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Informações técnicas

Distribuição: Sony
Duração: 107 min
Discos: 1
Embalagem: Amaray
Luva: Não
Preço: R$ 49,90

Vídeo

Razão de aspecto: 1.78:1
Resolução: 1080p
Codec: MPEG-4 AVC

Áudio

Inglês: DTS-HD Master Audio 5.1 (48kHz, 24-bit)
Português: Dolby Digital 5.1 (640 kbps)
Espanhol: Dolby Digital 5.1 (640 kbps)

O Filme

 ½

Além da popular série de jogos e da famosa franquia de cinema estrelada por Mila Jovovich, Resident Evil possui algumas animações em longa-metragem voltada para os fãs do game, que buscam se aproximar mais do cânone do que os filmes acabaram se tornando. Após “Resident Evil – Degeneração” (2008) e “Resident Evil: Condenação” (2012), ambos dirigidos por Makoto Kamiya, chegou a vez de Takanori Tsujimoto trazer toda sua energia para “Resident Evil: A Vingança”.

Interessante que o filme não se passa em Racoon City, como de costume. Desta vez, um vírus está sendo espalhado na cidade de Nova York, transformando pessoas inocentes em zumbis, e Chris Redfield, da força-tarefa – vai precisar da ajuda do lendário Leon S. Kennedy e da médica Rebecca Chambers para deter essa ameaça, construída em cima de uma vingança.

Infelizmente, o filme é bastante irregular. Ao mesmo tempo em que busca homenagear os games e filmes anteriores e agradar aos fãs com alguns easter eggs soltos, a nova história faz pouquíssimo sentido e quase nenhuma motivação é plausível, colocando em cheque todo o esforço dedicado ao projeto.

Falando dos pontos positivos, a abertura na mansão remete ao clima de horror da obra original de uma forma como os filmes do cinema nunca conseguiram estabelecer na atmosfera. A própria arquitetura da mansão traz boas lembranças para os jogadores (como eu) lá da época do PSOne. O estilo da animação lembra muito as cutscenes dos jogos mais recentes também, naturalmente causando uma nostalgia no espectador.

No entanto, por algum motivo o filme logo abandona esse clima sombrio para se tornar uma história de ação genérica, com muita correria e tiroteios. A ideia de ter zumbis que não são infectados aleatoriamente, mas propositalmente serem usados como arma, apesar de pouco original, é bastante interessante, pois reflete como o homem se corrompe quando está em posse de um grande poder, agindo sempre de acordo com seus interesses.

Mas, para isso, o filme usa uma motivação de vingança pouquíssimo convincente, que acaba soando muito preguiçosa no seu desenvolvimento. Há também o clichê do herói que está desmotivado e não quer mais lutar, mas a maneira como ele se convence a ajudar também soa extremamente forçada. Além de não explorarem como poderiam uma metrópole como Nova York, e os danos que o vírus causaria na vida das pessoas.

Sendo assim, restam algumas cenas de ação mais empolgantes – como o terceiro ato no telhado – mas, creio que nem os fãs do jogo original ficarão muito agradados com o desperdício de potencial da história. No final das contas, “Resident Evil: A Vingança” soa mais como uma desculpa para arrecadar dinheiro dos fãs do que realmente entregar uma trama na qual eles poderiam se conectar e divertir. A recomendação é que os seguidores da franquia permaneçam nos games, onde o universo parece avançar de maneira cada vez melhor.

Extras

Basicamente, o filme tem dois conteúdos de bônus relevantes, além dos comentários de costume do diretor Takanori Tsujimoto, o produtor executivo Takashi Shimizu e o roteirista Makoto Fukami. O restante são alguns trailers e teasers e uma galeria com as artes usadas no projeto.

Computação gráfica para a realidade (24min) 

   

Esse conteúdo extra é dividido em duas partes, a que mostra a criação do monstro final Ariego e a outra, como a concepção visual do filme foi projetada. Contando com depoimentos dos supervisores das principais etapas da criação, curiosamente o conteúdo é até melhor que o filme, pois nele descobrimos sobre as escolhas de conceito, modelagem, animação, iluminação e etc. Muito interessante, especialmente para estudantes de criação de jogos.

Tour no set de captura de movimentos com Dante Carver (11min) 

  

Nessa parte, o ator norte-americano Dante Carver – que vive no Japão há mais de uma década e é muito conhecido por lá – visita o set de captura de movimentos para recolher depoimentos do diretor do filme e alguns atores. Vale para descobrirmos mais sobre essa etapa da produção.   

Conclusão

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