Zack Snyder vai dirigir reimaginação de Fuga de Nova York com foco em efeitos práticos
Zack Snyder vai escrever e dirigir uma reimaginação de Fuga de Nova York com produção de John Carpenter como produtor executivo.
Zack Snyder vai escrever e dirigir uma reimaginação de Fuga de Nova York com foco em efeitos práticos
Snake Plissken vai voltar às telas, e desta vez com Zack Snyder no comando. O diretor de 300 e Zack Snyder: Liga da Justiça foi confirmado para escrever e dirigir uma reimaginação de Fuga de Nova York, o clássico distópico de John Carpenter lançado em 1981. A informação foi confirmada pelo Hollywood Reporter, e o projeto ainda será levado ao mercado nas próximas semanas em busca de um estúdio distribuidor.
A intenção é lançar o filme nos cinemas. Andrew Rona e Alex Heineman, da The Picture Company, produzem o projeto através de seu contrato com a StudioCanal, que controla os direitos da propriedade junto com o próprio Carpenter. Snyder também produz ao lado de sua sócia e esposa Deborah Snyder e de Wesley Coller, da Stone Quarry. Carpenter participa como produtor executivo.
A abordagem de Snyder: sujeira e efeitos práticos
Os detalhes da trama seguem guardados, mas a abordagem visual já foi definida. Snyder quer fazer um filme mais cru e visceral, apostando em efeitos práticos e locações reais em vez do brilho polido de suas produções de super-heróis. A referência que ele mesmo usa é sua estreia como diretor: o remake de Madrugada dos Mortos, de 2004, que conquistou críticos e público com energia bruta e pouquíssimos recursos digitais. A distância estética em relação a Batman v Superman e Liga da Justiça é intencional.
O original de Carpenter se passa em 1997 e apresenta Manhattan transformada em uma prisão de segurança máxima a céu aberto. Quando o presidente dos Estados Unidos cai dentro da ilha com informações confidenciais vitais, o ex-herói de guerra e criminoso Snake Plissken, vivido por Kurt Russell, é recrutado à força para resgatar o mandatário em troca da liberdade. O filme também estrelou Ernest Borgnine, Isaac Hayes, Donald Pleasance, Harry Dean Stanton e Adrienne Barbeau.
Uma propriedade que Hollywood tentou relançar por décadas
Fuga de Nova York acumula uma lista notável de tentativas fracassadas de retorno ao cinema. A New Line Cinema chegou a colocar Len Wiseman, Brett Ratner e Breck Eisner na cadeira do diretor em diferentes momentos, com Gerard Butler escalado para interpretar Plissken. Quando os direitos migraram para a 20th Century Fox, Robert Rodriguez e depois Leigh Whannell foram associados ao projeto. Mais recentemente, o coletivo Radio Silence estava envolvido com outra versão que também não avançou.
A StudioCanal assumiu o controle da propriedade e sinalizou na CinemaCon deste ano que Fuga de Nova York é uma prioridade estratégica para a empresa, que busca consolidar um portfólio de franquias ao lado de Paddington e das produções recentes de Evil Dead.
Um Snyder em modo de transição
O anúncio acontece enquanto Snyder finaliza The Last Photograph, drama independente ambientado nas montanhas da América do Sul que representa uma virada deliberada em relação aos grandes espetáculos visuais que o tornaram famoso. Fuga de Nova York parece ser o equilíbrio entre os dois extremos: uma propriedade com peso cultural considerável, mas com DNA de cinema de gênero que convida à mesma energia crua que Snyder demonstrou no início de sua carreira.