia: o logo do PS5 apareceu acidentalmente no Xbox Podcast durante a divulgação do jogo antes de ser removido, evidenciando que uma versão para PlayStation havia sido planejada em algum momento do desenvolvimento.

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Enquanto isso, projetos como Halo: Campaign Evolved, Fable, State of Decay 3 e Senua seguem como lançamentos multiplataforma no dia um, chegando ao PS5 junto com o Xbox. A abordagem caso a caso torna difícil prever quais jogos serão exclusivos no futuro, mas Sharma sinalizou que a tendência é aumentar conforme a saúde financeira da plataforma melhore.

A comparação com a Sega que ninguém quer

A trajetória do Xbox na última década alimentou comparações incômodas com o fim da Sega como fabricante de hardware. Após o fracasso do Dreamcast em 2001, a Sega abandonou o mercado de consoles e se tornou uma publisher third-party, lançando seus jogos em plataformas concorrentes. A decisão da Microsoft de publicar jogos first-party no PS5 acendeu debates semelhantes, com ex-executivos da Sony como Shawn Layden mencionando publicamente o fantasma do Dreamcast ao comentar os planos do Xbox.

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A diferença, por enquanto, é que a Microsoft ainda fabrica hardware e mantém o Xbox como plataforma ativa. O retorno aos exclusivos é o sinal mais claro de que a empresa não pretende repetir o caminho da Sega, mas a velocidade e a consistência com que esse plano vai se concretizar ainda dependem de variáveis que a própria Sharma admite não controlar completamente.

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